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Escola de ensino integral é modelo na superação da desigualdade, mostra pesquisa 3 de agosto de 2016

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Fernanda Cruz – Agência Brasil – 02/08/2016 – Brasília, DF

Pesquisa que mapeou escolas brasileiras e estrangeiras mostra que o ensino integral no ensino médio ajuda a superar as desigualdades em questões como inclusão social, autonomia, etnia, raça, gênero e sexualidade. O estudo foi divulgado hoje (2), na capital paulista, durante o Seminário Internacional Educação Integral e Ensino Médio: Desafios e Perspectivas na Garantia da Equidade, promovido pelo Centro de Referências em Educação Integral, Instituto Unibanco e Cidade Escola Aprendiz.

Foram selecionadas 29 escolas (12 delas estrangeiras), que se destacaram pela qualidade na educação ao vencer prêmios ou por indicação de secretarias municipais e estaduais de educação. Os pesquisadores escolheram instituições de países como Estados Unidos, Afeganistão, Peru e Argentina.

“São países que têm um tipo de trajetória muito semelhante à nossa, que têm com necessidade de reafirmar a integralidade da educação, mas que ainda não conseguiram fechar a equação do desenvolvimento integral”, disse Julia Dietrich, gestora do Programa Centro de Referências em Educação Integral.

Desenvolvimento integral

Julia afirmou que o ensino integral não significa apenas a ampliação do tempo do aluno dentro do ambiente escolar e tem a ver com o desenvolvimento do indivíduo em suas múltiplas dimensões (física, intelectual, emocional e social).

“Todo projeto político-pedagógico de escolas no Brasil quer formar cidadãos críticos, cientes do seu papel no mundo, capazes de transformar as suas realidades. O que a escola faz, na verdade, é inviabilizar esse processo. Cria cidadãos apáticos, fechados, com uma prioridade conteudista e não com uma abordagem do tipo: para que serve determinado conteúdo? O que a gente quer com isso?”.

Ângela Meirelles de Oliveira, doutora em história e pesquisadora da USP, que também atuou na pesquisa, disse que o ensino vem sendo relacionado erroneamente à instrução no Brasil. “A gente tem que reforçar que a educação precisa lidar com o sujeito como um todo. Não pode só instruir um ser que não esteja minimamente protegido. Sem fome, sem preconceito ou não tendo sua integridade respeitada”, explica.

Escola sem partido

Para Ângela, a proposta defendida por setores da sociedade de escola sem partido representa uma falácia. “A gente sabe que ninguém quer doutrinação na educação, mas eles estão usando esse texto genérico para escamotear uma tentativa grave de controlar a fala de docentes. O grande estopim foi o que eles chamam equivocadamente da ideologia de gênero, o que não existe. O texto da lei abre para numerosos equívocos que acaba com a liberdade de opinião, com a própria noção de educação. Eles defendem que professor não é educador, um absurdo”, disse.

A partir das conclusões do estudo, foram elaboradas 92 recomendações para as escolas interessadas em introduzir o ensino integral. Além de derrubar preconceitos, os pesquisadores recomendam o fortalecimento da autonomia do estudante, a possibilidade de intervir no seu próprio currículo escolar, nas decisões da escola e a promoção da diversidade.

 

Realização de seminários estaduais ajuda a aprimorar as propostas da Base Curricular 27 de julho de 2016

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Assessoria de Comunicação Social – MEC – Revista Gestão universitária – 27/07/2016 – Belo Horizonte, MG

Estão em curso por todo o país os seminários estaduais para as últimas alterações e supressões na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Nesta terça-feira, 26, as discussões começam nos estados da Paraíba e Bahia e no Distrito Federal. Na quarta-feira, 27, será a vez de Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro e São Paulo apresentarem as últimas contribuições ao documento. Os encontros nesta fase são organizados pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), com apoio do Ministério da Educação.

Rio Grande do Sul e Piauí deram a largada dessa etapa de debate no final de junho. Alagoas e Roraima foram os seguintes. Na semana passada, dias 19 e 20, foi a vez de Santa Catarina, onde o ministro da Educação, Mendonça Filho, esteve presente e defendeu que cada região tenha suas peculiaridades culturais e regionais incluídas no texto. “Não queremos um documento inflexível, nem impermeável a contribuições locais”, disse. “Precisamos de uma Base única nacional e bem definida de acordo com realidade de cada região e idade dos alunos.”

