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Descubra quais os cursos técnicos mais valorizados 27 de janeiro de 2017

Filed under: Sem categoria — José Antonio Küller @ 2:49 pm

Da redação – Terra Notícias – 18/01/2017 – São Paulo, SP

Uma pesquisa da Consultoria ManpowerGroup concluiu que os cargos técnicos e de profissionais com habilidades técnicas específicas são os postos que as empresas mais têm dificuldades para preencher hoje no Brasil.

A qualificação técnica é considerada o grande gargalo e, ao mesmo tempo, é uma das possibilidades de aumentar a produtividade e a qualificação da mão-de-obra no País. Os cursos técnicos oferecem habilidades práticas e teóricas com o objetivo de preparar o aluno para o mercado de trabalho.

São válidos como cursos de ensino médio e escolhidos como caminho para a qualificação profissional porque aumentam as chances do aluno conseguir um emprego. Entre os fatores que vêm influenciando os alunos a acumular certificados técnicos com o diploma de curso superior é, justamente, a alta empregabilidade .

Confira os 10 cursos técnicos mais promissores!

Os 10 cursos técnicos mais valorizados

Para elaborar o ranking dos 10 cursos técnicos mais valorizados e promissores a consultoria ManpowerGoup utilizou critérios como: salários iniciais, baixa oferta de profissionais no setor, novos mercados e a demanda por profissionais naquela área, entre outros.

1) Técnico em Meio Ambiente

Esta formação tem muitas oportunidades nas áreas de construção e indústria, além de óleo e gás. O salário médio inicial está em torno de R$ 3,5 mil.

2) Técnico em Redes de Computadores

O mercado de Tecnologia da Informação (TI) está aquecido e precisa de pessoal qualificado para cuidar da parte de infraestrutura. O salário inicial para esses profissionais gira em torno de R$ 3 mil.

3) Desenvolvedor Mobile

Quem busca a área tem a propósito de desenvolver novas plataformas de comunicação para empresas e organizações. As áreas de TI e telecomunicações estão recebendo muitos investimentos com a chegada da internet 4G e do aumento do poder de compra da população. O salário pode chegar a R$ 5 mil.

4) Técnico em Comércio Exterior

Quem for trabalhar na área vai estar muito ligado à negociação de insumos e ao mercado externo, com foco em diminuir o preço final do produto ou da prestação de serviços. O mercado globalizado garante o aumento de procura por este profissional. O salário inicial pode chegar a R$ 3,5 mil.

5) Técnico em Geoprocessamento

Esta profissão tem um mercado aquecido nas áreas de petróleo e gás. Os técnicos atuam na análise de todo o terreno onde a empresa está instalada. Em tempos de pré-sal, estes profissionais estão bastante valorizados. O salário médio inicial é de R$ 4 mil.

6) Técnico em Mecânica

Esse técnico trabalha na fabricação, montagem e na instalação de máquinas e equipamentos, podendo atuar em indústrias das variadas, que fabricam de alimentos a tecidos. Se a indústria cresce, eles têm emprego quase garantido, porque as máquinas continuam em funcionamento e sempre precisam de manutenção. O salário médio é de R$ 2.200.

7) Técnico em Eletrotécnica

Este profissional trabalha na avaliação de projetos e esquemas de instalações, desenvolvendo estudos e projetos de eletricidade. Há oportunidades não apenas no campo industrial, mas também no ramo de sistemas de distribuição e armazenamento de energia. Como o País passa por uma expansão no setor de energia, há vagas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O salário médio inicial é de R$ 1.700.

8) Técnico em Segurança do Trabalho

Trata-se de um profissional que realiza inspeções para impedir situações de risco e elabora projetos para evitar acidentes. Nos últimos anos, esses técnicos ganharam importância por conta do grande contingente de obras na construção civil. É também requisitado em quase todos os setores da economia, pois são necessários em qualquer empresa que reúna grande número de trabalhadores. O salário médio inicial é de R$ 1.900.

9) Técnico em Construção Civil

Também conhecido como técnico em edificações, esse profissional coordena a ação construtiva junto ao engenheiro. A construção civil ainda carece desses profissionais, que atuam no meio de campo, cuidando do planejamento da obra. O salário médio inicial é de R$ 2.200.

10) Técnico em Logística

Essa profissão que tem como meta planejar, programar e coordenar as operações de transporte e distribuição de uma empresa. É um técnico muito valorizado porque a logística é um grande gargalo na distribuição de tudo o que é comercializado no país. Esses profissionais atuam também com o mercado internacional. O salário médio inicial é R$ 2.100.

