Germinal – Educação e Trabalho

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Prestígio da educação profissional depende de mudança de mentalidade 9 de novembro de 2012

 Ensino fundamental e médio direcionam jovens para a graduação, mas necessidade do mercado de trabalho reflete outra realidade.

No Brasil, menos de 15% dos jovens entre 18 e 24 anos chegam às universidades, de acordo com o Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação. Ou seja: dos 24 milhões de jovens brasileiros, apenas 3,4 milhões buscam a graduação. O restante, mais de 20 milhões, tem de buscar outros caminhos. Em outra via, todos os setores da economia – indústria, comércio, serviços e agropecuária – apresentam demanda crescente por técnicos. Ha vagas no País, mas faltam profissionais qualificados e com conhecimentos específicos para preenchê-las.

Por isso, a educação profissional no País precisa ser reforçada em um ritmo mais acelerado, defende Rafael Lucchesi, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), para quem o modelo educacional brasileiro é muito focado na rede regular. O conteúdo dos ensinos fundamental e médio direciona os alunos para a universidade, diz. “Como menos de15% dos jovens brasileiros vão para o ensino superior, milhares de estudantes ficam sem projeto de inserção no mercado de trabalho.”

Esse é um cenário que começa a mudar. Apesar de ainda baixo, o número de jovens no ensino técnico de nível médio tem avançado. De acordo com Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2004 a participação dos jovens entre 15 e 17 anos era de apenas 3% nas seis maiores regiões metropolitanas do País. Hoje, já é de 7,6%. “É o que chamamos de onda jovem, estimulada por políticas de ensino estaduais e iniciativas do setor privado, o que antecede o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) do governo federal”, explica.

Principalmente os jovens da classe C passaram a se qualificar. “Quando os jovens partem para os processos de seleção das empresas, percebem que são muitas as exigências. Muitos buscam mais conhecimento, se matriculam em cursos”, acrescenta Luiz Gonzaga Bertelli, presidente do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee).

Modelagem atual – Tradicionalmente, o ensino profissional técnico e os programas de qualificação são oferecidos por escolas particulares e pelo Sistema S, que, apesar de contar com recursos públicos – as contribuições compulsórias de empresas -, é comandado pelo patronato. Por um acordo firmado com o MEC em 2008, as entidades do Sistema S se comprometeram a destinar parcelas significativas de suas receitas aos cursos gratuitos, seguindo metas progressivas até 2014. No caso do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), dois terços do arrecadado terá essa destinação.

“Na formação de técnicos no País, 56% das matrículas estão nas mãos do setor privado; o restante, na esfera pública. Isso mostra que o Estado delegou à iniciativa privada a formação dos trabalhadores técnicos brasileiros”, afirma Aparecida Neri de Souza, professora de Sociologia da Educação na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com base em dados recentes do Inep. Os governos, explica ela, trabalham na ampliação de suas redes e, em muitos casos, articulados com as instituições privadas e o Sistema S. Dessa forma, o financiamento vem do poder público, mas o ensino é organizado pelas organizações privadas.

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) do governo federal já soma vagas gratuitas no ensino técnico de nível médio e nos cursos de qualificação de trabalhadores. “Hoje isso se dá mais nos cursos de formação inicial e continuada. A oferta de vagas em cursos técnicos ainda é pequena, mas esperamos que aumente”, afirma Almério Araújo, coordenador de Ensino Técnico e Médio do Centro Paula Souza do governo do Estado de São Paulo.

No Brasil, empresas e governos se mobilizam para reverter a situação, acrescenta Antonio Freitas, pró-reitor de Ensino da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) e conselheiro da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro (Faetec). “O País é a sexta economia, mas o 60º em educação e o 80º em inovação, o que é inconcebível”, diz o professor. Ele considera importante o lançamento do Programa Ciência sem Fronteiras do governo federal, no qual serão oferecidas 101 mil bolsas ao longo de quatro anos, associadas às ao ensino superior tecnológico e às áreas de engenharia, ciências exatas e biomédicas. O objetivo é que os estudantes tenham acesso às inovações tecnológicas. Além disso, o programa busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros.