No seminário do Rio Grande do Sul, realizado em 23 de junho, foram expostas algumas dúvidas na organização dos objetivos curriculares (conteúdos ensinados) nos anos finais do ensino fundamental. “Em ciência, por exemplo, o que antes era trabalhado no sexto ano, agora será introduzido no oitavo”, explicou a coordenadora estadual da Undime, Márcia Adriana de Carvalho. Para ela, a lógica de estrutura da Base é muito boa porque abre a oportunidade da ação interdisciplinar na educação.

Em Alagoas, foram apresentadas sugestões relativas a termos usados na educação especial, sobretudo aqueles que descrevem deficiências, e a textos introdutórios sobre educação financeira. “Falamos de educação financeira, mas não falamos da educação fiscal; reconhecemos as pessoas com deficiência, mas precisamos falar de inclusão e valor humano”, sugeriu Ricardo Lisboa Martins, da comissão articuladora da Base e superintendente de políticas educacionais da Secretaria de Educação de Alagoas. “Acreditamos que seria importante mencionar de forma transversal, e em termos gerais, esses assuntos no documento.”

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Roraima e Acre também já apresentaram as últimas contribuições ao texto da Base. Pelas previsões, os demais estados terão realizado seus seminários até o início de agosto. Os eventos estaduais somam-se aos debates anteriores, que desde 2015 reúnem propostas de atualização e unificação curricular da educação básica brasileira.

O objetivo da construção coletiva da Base é orientar as redes municipais e estaduais de ensino com dois terços da produção de currículos unificados. A parte restante de conteúdo será definida regionalmente. Daí a importância da participação dos professores, estudantes e representantes de entidades e conselhos de educação nessa fase. O documento deve ser concluído pelo Ministério da Educação até o fim do ano.

Versão — Os encontros estaduais são articulados por uma comissão composta por 15 integrantes de vários segmentos de cada estado. Nessa fase são permitidas alterações, supressões e acréscimos ao texto. Após a rodada de seminários, uma terceira versão do documento será elaborada pelo MEC.

Considerado um momento singular e democrático pelo presidente da Undime, Alessio Costa Lima, os seminários estaduais trazem mais conhecimento para o dia a dia dos estudantes brasileiros. “Dessa forma, as escolas estão participando ativamente do debate e construindo currículos mais qualitativos em termos de melhoria da educação em nosso país”, observa Alessio.

Prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), a meta da Base estabelece que a partir de 2018 as diretrizes sejam implementadas nas escolas. Além de atualizar o conteúdo didático e contribuir com a diversidade territorial, o documento trará orientações para a avaliação curricular e a formação de professores atuantes na educação básica.

Mais informações sobre a chamada pública e o calendário dos próximos encontros podem ser conferidos na página da Base Nacional Comum Curricular na internet.

 

UAB institui portal de recursos educacionais abertos com acesso livre 25 de julho de 2016

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(CCS/Capes) – Revista Gestão Universitária – 25/07/2016 – Belo Horizonte, MG

Foi instituído, por meio da Portaria nº 106, de 14 de julho de 2016, o eduCapes, portal de recursos educacionais abertos com acesso livre, público e gratuito do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e parceiros. A ferramenta é voltada para alunos e professores da educação básica, superior e da pós-graduação, que busquem materiais para elaboração de cursos ou para aprimoramento de seus conhecimentos. O lançamento está previsto para o mês de setembro, juntamente às atividades comemorativas dos dez anos da UAB.

O novo portal educacional online foi idealizado a partir da expansão do acesso à internet e do uso de novas mídias pelos estudantes, resultado do processo de democratização da informação e cultura, observando ainda a necessidade de publicizar, compartilhar e disseminar os materiais educacionais produzidos nos cursos ofertados no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), entre outros.

O eduCapes permitirá acesso a objetos educacionais de seu acervo tais como: laboratórios remotos e virtuais, jogos educacionais, ebooks, videoaulas, animações, dissertações e outros materiais de pesquisa e ensino, que estejam licenciados de maneira aberta ou sob domínio público advindos do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e de parcerias firmadas com outras instituições ou entidades que possuem material voltados para a educação como a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), Representação do Governo dos EUA no Brasil, Fundação Lemman, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Khan Academy e o Banco Internacional de Objetos Educacionais (BIOE).