Cursos técnicos e tecnológicos são a mesma coisa?

Não. O curso técnico é de nível médio, enquanto o curso tecnológico é de nível superior. Também chamada de curso de tecnólogo, ou curso superiores de tecnologia, essa graduação dura 2 ou 3 anos e tem alta empregabilidade. Por isso, se você quiser valorizar ainda mais o seu passe no mercado de trabalho, invista em um curso de tecnólogo.

Existem cursos superiores de tecnologia em todas as áreas da lista de cursos técnicos mais valorizados, desde de desenvolvimento de sistemas até logística!

 

Cidade educadora é cidade poética 5 de dezembro de 2016

Filed under: Sem categoria — José Antonio Küller @ 12:00 pm

André Gravatá – UOL Educação – 02/12/2016 – São Paulo, SP

Dia 30 de novembro de 2016 é o Dia Internacional das Cidades Educadoras, em comemoração à data em que nasceu a Carta das Cidades Educadoras, em 1990, durante o 1º Congresso Internacional das Cidades Educadoras, na Espanha. Para celebrar este dia, compartilho uma história de viagem por Rosário, onde participei do XIV Congresso Internacional de Cidades Educadoras, em 2016. O que encontrei por lá foi bem mais do que um evento com referências e inspirações para repensarmos as escolas e cidades. O poeta brasileiro Manoel de Barros diria que Rosário é um centro de invenção de esticadores de horizontes.

Em Rosário, o olhar se encanta de início com o Tríptico da Infância, uma conexão de três espaços públicos que promovem encontros inesperados. Na Ilha das Invenções, anteriormente uma estação ferroviária, há uma oficina para consertar corações partidos e um arquivo para guardar medos. O Jardim das Crianças, outro lugar brincante do Tríptico, é palco de uma máquina para voar; uma máquina com teias para se dependurar; uma engenhoca com escadas para inventar sons e depois descer de escorregador; e até uma trilha entre bambus para perder-se num pequeno labirinto com ruídos de mata. O terceiro espaço do Tríptico, a Granja da Infância, é um lugar para as crianças entrarem em contato com a natureza, com espaços para descobrir cheiros, texturas e sabores, por meio de experimentos. Para além do Tríptico, há também a Plataforma Lavardén, em que um dos andares é repleto de guarda-roupas que convidam a experiências de imersão em contextos fantásticos. Você abre um guarda-roupa e encontra uma biblioteca com livros pendurados no teto e estantes cheias de obras interessantes. Abre outro e se vê rodeado de paredes de espelhos e araras de roupas com fantasias. Abre mais um e aparece uma sala com quebra-cabeças. Abre mais um e se depara com o clube social e desportivo dos defensores de utopias. Abre mais um e o espanto doce é maior ainda: descobre um carrossel numa sala com extensas cortinas vermelhas.

São espaços públicos inventados para propor jogos fantasiosos, que aguçam os músculos da imaginação e a singular capacidade de criar de cada um. Dentro da Ilha das Invenções, ouvimos que há uma política de cuidado que convida adultos e crianças para jogar juntos. Inventaram espaços públicos que provocam o encontro do aprender com o imaginar, para que as pessoas se vejam inventivas. “O espaço público é um lugar para aparecer diante dos olhos dos outros”, comentou Chiqui González, Ministra de Inovação e Cultura da cidade de Santa Fé, uma das vozes mais marcantes do Congresso. Há um tempo, um garoto de oito anos disse para a ministra: “Então o espaço público é para aparecer, justo no país dos desaparecidos?”. Durante sua fala, Chiqui deu nome aos desaparecidos, com uma voz impregnada de emoção: “Que apareçam os movimentos sociais, que apareçam os jovens mexicanos mortos, que apareçam os que nunca tiveram nome, que apareçam os abandonados e abusados, que apareçam os velhos e pobres, que apareça a enorme força renovadora das mulheres, que apareça a sensibilidade, que apareça o afeto, que apareça a imaginação, que apareçam as percepções… Todas são irmãs. Que apareça a cultura. E que possamos viver melhor”. Ao lado de Chiqui, estava Macaé Evaristo, Secretária de Educação de Minas Gerais, que defendeu uma educação compromissada com os mais vulneráveis, com aqueles que historicamente foram transformados em desiguais. Inspirados por conversas com pessoas do mundo inteiro, dezenas de brasileiros que participavam do congresso em Rosário se reuniram para dialogar sobre o tema das cidades educadoras no Brasil, e pensar em trocas e ações coletivas possíveis. Quem sabe, em breve, encontraremos reverberações dessa conversa traduzidas em mais poesia derramada pelos nossos territórios?