Defasagens – Na visão de especialistas, o aumento da oferta de ensino técnico deve ser feito seguindo padrões de qualidade no âmbito pedagógico e com base no diálogo com as empresas. “Os cursos devem estar alinhados com as necessidades do mercado”, comenta Ana Luiza Kuller, coordenadora de Educação do Senac-SP.

Outro desafio é suprir as defasagens da educação básica em português, matemática e ciências. “Cada instituição se organiza para resolver esse problema. Há uma série de opções para que os alunos aprendam o que deveriam ter aprendido na educação básica e possam acompanhar os cursos”, explica Ana Luiza. E não é só: a professora da Unicamp Aparecida Neri de Souza lembra ainda que 10% dos brasileiros são analfabetos.

“O que se espera é que todos os brasileiros consigam terminar pelo menos o ensino médio. Existem cursos gratuitos de formação inicial que dão oportunidade de trabalho a essas pessoas que não tiveram acesso à educação”, acrescenta o professor Antonio Freitas, da FGV-RJ.

Mudança de paradigma – Por muitos anos, o ensino técnico foi preterido no País. “A sociedade brasileira ainda tem a crença que a formação universitária é a base. Nossa escola tem um modelo academicista, não tem a lógica voltada ao mundo do trabalho. Isso acaba sendo uma limitação”, enfatiza Lucchesi. Os jovens precisam conhecer mais as oportunidades que se abrem, derrubando esse paradigma, diz ele, citando pesquisa do Senai que indica que as remunerações de técnicos superam as oferecidas a diversas ocupações universitárias no Brasil.

“As ocupações técnicas empregam mais e apresentam bons salários. E os jovens têm a chance de ingressar cedo no mercado de trabalho e custear novos estudos”, afirma Anna Beatriz Waehneldt, diretora de Educação Profissional do Senac Nacional.

Estudos revelam que os ganhos salariais após cursos de educação profissional são de 1,4% a 12% para formação inicial, de acordo com as áreas; em torno de 14% para cursos técnicos de nível médio e de 24% para tecnólogos. “Os retornos não são desprezíveis, mas pouco conhecidos”, conclui Marcelo Neri, presidente do Ipea.

(O Estado de São Paulo/ Especial Fóruns Estadão Brasil Competitivo)

 

 

 

 

 

 

 

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Técnico ganha mais que profissional graduado, diz pesquisa do Senai 7 de agosto de 2012

Matéria do do G1, em São Paulo – G1 Globo.com , de 07/08/2012, divulga a seguinte notícia:

Levantamento feito pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em 18 estados apontou que o diploma de nível técnico está garantindo salários mais altos do que o certificado de nível superior. Segundo a pesquisa, a remuneração média, de R$ 2.085,47, dos trabalhadores das 21 ocupações técnicas mais demandas pela indústria é superior ao que recebem muitos profissionais com graduação.

Em Pernambuco, por exemplo, o salário médio pago aos técnicos em início de carreira é de R$ 2.545, maior do que o recebido pelos médicos que ingressam no mercado de trabalho no estado. Em Goiás, a renda média inicial dos técnicos é de R$ 2.465,12, maior do que o salário de advogados que estão começando. Em São Paulo, o valor médio pago aos técnicos é de R$ 2.838,78, e também supera o que recebem os analistas de sistema ou os desenhistas industriais. Os valores se referem ao salário bruto.

A grande procura por parte das empresas industriais está fazendo com que os cargos técnicos fiquem bem atrativos. Além de entrarem no emprego ganhando R$ 2.085,57, em média, o que equivale a mais de três salários mínimos, o diploma de curso técnico garante um ganho salarial significativo à medida que adquirem experiência. Com 10 anos de experiência, os técnicos recebem, em média, R$ 5.690,07, mais de 9 salários mínimos.

Um cirurgião dentista que está no mercado de Alagoas há 10 anos ganha menos que um trabalhador de nível técnico. Segundo a pesquisa, os técnicos recebem, em média, R$ 5.857,14 em Alagoas, R$ 6.018,33 em São Paulo, mais que do que os engenheiros mecatrônicos, e R$ 6.119, 05 em Mato Grosso, mais do que os arquitetos.