Além dos materiais disponibilizados por meio das parcerias destacadas acima, o eduCAPES permitirá o acesso às plataformas de universidades parceiras do Sistema UAB, tal como a já integrada ao Portal, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP),entre outros materiais a serem incluídos como os do Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Consórcio Cederj).

UAB

Criada em 2005, o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) é um sistema integrado por universidades públicas que oferece cursos de nível superior para camadas da população que têm dificuldade de acesso à formação universitária, por meio do uso da metodologia da educação a distância. O público em geral é atendido, mas os professores que atuam na educação básica têm prioridade de formação, seguidos dos dirigentes, gestores e trabalhadores em educação básica dos estados, municípios e do Distrito Federal. Hoje, o Sistema é coordenado pela Diretoria de Educação a Distância (DED) da Capes.

Pelo sistema UAB são ofertados mestrados profissionais em rede nacional no formato semipresencial voltados a professores da educação básica nas áreas de: Matemática (Profmat); Letras (Profletras); Ensino de Física – MNPEF (ProFis); Artes (ProfArtes); e História (ProfHistória). Também são ofertados neste mesmo formato o curso em Administração Pública (ProfiAP) e em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (ProfÁgua).

 

Jovem Aprendiz Rural 16 de junho de 2016

Filed under: Sem categoria — José Antonio Küller @ 10:12 pm

Alunos de 14 a 17 anos da rede estadual de ensino estão tendo a oportunidade de participar do programa “Jovem Aprendiz Rural”, realizado pelo SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), entidade de direito privado, paraestatal, mantido pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

O projeto é realizado em parceira com a Prefeitura de Jacareí e o Sindicato Rural.

Os cursos, gratuitos, que seguem até o mês de outubro, com aulas teóricas e práticas, estão sendo ministrados na Escola Estadual Laura Augusta de Carvalho Rosas, no bairro Jamic, das 7h às 16h30.

Ao todo, 36 alunos estão participando, e, além das aulas, eles ganham almoço e lanche. O objeto do projeto é capacitar os jovens a trabalhar na agricultura, pecuária, silvicultura, aquicultura, extrativismo, agroindústria e atividades relativas à prestação de serviços, como destaca o Gerente de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Jacareí, Adenilson Marins.

“O curso é uma oportunidade para jovens que moram em áreas rurais investirem em conhecimentos para desenvolverem trabalhos na agricultura e até ajudar suas famílias”.

 

6 de maio de 2016

Filed under: Sem categoria — José Antonio Küller @ 7:11 pm

http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/diario-tv-2edicao/videos/t/edicoes/v/empresa-de-suzano-reune-20-jovens-para-trabalho-social-remunerado/4999160/

 

Polo Iguassu promove aula inaugural do Trilha Jovem neste sábado (7)

Filed under: Sem categoria — José Antonio Küller @ 6:46 pm

O Instituto Polo Internacional Iguassu ministrará no próximo sábado, dia 7, aula inaugural para a oitava turma do Projeto Trilha Jovem Iguassu. Será às 9h30, na Uniamérica.

 

Os 120 jovens selecionados serão recepcionados pela equipe do projeto, que explicará como será a formação deles nas turmas de Hospedagem, Turismo & Atendimento e Alimentos & Bebidas. Além disso, os novos trilheiros serão apresentados aos parceiros e apoiadores do projeto, empresários e profissionais que possam ser potenciais contratantes no momento do encaminhamento ao mercado de trabalho.

A aula também é importante porque contará com a participação dos familiares, algo determinante para o fortalecimento do vínculo com a família.