Uma das frases citadas por Chiqui, de autoria da poeta argentina Alejandra Pizarnik, resume a experiência em Rosário: “Cada palavra diz o que diz, e além disso mais, e outra coisa”. Para inventar uma cidade educadora, não podemos nos contentar apenas com os dizeres explícitos, com as invenções óbvias. Precisamos buscar o que as palavras dizem mais além, e mais. Descobrir como imaginar um tanto mais, e mais um pouco. Mais, mas não no sentido do excesso e, sim, na direção do comprometimento com a consistência da poesia. Inventar novos contextos potentes e ir fundo, e continuar por mais. Como um convite para atravessarmos o labirinto do mundo, Rosário afirma que nossa imaginação é capaz de dizer mais.

 

Telematrículas para educação de jovens e adultos começam hoje 25 de outubro de 2016

Filed under: Sem categoria — José Antonio Küller @ 8:05 pm

Da agência Brasil – Agência Brasil – 24/10/2016 – Brasília, DF

Começam nesta segunda-feira (24) as telematrículas para os interessados no programa Educação de Jovens e Adultos (EJA), do Ministério da Educação, no primeiro semestre de 2017. As inscrições podem ser feitas até o dia 31 deste mês pelo telefone 156, na opção 2. O atendimento funcionará de segunda à sexta-feira, das 7h às 21h e nos finais de semana, das 8h às 18h. O programa oferece os ensinos fundamental e médio para pessoas que já passaram da idade escolar e que não tiveram oportunidade de estudar.

Para fazer a pré-matrícula o candidato precisa informar apenas o nome completo, data de nascimento, endereço com CEP, telefone residencial ou do local de trabalho e indicar duas escolas de sua preferência. A lista com os selecionados para as vagas será divulgado no dia 21 de dezembro.

Os interessados em cursar o ensino fundamental devem ter mais de 15 anos. Para cumprir o ensino médio, o candidato deve ser maior de idade.

Não há limite de vagas para matrícula, portanto todos os candidatos que fizerem a matrícula dentro do prazo serão atendidos.

 

 

Fernando Haddad: Cidade Educadora depende de políticas que enxerguem educação para além dos muros da escola 22 de outubro de 2016

Filed under: Sem categoria — José Antonio Küller @ 2:29 pm

Danilo Mekari – Portal Aprendiz – 20/10/2016 – São Paulo, SP

“A realidade é desafiadora e se transforma diariamente.” A constatação do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, serviu de introdução para uma complexa questão que perpassou a sua gestão a frente da capital paulista: o uso da cidade como território educativo.

“Tal realidade permite considerar hipóteses que até outro dia eram negligenciadas pelo poder público. Hoje, educação e cidade podem ser observadas como conceitos irmãos – é impossível pensar um sem pensar o outro”, afirmou o ex-ministro da Educação em sua participação no 2º Seminário Internacional de Educação Integral, realizado entre os dias 19 e 20/10, no centro de São Paulo.

Sob o tema “Reflexões sobre a cidade como território educativo”, Haddad e Maria Alice Setubal, presidente do Conselho de Administração do Cenpec e da Fundação Tide Setubal, teceram considerações sobre o potencial educativo do ambiente urbano, quando se apresenta como espaço de aprendizagem permanente.

“Muitas vezes, sobretudo nas metrópoles, deixa-se de perceber que crianças e jovens têm que estar em uma cidade que funcione, mas negligenciamos que uma cidade educa e deseduca”, apontou Haddad. “O tempo que crianças e jovens estão vivendo a cidade é relativamente grande, e ela pode ser organizada de forma a educar as pessoas. Isso depende de políticas públicas que enxerguem a educação para além dos muros da escola.”

Para isso acontecer, é preciso levar em conta uma ação intersetorial dos programas e políticas que incidem sobre o território, argumentou o prefeito da maior cidade do país. “A escola não pode ser sobrecarregada com tarefas que não são dela. É fundamental que seu entorno também seja um espaço educador.”