As informações foram levantadas com 18 departamentos regionais do Senai no estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.

A pesquisa considerou ainda as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), ambos do Ministério do Trabalho. Os diretores regionais do Senai levantaram em seus estados o salário médio pago aos profissionais de nível técnico no momento da contratação e após 10 anos no emprego. Para efeito de comparação, foi levantado, em cada estado, o valor médio pago aos trabalhadores com nível superior a partir das informações do Caged e da RAIS

Contratações em alta

Nos últimos 12 meses, foram criadas 1,04 milhão de vagas para profissionais com nível técnico em todo o país. De acordo com o levantamento, atualmente existem mais de 2,4 milhões de trabalhadores com curso técnico atuando em suas profissões.

Na média nacional, os salários iniciais mais elevados são pagos aos técnicos em manutenção de aeronaves, em mineração e em mecatrônica. Eles recebem mais de R$ 2,3 mil, na média. Os técnicos em mineração, os projetistas e os técnicos em naval são os que ganham mais depois de 10 anos de profissão, com salários que são superiores a R$ 6,8 mil.

Em São Paulo, os técnicos mais demandados são os projetistas e técnicos em manutenção, com salários, respectivamente, de R$ 4,1 mil e R$ 3,5 mil. No Rio de Janeiro, os salários iniciais mais altos são pagos aos técnicos em mineração e aos técnicos em mecatrônica – R$ R$ 8,6 mil e R$ 4 mil. Em Minas Gerais, os técnicos em mineração e os técnicos em petróleo e gás ganham, em média, R$ 4 mil. No Amazonas os técnicos em ferramentaria e os técnicos em montagem industrial são os mais procurados. As indústrias pagam, em média, R$ 2,5 mil para os profissionais em início de carreira.

 

Abertas as inscrições para o ‘Jovem Aprendiz Rural’ 4 de novembro de 2011

O Jornal Cruzeiro do Sul de Itapetininga (São Paulo) publicou a seguinte notícia sobre o Jovem Aprendiz Rural, programa desenvolvido pela Germinal Consultoria para o SENAR/SP:

Jovens com idades entre 15 e menos de 18 anos já podem se inscrever para o programa ‘Jovem Aprendiz Rural 2012’, que começará em março do ano que vem em Itapetininga. As inscrições vão até dezembro. Ao todo, são 35 vagas e será dada preferência aos interessados que residam nos bairros Jardim Monte Santo e Chapada Grande. No Estado de São Paulo, mais de 70 cidades realizam o Programa Jovem Aprendiz Rural. Em Itapetininga, a ação socioprofissional é promovida por meio de uma parceria entre o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Sindicato Rural de Itapetininga e a Associação Anália Franco.

O curso tem duração de 600 horas/aula, divididas em 150 dias. O objetivo do programa é oferecer educação profissional ao jovem aprendiz, capacitando-o ao mercado de trabalho rural. No conteúdo programático, constam os seguintes tópicos: projeto de ação comunitária, oficinas de ética e cidadania, promoção à saúde, comunicação oral e escrita, projeto profissional, atendimento ao cliente, trabalho em equipe, tecnologia da informação, projeto articulador de tornar sustentável uma área produtiva, empreendimento agrícola e estudos de gestão de recursos humanos, entre outros.

 

UNICASTELO participa do Jovem Aprendiz Rural em Descalvado (SP) 29 de abril de 2011

O site da UNICASTELO publicou, em  a seguinte notícia sobre o Jovem Aprendiz Rural:

 

A Unicastelo atendeu convite do Sindicato Rural de Descalvado e integra grupo de parceiros que apoiam a formação Jovem Aprendiz Rural, oferecido gratuitamente pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) a 35 jovens, entre 14 e 17 anos, alunos da rede pública do município. São os professores do Mestrado em Produção Animal da universidade que conduzirão os módulos que tratam sobre produtividade rural, agricultura e pecuária polivalente, manutenção de propriedades rurais e recuperação de áreas degradadas, propostos no currículo do curso.

