Germinal – Educação e Trabalho

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Aprendizagem Criativa – Variações na apresentação da análise (IV) 27 de março de 2009

 

 

 

Em uma série de posts anteriores, temos discutido uma abordagem educacional, possivelmente inovadora, que denominamos de Aprendizagem Criativa. Dela já postamos as características gerais, a metodologia e alguns de seus passos metodológicos. Os links a seguir permitem o acesso aos posts anteriores, na ordem lógica da apresentação, que estamos desenvolvendo em capítulos:

 

1. Aprendizagem Criativa

2. Aprendizagem Criativa – Metodologia

3. Aprendizagem Criativa – Focalização e simbolização

4. Aprendizagem Criativa – A amplificação

5. Aprendizagem Criativa – A análise (I) – falar e ouvir

6. Aprendizagem Criativa – A análise (II) – o grupo-sujeito

7. Variações criativas na dinâmica dos grupos – Aprendizagem criativa – A análise (III)

 

 

Além desses textos mais teóricos, postamos quatro artigos sobre aplicaçações metodológicas e questões correlatas:

 

1.Dinâmica de apresentação (Grupo-sujeito)

2. Falar e ouvir

3. Dinâmica do Circuito dos Elementos

4.  Arquitetura escolar e Aprendizagem Criativa

 

 

Neste post, vamos continuar descrevendo as caracaterísitcas da fase de Análise na Aprendizagem Criativa.

 

Variações Criativas na Apresentação da Análise

A análise da amplificação ( ver item 4, acima) pode ser feita individualmente, em pequenos grupos, em painel ou assembléia. Para todos esses casos, coloca-se o problema de como organizar e apresentar os dados da reflexão e/ou discussão. Embora parecendo um problema de ordem menor, a forma de registro e apresentação da análise pode ter um peso significativo na eficácia e no envolvimento dos participantes com a situação de aprendizagem.

 

Um registro mal organizado e uma apresentação enfadonha da análise podem comprometer toda a situação de aprendizagem, por melhor que tenham sido os momentos anteriores. Já existem inúmeras alternativas técnicas para a apresentação da análise. Também aqui é possível ser criativo.

 

Vamos começar com as alternativas já conhecidas. Vamos desconsiderar, por banais, a apresentação oral ou da transcrição de um resumo das conclusões para folhas de flip-chart ou de cartolina, seguidas de apresentação oral e debates. Dentre as alternativas já conhecidas existem formas mais promissoras.

 

 

1. Usando tarjetas para registro e apresentação da análise

  A tarjeta é um cartão retangular e colorido, com gramatura variando de 80 a 120, na medida-padrão de 11 por 22 cm. É utilizada para visualização da contribuição individual e para organizar as conclusões de processos participativos de discussão. Para facilitar a visualização com o uso de tarjetas, é importante que o participante (aluno, aprendiz, treinando):

  • Só registre uma conclusão por tarjeta.
  • Escreva com pincel atômico (azul ou preto).
  • Escreva em letra de forma, maiúscula.
  • Não use mais do que três linhas.
  • Garanta que o texto possa ser visto a distância.
  • Use cores diferentes para assuntos diferentes.
  • Com fita crepe, cole as tarjetas nos locais indicados do painel

Em reuniões do grupo-classe, com o uso de tarjetas na apresentação das conclusões, é possível construir painéis para visualização das contribuições dos indivíduos ou pequenos grupos. Esses painéis podem tornar-se construções sofisticadas e esteticamente atraentes, com o uso de títulos com formatos diferentes e variando-se a cor das tarjetas segundo uma definição prévia das variáveis a serem utilizadas na análise.

 

Depois da apresentação dos indivíduos ou dos grupos, como cada conclusão está registrada em uma tarjeta, é possível facilmente mudá-las de lugar para sistematizar e tornar consensual a análise. Pode-se eliminar as tarjetas repetitivas e  promover discussões em torno das tarjetas que contém idéias divergentes ou contraditórias. Chegando-se ao consenso, se necessário, outras tarjetas podem ser rapidamente escritas para substituir as que eram anteriormente objeto de discordância.

 

Por fim, o coordenador (professor, facilitador) pode contribuir com a análise, incluindo outras tarjetas e enriquecendo o painel de conclusões.

 

Em post a ser ainda publicado, apresentaremos um exemplo de utilização de tarjetas na análise.

 

 

2. Usando Mapas Mentais para registro e apresentação da análise

 

 Mapas mentais são diagramas hierárquicos (em árvore) que podem representar os dados da análise da amplificação:

na forma de texto, ilustração ou ambas;

• de forma sintética;

• de forma organizada e nivelada.

 

Na figura a seguir, apresentamos um exemplo de mapa mental que foi  utilizado para apresentar as informações essenciais sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 

 

mapa mental_IDH

 

 Observem que a partir de um tópico central (IDH), também chamado de título ou raiz, derivam-se tópicos (O que é; Parâmetros, …) que são ligados à raiz através de linhas.  Cada tópico pode conter um texto, ilustração ou ambas, como mostra um outro exemplo apresentado a seguir. Nele, o mapa mental foi utilizado para representar o tempo de degradação de alguns materiais:

 

mm_Tempos_degradação

Dos tópicos derivam-se sub-tópicos, que por sua vez podem comportar outros sub-tópicos. O resultado é uma organização hierárquica. Nesta, há um crescente detalhamento e os registros são cada vez mais específicos. A formatação da ilustração em geral segue esta orientação. As linhas são cada vez mais finas, as figuras e as fontes do texto cada vez menores.

 

“Há duas linhas básicas de elaboração de mapas mentais: à mão e em software. O criador da técnica, o inglês Tony Buzan, enfatiza a elaboração à mão, sendo alguns dos argumentos o desenvolvimento da criatividade e a integração dos lados esquerdo e direito do cérebro. Há muitos seguidores de Buzan que são fiéis a suas diretrizes. Um das limitações dessa linha é que a produtividade da elaboração de mapas mentais à mão é muito baixa, devido ao redesenho, sendo mais adequada para conteúdo estável e pessoal. Sob uma perspectiva prática, quando usamos um recurso de estruturação, é porque não estamos conseguindo lidar com um conteúdo e é natural esperar que comecemos com fragmentos que serão depurados e organizados, o que envolve vários ciclos de trabalho, assim como para um texto ou outro documento cuja estrutura ainda não está madura.” ( Virgílio Vasconcelos Vilela, in: Mapas Mentais)

 

Em post futuro, apresentaremos um exemplo de utilização do Mapa Mental na análise da amplificação.

 

Para não tornar o post muito longo, este artigo continua em próxima postagem.  Nela, apresentaremos outras alternativas técnicas para o registro e a apresentação da análise, tais como as transparências (retroprojetor), o Data-Show e o uso das ferramentas básicas do Movimento da Qualidade.

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2 Responses to “Aprendizagem Criativa – Variações na apresentação da análise (IV)”

  1. clara Says:

    Bem organizado,é pena não podermos aceder a outros conteudos.
    O Brasil é uma fonte para formadores Portugueses


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