Segundo Haddad, cujo mandato termina no final do ano, há muitas maneiras de atingir este objetivo, e as ações desses quatro anos de gestão municipal sinalizavam para a ampliação deste conceito. “O gestor público municipal tem o poder de transformar a cidade e agir sob esse contexto. É muito importante que pessoas diferentes convivam no mesmo lugar: que a Avenida Paulista aberta para as pessoas receba tanto aquelas que vestem terno como as que vão de biquíni tomar sol.”

Fernando Haddad e Maria Alice Setubal discutem a necessidade de se criar políticas públicas intersetoriais em busca de uma Cidade Educadora.

Para Maria Alice, é necessário apontar que a educação integral é, em sua essência, uma política que busca a equidade ao colocar-se como estratégia de enfrentamento das desigualdades sociais. Ela defende que a experiência levada a cabo pela Fundação Tide Setubal no bairro de São Miguel Paulista, na zona leste paulistana, reforça o conceito de Cidade Educadora.

“Através de uma rede de proteção social, ativamos uma teia de articulações que se dá no território.” Ela propõe que as políticas públicas do território tenham como ponto de convergência a educação. “Em um país diverso como o nosso, o território importa, com suas histórias, culturas, diferentes níveis de educação. Levar em conta as especificidades de cada local é fundamental para pensarmos as políticas públicas e a universalização dos direitos.”

Maria Alice enxerga como fundamental que as políticas de educação prevejam integração com o espaço público urbano. “Ocupar os espaços com festas, festivais, teatros de rua e música os torna mais seguros e saudáveis. Mas isso exige parcerias entre a escola e outros equipamentos, para ganhar mais escala, impacto e ampliar as possibilidades de conhecimento.”

Ela elogiou a criação de um ciclo autoral no Ensino Fundamental da cidade, criado pela gestão petista. “Podemos ver que essa política tem uma efetividade concreta lá em São Miguel. Alunos se mobilizam e professores criam outro olhar para o território, vendo sentido na possibilidade de fazer um projeto de intervenção em sua comunidade”, ressalta.

Para Haddad, o conceito de educação integral deve buscar uma dimensão intersetorial de abrangência do conhecimento para capacitar a juventude para os desafios do dia a dia, não apenas do mercado de trabalho, mas principalmente no âmbito da cidadania. “Precisamos dotar a juventude de um aparato necessário para ela incindir, inovar, se reinventar. Quem vai responder à crise atual é essa nova geração”, aposta o prefeito, que finaliza: “Devemos liberar tempo para criar afeto e interação. Humanizar a cidade é um toque educacional.”

 

3 de outubro de 2016

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Quando a exceção vira regra no Estado de exceção

Guilherme Perez Cabral – UOL Educação – 03/10/2016 – São Paulo, SP

Em termos educativos, justificar ações que fogem à regra e ao direito democrático, afirmando a excepcionalidade do momento vivido, é muito ruim. Não é tão simples, como pode parecer, saber o momento de parar. A situação excepcional pode se tornar a regra e o Estado de exceção.

A imposição da reestruturação do ensino médio, pela via excepcional de uma medida provisória, passando por cima dos debates que ocorriam sobre o tema, não foi algo isolado.

Vem no contexto da derrubada da Presidente da República, num `tropeço na democracia`, nas palavras eufemísticas do Ministro do STF que presidiu o julgamento. Vem no contexto em que o Poder Judiciário decidiu que a divulgação ilegal de conversa telefônica entre Dilma e Lula, pelo Juiz Moro, não é ilegal. A atuação de Moro, na `Lava Jato`, configuraria um caso excepcional que escaparia às regras do Estado Democrático de Direito. Noutras palavras, excepcionalmente, ele não precisa cumprir a Constituição.

Familiares, pessoas próximas e queridas, conhecidos, desconhecidos aplaudiram tais medidas. Tomemos as ações necessárias, agora! Apoiemos Temer, Cunha (depois os descartamos)!, dizem. O momento é excepcional, é transitório. Como afirmou uma vez a Ministra Carmen Lucia, do STF: `tal como a quimioterapia impõe que se agridam células boas para atingir e exterminar células más, a fim de salvar o corpo do doente`, há de haver remédio que proteja nossas instituições de doenças que atingem sua saúde ética e jurídica.

Vivemos um período de exceções. Um estado de exceção, oposto ao estado de direito (de respeito aos direitos). A pergunta que fica é: saberemos o momento de parar com as excepcionalidades, restabelecendo a `normalidade` democrática?