A solenidade de lançamento do programa aconteceu em 16 de abril, no auditório da SEEC (Secretaria de Educação e Cultura), e reuniu representantes das entidades parceiras como o presidente do Sindicato Rural de Descalvado, Luiz Fioroni; o coordenador geral da Unicastelo, José Antonio Todescan Gabrielli; o prefeito Luís Antônio Panone, a secretária de municipal de Educação, professora Rosinês Pozzi Gabrielli, e a primeira-dama Joselisa Panone, da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social. Pais, alunos e professores da universidade também prestigiaram a cerimônia.

Na ocasião, a professora Kathëry Brennecke apresentou a proposta e funcionamento do programa, que deve perdurar até o início de dezembro deste ano. Através de aulas teóricas e práticas, os participantes vão desenvolver competências para o trabalho rural e técnicas de empreendedorismo e, ainda, conceitos de cidadania. Além dos doutores da Unicastelo, a professora Silvia da Matta Risseti atua como instrutora pedagógica da formação.

É o Senar quem financia e treina os instrutores do programa e oferece todo o material didático para os alunos. O Sindicato Rural seleciona os participantes, com bases em critérios como parentesco de produtores rurais e situações de desemprego, por exemplo, administra e acompanha o andamento do curso. A Prefeitura de Descalvado oferece locomoção, salas de aula, equipamentos audiovisuais e ainda ferramentas e equipamentos agrícolas para as aulas práticas. Já a empresa Evialis, do ramo de nutrição animal, será responsável pela alimentação dos animais a serem estudados.

Para a Unicastelo, o programa serve como extensão das pesquisas realizadas pelo Mestrado em Produção Animal e ainda para cumprir sua missão social, como aponta o coordenador geral do campus. “Nosso campus procura, em todas as oportunidades, cumprir o papel social de uma universidade. Mantemos um relacionamento muito forte com a comunidade em todas as áreas como Educação, Saúde, Social e agora com o ‘Jovem Aprendiz Rural’. Vimos nessa parceria, mais uma oportunidade em estendermos nossas atividades e disponibilizar todo o conhecimento acadêmico dos nossos doutores aos alunos participantes”, disse Lito.

Fioroni falou do trabalho do Sindicato Rural como os cursos já oferecidos pela entidade e dos esforços para conquista dessa formação. “Estamos há três anos pleiteando este curso ao Senar a fim de contemplar os jovens da nossa cidade. É um programa com bases importantíssimas não só para o trabalho rural, mas para o desenvolvimento de diversas competências. Agradecemos às empresas e instituições parceiras pelo apoio e temos certeza de excelentes resultados”, afirmou o presidente do sindicato.

 

Primeira turma do Jovem Aprendiz Rural em Registro 23 de abril de 2011

 EE Irene – DER_Registro e o Programa Jovem Aprendiz Rural

Aconteceu no último 18/04 a solenidade de abertura do Programa Jovem Aprendiz Rural na EE Dª Irene Machado de Lima, bairro Capinzal do Vitório, em Registro., esteve presente representando a DER_Registro o Supervisor de Ensino Nilton Hirota, a PCs da OP Laura Xavier e Maria José Hanawa.O Programa é uma parceria da EE Dª. Irene Machado de Lima , com o Sindicato Rural de Registro, o SENAR e a Prefeitura Municipal que estão envolvidos para o sucesso e brilhantismo da iniciativa na cidade.

“O curso têm como objetivo possibilitar ao jovem uma série de competências, relacionadas ao seu desenvolvimento enquanto pessoa autônoma e responsável, com desejos e projetos… capaz de buscar as condições necessárias para a concretização de seus objetivos e metas pessoais….” argumenta o Sr. José de Paula Teixeira, presidente do Sindicato Rural de Registro.

Esta é a 1ª turma de Registro e conta com 30 alunos do Ensino Médio que serão acompanhados pelo pedagogo Prof. Fernando e pelo Agrônomo Guilherme, sob a Coordenação da Sra. Jocelma . Os trabalhos terão como colaborador o agrônomo Roberto Kobory, bem como os agricultores Sr. Dario e Dª Ana, que cederam suas propriedades para as aulas práticas do curso.