Como funciona

O Trilha Jovem Iguassu é um projeto de inclusão social e formação para o turismo executado pelo Instituto Polo Internacional Iguassu (POLOIGUASSU) desde 2006. As aulas são ministradas pela equipe do projeto no contraturno escolar, de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no Parque Tecnológico Itaipu. No total são cinco meses de curso e 580 horas de aulas teóricas, práticas e acompanhamento profissional. Neste ano, o projeto comemorará a formação de mil jovens. (Assessoria)

 

Segunda versão da base curricular incorpora sugestões de consulta pública 4 de maio de 2016

Filed under: Sem categoria — José Antonio Küller @ 8:08 pm

Mariana Tokarnia – Agência Brasil – 03/05/2016 – Brasília, DF

O Ministério da Educação (MEC) entregou hoje (3) a segunda versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ao Conselho Nacional de Educação (CNE), que será, a partir de agora, responsável pela consolidação do documento. De acordo com o MEC, a nova versão incorporou as sugestões feitas por consulta pública e por especialistas e o conteúdo foi aprimorado. O CNE deverá apresentar, ainda este ano, a versão final, que deverá ser implementada nas escolas a partir de 2018.

A base curricular está prevista em lei, no Plano Nacional de Educação e vai fixar conteúdos mínimos que os estudantes devem aprender a cada etapa da educação básica, da educação infantil ao ensino médio. O conteúdo da base deverá preencher dois terços do currículo escolar. No restante do tempo, as redes de ensino poderão definir o que ofertar – como conteúdos regionais e atividades extras.

Maior integração

Entre as novidades no documento, estão uma maior integração do ensino médio ao ensino técnico e uma maior flexibilidade dos conteúdos a serem estudados nessa etapa, além da definição clara de competências a serem desenvolvidas na educação infantil de acordo com a idade da criança. A base curricular também incluiu e aprimorou conteúdos de gramática, literatura portuguesa e conteúdos de história antiga, como Grécia e Roma. A ausência desses conteúdos foi alvo de críticas de especialistas.

`Esta é a segunda versão, não é a versão final. Essa segunda versão soube dialogar e construir, com grande avanço, o que foi essa discussão`, diz o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. `A base [curricular] vai assegurar os direitos de aprendizagem de todos os estudantes. Vai orientar toda a política de livros didáticos, que será reestruturada a partir da base, vai incidir sobre a formação de professores e sobre as avaliações nacionais`.

Outra demanda era por maior objetividade da base curricular. Embora o segundo documento esteja maior do que o primeiro em número de páginas, o secretário de Educação Básica do MEC, Manuel Palacios, diz que o pedido foi atendido e que o acréscimo foi feito em explicações introdutórias e não em conteúdo ou objetivos de aprendizagem.

A base

A primeira versão da base curricular foi disponibilizada em 16 de setembro do ano passado. Desde então, a página ficou aberta para receber contribuições e críticas online. Foram feitas também atividades nos estados e municípios e nas escolas de educação básica. O documento foi também analisado pelos leitores críticos especialistas que escreveram pareceres sobre cada uma das áreas. Ao todo, pela internet, foram mais de 12,2 milhões de contribuições e 127 mil downloads do documento.

O documento inicial foi elaborado por um grupo de 116 especialistas, entre professores da educação básica e professores universitários. A segunda versão, consolidada a partir das contribuições, será analisada pelo CNE que conduzirá seminários nos estados e debaterá o documento antes de apresentar uma terceira versão.

A terceira versão do documento volta então ao MEC para ser homologado. As redes estaduais e municipais terão um prazo para adequar os próprios currículos e os livros didáticos terão que ser reformulados. Na prática, a base curricular começa a ser implementada nas escolas em 2018.

`Penso que o CNE tem o papel de ser guardião dos interesses estratégicos da sociedade, sobretudo quando destacamos o complexo período que a sociedade brasileira vive`, disse em discurso, após receber o documento da base curricular, o presidente do CNE, Gilberto Garcia.

Interesse do estado

Com o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff em tramitação no Senado Federal, Garcia diz que a base curricular `tem que permanecer como interesse do Estado brasileiro, acima do interesse dos governos`. Inicialmente, o MEC conduziria os seminários nos estados e somente depois enviaria uma terceira versão do documento ao CNE. Agora, os seminários serão conduzidos pelo conselho em parceria com estados e municípios.

Sob aplausos, Mercadante encerrou o discurso dizendo que não comentaria a situação política do Brasil. `É a primeira vez que não falo da minha indignação e não falo porque não vai ter golpe à Base Nacional Comum Curricular`.

 

 
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