O filme `Julgamento em Nuremberg` (1961) trata do julgamento, em 1948, de quatro juízes do regime nazista que, no exercício de suas funções, decidiram a favor do Holocausto. Entre eles, está Ernst Janning, renomado jurista cujo alinhamento ao nazismo a todos estranha.

Em seu depoimento, descreve o momento histórico alemão, no qual `tínhamos uma democracia, sim. Mas era deturpada por seus elementos`. Explica a ascensão de Hitler, que, apontando os `demônios` que entre eles havia, convenceu o povo de que `quando os demônios forem destruídos as misérias serão destruídas`.

E aqueles que sabiam das mentiras contidas nessas palavras? Por que aceitaram o projeto nazista? Janning responde e sua resposta vale para nós, neste momento em que a democracia está deturpada e os demônios a serem destruídos já sabemos quem são. Mudou a cor da estrela. A dos judeus era amarela. A dos tidos como `demônios`, hoje, é vermelha.

Janning diz: `que diferença faz se alguns políticos extremistas perdem seus direitos? Que diferença faz se alguma minoria racial perde seus direitos? Era apenas uma fase passageira. Apenas um estágio que atravessamos. Seria descartado, cedo ou tarde. O próprio Hitler seria descartado cedo ou tarde. O país está em perigo`.

Porém, nesse processo deseducativo, continua o juiz no banco dos réus, a situação excepcional se tornou a regra e o que deveria ser uma etapa de transição virou um `modo de vida`.

Familiares, conhecidos e desconhecidos, amigos e inimigos, em que medida, ao aceitar esse estado de exceções que vivemos, não estamos agindo como o juiz Janning? Em que medida não estamos fazendo disso o nosso modo de ser?

 

Escola de ensino integral é modelo na superação da desigualdade, mostra pesquisa 3 de agosto de 2016

Filed under: Sem categoria — José Antonio Küller @ 3:57 pm

Fernanda Cruz – Agência Brasil – 02/08/2016 – Brasília, DF

Pesquisa que mapeou escolas brasileiras e estrangeiras mostra que o ensino integral no ensino médio ajuda a superar as desigualdades em questões como inclusão social, autonomia, etnia, raça, gênero e sexualidade. O estudo foi divulgado hoje (2), na capital paulista, durante o Seminário Internacional Educação Integral e Ensino Médio: Desafios e Perspectivas na Garantia da Equidade, promovido pelo Centro de Referências em Educação Integral, Instituto Unibanco e Cidade Escola Aprendiz.

Foram selecionadas 29 escolas (12 delas estrangeiras), que se destacaram pela qualidade na educação ao vencer prêmios ou por indicação de secretarias municipais e estaduais de educação. Os pesquisadores escolheram instituições de países como Estados Unidos, Afeganistão, Peru e Argentina.

“São países que têm um tipo de trajetória muito semelhante à nossa, que têm com necessidade de reafirmar a integralidade da educação, mas que ainda não conseguiram fechar a equação do desenvolvimento integral”, disse Julia Dietrich, gestora do Programa Centro de Referências em Educação Integral.

Desenvolvimento integral

Julia afirmou que o ensino integral não significa apenas a ampliação do tempo do aluno dentro do ambiente escolar e tem a ver com o desenvolvimento do indivíduo em suas múltiplas dimensões (física, intelectual, emocional e social).

“Todo projeto político-pedagógico de escolas no Brasil quer formar cidadãos críticos, cientes do seu papel no mundo, capazes de transformar as suas realidades. O que a escola faz, na verdade, é inviabilizar esse processo. Cria cidadãos apáticos, fechados, com uma prioridade conteudista e não com uma abordagem do tipo: para que serve determinado conteúdo? O que a gente quer com isso?”.

Ângela Meirelles de Oliveira, doutora em história e pesquisadora da USP, que também atuou na pesquisa, disse que o ensino vem sendo relacionado erroneamente à instrução no Brasil. “A gente tem que reforçar que a educação precisa lidar com o sujeito como um todo. Não pode só instruir um ser que não esteja minimamente protegido. Sem fome, sem preconceito ou não tendo sua integridade respeitada”, explica.

Escola sem partido

Para Ângela, a proposta defendida por setores da sociedade de escola sem partido representa uma falácia. “A gente sabe que ninguém quer doutrinação na educação, mas eles estão usando esse texto genérico para escamotear uma tentativa grave de controlar a fala de docentes. O grande estopim foi o que eles chamam equivocadamente da ideologia de gênero, o que não existe. O texto da lei abre para numerosos equívocos que acaba com a liberdade de opinião, com a própria noção de educação. Eles defendem que professor não é educador, um absurdo”, disse.