A grade curricular apresenta 150 dias de estudo, pesquisa, análise e compartilhamento, totalizando 600 hs. Ao final , cumpridas as exigências de freqüência e aproveitamento, receberão a certificação reconhecida nacionalmente.

O Agrônomo Roberto Kobory destacou a importância do programa para a comunidade que hoje recebe orientações de especialistas, com aulas teóricas, práticas e a certificação; onde os técnicas já utilizadas podem ser aprimorados com a disponibilidade das tecnologias e oportunidade de continuidade dos estudos na UNESP, polo de Registro, no curso de Agromonia.

Quero viver uma experiência a mais porque moro na zona rural …”palavras do aluno Paulo Henrique de Souza, 15 anos . “ Para saber mais um pouco, quero aprender o que ainda não sei… coisa nova…” disse a aluna Cristiane K. de Lima. Paulo e Cristiane, são alunos que se matricularam para o curso e estavam ansiosas pela aula inaugural.

O Supervisor Nilton Hirota lembrou a introdução do SENAR em Registro, destacou a importância do Sindicato Rural e parabenizou a parceria.

O Programa perfaz um caminho de oportunidades de empreendedorismo relacionadas às atividades agropecuárias e a comunidade aceitou o desafio.

Informações Complementares acesse: http://www.faespsenar.com.br/
Sindicato Rural de Registro
e-mail: sindruralrgt@uol.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Fone: 13 3821.1347

 

Exemplos apontam caminhos para reverter fracasso no ensino médio 28 de março de 2011

Último artigo da série especial do iG Educação mostra algumas alternativas  promissoras para melhorar a qualidade do Ensino Médio no país. Abaixo replicamos a parte da matéria, cuja íntegra está disponível no Portal iG Educação.

Ensino profissionalizante, aulas atraentes, uso de tecnologias e formação de professores mostram resultado

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo25/02/2011 07:00

Escolas que abrem portas para o mercado de trabalho, aulas ao ar livre, visitas a parques e museus, novas tecnologias à disposição dos alunos e investimento na formação de professores. Para a grande maioria dos jovens brasileiros, iniciativas como essas parecem utopia, mas todas já existem em plena rede pública e dão resultados que apontam caminhos para reverter o fracasso do ensino médio retratado pela série especial do iG Educação.

 

Foto: Arquivo Pessoal

Alunos de escola estadual de São José (SC) em visita a praia de pescadores em Florianópolis

Uma das ações mais apoiadas por especialistas na área é o crescimento da oferta de vagas em cursos profissionalizantes. Além da conexão com o ambicionado mercado de trabalho que aumenta o interesse dos jovens pelo estudo, os exemplos mostram que as escolas com ensino médio integrado a cursos técnicos conseguem melhores resultados no aprendizado das disciplinas básicas.

Os alunos dos Institutos Federais, que oferecem essa integração, obtiveram nota média igual a dos países mais desenvolvidos do mundo no Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), que testa capacidades em leitura, matemática e ciências. As Escolas Técnicas Estaduais, em São Paulo, também estão entre as primeiras colocadas no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

No Brasil todo, no entanto, há apenas 860 mil vagas para cursos assim, incluindo a rede particular: uma para cada 10 jovens que estão no ensino médio. “Nos países mais ricos, a oferta de profissionalizantes é de 20% a 30% do total da etapa. No Brasil, estamos em 10%”, lamenta Wanda Engel, superitendente do Instituto Unibanco.

O governo federal anunciou um programa que deverá ampliar este porcentual dando a alunos de escolas públicas bolsas para cursos no Sistema S, que gerencia Sesi, Sesc, Senai e Senac. A previsão é de que no primeiro ano sejam ofertadas 1,6 milhão de vagas. “Vamos ver como vai funcionar, o ideal seria que essa formação fosse dentro da escola para ajudar a tornar aquele ambiente interessante”, diz a doutoranda em Educação e presidente do Centro de Estudos e Memória da Juventude, Fabiana Costa.

Ensino Médio Inovador

A aposta do Ministério da Educação (MEC) para melhorar a escola tradicional é o projeto piloto Ensino Médio Inovador, que começou a ser implantado no final de 2009 em 357 escolas – 2% das 17 mil unidades desta etapa – em 18 Estados. O governo federal envia uma verba diretamente para a instituição que formular um projeto em que os estudantes tenham 20% mais tempo de estudo com atividades culturais e recuperação de conteúdos em que demonstrem dificuldades.

O responsável pelo projeto, Carlos Artexes, foi diretor de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica do MEC até janeiro deste ano, quando decidiu voltar a dar aulas em uma instituição de ensino superior no Rio de Janeiro. “Percebemos que era importante fortalecer a cultura das escolas e aumentar o tempo que o aluno passa dentro dela. Vamos ver os resultados em 2012, quando os alunos que estavam no 1º ano em 2010 se formarem”, conta.

Na escola estadual Laércio Caldeira de Andrada, em São José, Santa Catarina, os benefícios já são comemorados. No ano passado, os alunos participantes foram conhecer museus em Porto Alegre, projetos ambientais em Curitiba e áreas históricas em Florianópolis, como a vila de pescadores Pântano do Sul. Dentro da escola, tiveram aulas com a participação conjunta de professores de diferentes disciplinas e novos materiais adquiridos com a verba, como máquina fotográfica, filmadora e laptop.

“Das quatro turmas que temos, duas participaram e a diferença de resultados em evasão e aprendizado foi grande”, diz a assistente técnica pedagógica Rosilane Rachadel Martins, que coordena o projeto na unidade. Ela aponta problemas, como a falta de espaço físico para montar salas e de um profissional pago para tratar apenas do projeto, mas defende que o programa seja estendido para todo o País. “Agora os alunos têm mais expectativas da escola”, resume.

Artexes acredita que o caminho da mudança é esse, ainda que dependa da adesão dos Estados e da criatividade das equipes pedagógicas de cada escola. “O Brasil é uma federação, e os Estados têm autonomia para conduzir o ensino médio, que é responsabilidade deles. Mudanças radicais, como as da China, acontecem em culturas autoritárias. Nós não queremos isso”.

 

Foto: Fabio Guinalz/Fotoarena

Liliane Oliveira estagia no laboratório de informática da escola: aprende e ensina

Secretários conhecerão novas diretrizes em março

A mesma linha segue o Conselho Nacional de Educação, que discute desde agosto do ano passado novas diretrizes para o ensino médio. O relator da comissão, José Fernandes de Lima, diz que as ideias estão prontas, mas como muitos responsáveis pelas secretarias estaduais foram trocados com os novos governos empossados este ano, haverá uma nova conversa, já agendada para 30 e 31 de março.

(continua no iG Educação)

 

Programa Jovem Aprendiz Rural abre inscrições para 2011 14 de março de 2011

Notícia divulgada no site da Prefeitura de Pindorama informa sobre a continuidade, em 2011, do Programa Jovem Aprendiz Rural.

 

Curso prepara alunos de 14 a 17 anos para o mercado de trabalho

O Programa Jovem Aprendiz Rural do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), em parceria com Prefeitura Municipal de Pindorama, abre as inscrições para o ano de 2011.

O curso oferece aos alunos a oportunidade de aprender técnicas de agropecuária, recuperação de áreas degradadas, manutenção de propriedade agrícola, compostagem, minhocultura, gestão de recursos humanos, cidadania, marketing e comercialização, promoção da saúde, comunicação oral e escrita, preparando assim, eles para o mercado de trabalho.

No Estado de São Paulo mais de 70 cidades mantém o Programa Jovem Aprendiz Rural. Em Pindorama, o curso está na sua 4ª turma e as inscrições podem ser feitas no CRAS – Centro de Referência de Assistência Social, localizado na Rua 15 de Novembro nº 556, até o dia 25 de março.

Serão formadas 2 (duas) turmas, sendo uma no período da manhã, das 7h30 às 11h30, e outra a tarde, das 13h às 17h, ambas de segunda a sexta-feira. As aulas teóricas serão realizadas em sala ainda a ser definida, já as práticas na Fazenda Experimental de Pindorama.

Maiores informações pelo telefone (17) 3572-1121.

http://www.pindorama.sp.gov.br

 

 
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