A partir das conclusões do estudo, foram elaboradas 92 recomendações para as escolas interessadas em introduzir o ensino integral. Além de derrubar preconceitos, os pesquisadores recomendam o fortalecimento da autonomia do estudante, a possibilidade de intervir no seu próprio currículo escolar, nas decisões da escola e a promoção da diversidade.

 

Realização de seminários estaduais ajuda a aprimorar as propostas da Base Curricular 27 de julho de 2016

Filed under: Sem categoria — José Antonio Küller @ 12:57 pm

Assessoria de Comunicação Social – MEC – Revista Gestão universitária – 27/07/2016 – Belo Horizonte, MG

Estão em curso por todo o país os seminários estaduais para as últimas alterações e supressões na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Nesta terça-feira, 26, as discussões começam nos estados da Paraíba e Bahia e no Distrito Federal. Na quarta-feira, 27, será a vez de Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro e São Paulo apresentarem as últimas contribuições ao documento. Os encontros nesta fase são organizados pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), com apoio do Ministério da Educação.

Rio Grande do Sul e Piauí deram a largada dessa etapa de debate no final de junho. Alagoas e Roraima foram os seguintes. Na semana passada, dias 19 e 20, foi a vez de Santa Catarina, onde o ministro da Educação, Mendonça Filho, esteve presente e defendeu que cada região tenha suas peculiaridades culturais e regionais incluídas no texto. “Não queremos um documento inflexível, nem impermeável a contribuições locais”, disse. “Precisamos de uma Base única nacional e bem definida de acordo com realidade de cada região e idade dos alunos.”

No seminário do Rio Grande do Sul, realizado em 23 de junho, foram expostas algumas dúvidas na organização dos objetivos curriculares (conteúdos ensinados) nos anos finais do ensino fundamental. “Em ciência, por exemplo, o que antes era trabalhado no sexto ano, agora será introduzido no oitavo”, explicou a coordenadora estadual da Undime, Márcia Adriana de Carvalho. Para ela, a lógica de estrutura da Base é muito boa porque abre a oportunidade da ação interdisciplinar na educação.

Em Alagoas, foram apresentadas sugestões relativas a termos usados na educação especial, sobretudo aqueles que descrevem deficiências, e a textos introdutórios sobre educação financeira. “Falamos de educação financeira, mas não falamos da educação fiscal; reconhecemos as pessoas com deficiência, mas precisamos falar de inclusão e valor humano”, sugeriu Ricardo Lisboa Martins, da comissão articuladora da Base e superintendente de políticas educacionais da Secretaria de Educação de Alagoas. “Acreditamos que seria importante mencionar de forma transversal, e em termos gerais, esses assuntos no documento.”

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Roraima e Acre também já apresentaram as últimas contribuições ao texto da Base. Pelas previsões, os demais estados terão realizado seus seminários até o início de agosto. Os eventos estaduais somam-se aos debates anteriores, que desde 2015 reúnem propostas de atualização e unificação curricular da educação básica brasileira.

O objetivo da construção coletiva da Base é orientar as redes municipais e estaduais de ensino com dois terços da produção de currículos unificados. A parte restante de conteúdo será definida regionalmente. Daí a importância da participação dos professores, estudantes e representantes de entidades e conselhos de educação nessa fase. O documento deve ser concluído pelo Ministério da Educação até o fim do ano.

Versão — Os encontros estaduais são articulados por uma comissão composta por 15 integrantes de vários segmentos de cada estado. Nessa fase são permitidas alterações, supressões e acréscimos ao texto. Após a rodada de seminários, uma terceira versão do documento será elaborada pelo MEC.

Considerado um momento singular e democrático pelo presidente da Undime, Alessio Costa Lima, os seminários estaduais trazem mais conhecimento para o dia a dia dos estudantes brasileiros. “Dessa forma, as escolas estão participando ativamente do debate e construindo currículos mais qualitativos em termos de melhoria da educação em nosso país”, observa Alessio.

Prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), a meta da Base estabelece que a partir de 2018 as diretrizes sejam implementadas nas escolas. Além de atualizar o conteúdo didático e contribuir com a diversidade territorial, o documento trará orientações para a avaliação curricular e a formação de professores atuantes na educação básica.

Mais informações sobre a chamada pública e o calendário dos próximos encontros podem ser conferidos na página da Base Nacional Comum Curricular na internet.

 

 
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