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Rodada de negócios do Trilha Jovem 21 de dezembro de 2012

http://globotv.globo.com/rpc/parana-tv-1a-edicao-foz-do-iguacu/v/quadro-sua-chance-fala-sobre-o-projeto-trilha-jovem-desenvolvido-em-foz-do-iguacu/2300600/

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Nível socioeconômico das escolas condiciona nota no Enem 17 de dezembro de 2012

Filed under: Enem — José Antonio Küller @ 1:25 pm
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De Cartola – Agência de Conteúdo, o  Terra Educação de 14/12/2012 publica a seguinte notícia:

Antes mesmo de serem divulgadas as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para saber quais escolas têm um bom desempenho no teste basta verificar o nível socioeconômico (NSE) dos alunos que estudam na instituição. A constatação foi feita pelo professor Francisco Soares, do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais (Game) da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ao analisar as médias obtidas por estudantes das escolas de Belo Horizonte na edição de 2011 e compará-las com o indicador social do NSE – estabelecido conforme dados de renda, escolaridade e ocupação informados no questionário do Enem -, o professor percebeu uma associação quase perfeita entre os dois fatores, o que resultou em uma reta praticamente constante: quanto maior o NSE, maior a nota no exame. O estudo, mesmo focado em uma única capital, reflete um quadro nacional, opina Soares.

Na comparação feita pelo professor, a medida de associação entre os dois fatores resultou em uma correlação de 0,883 (muito próxima de uma correlação perfeita, cujo valor seria 1). Isso significa que o NSE reproduz quase fielmente a ordenação dos colégios no ranking do Enem. `Não é uma coisa pequena, acidental, pelo contrário. É uma associação muito alta. Posso prever o resultado sem tê-lo, basta olhar o NSE`, diz o professor da UFMG.

Para montar a tabela, Soares avaliou cada questionário e produziu a média do NSE de cada aluno. Depois, estabeleceu o valor médio para cada escola. Foram incluídas 128 escolas (81 delas privadas) das quais mais de 50% dos alunos tenham comparecido ao Enem no ano passado. Após esse processo, ele comparou os dados com as notas por escola, divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC) em 22 de novembro deste ano.

Doutorando pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), o pesquisador Rodrigo Travitzki também produz sua tese com base na comparação entre o NSE (calculado com base nas respostas dos questionários do Enem) e as notas obtidas pelos alunos no exame. No trabalho, que deve ser defendido entre fevereiro e março de 2013, ele toma como objeto de pesquisa quase 20 mil escolas de ensino médio de todo o País que foram incluídas no ranking do Enem 2009 (muito próximo do total das instituições, já que, segundo o Censo Escolar 2009, quase 26 mil instituições no Brasil oferecem ensino médio).

Travitzki concluiu que o NSE tem poder de determinar a variação das notas das escolas. Segundo o pesquisador, os fatores socioeconômicos explicam em torno de 80% o desempenho no Enem de cada instituição. Há outras variáveis, como o tipo de escola (regular ou EJA) e o Estado em que ela está localizada. Mas a maior parte é atribuída ao NSE.

Apesar de o estudo ter como objeto as notas do Enem de 2009, Travitzki aposta que o mesmo diagnóstico poderia ser feito nos anos seguintes. `Não vejo nenhum fator diferente. Acho que pode mudar um pouco o número, mas nada muito longe disso`, afirma. Ele presume, ainda, que, sem a publicação da nota da redação em 2011 (em 2009, ela representava praticamente a metade da nota das escolas), esse número poderia até aumentar para cerca de 85%. `A redação, pelo menos no Enem, é menos determinada por fatores externos`, esclarece.

Pesquisador é contrário à ideia de determinismo social

Mesmo com o alto nível de influência do NSE na determinação das notas do Enem, Travitzki prefere não afirmar que há um determinismo social na qualidade do ensino e do aprendizado nas escolas brasileiras. Para ele, definir como determinismo é uma forma simplista de justificar o problema. `Não é uma característica exclusiva do Enem. É um problema mundial`, observa.

O pesquisador estima que, no mundo, esse índice varie entre 70% e 95%. Na comparação feita pelo professor da UFMG, aparecem escolas que fogem ao padrão comum de baixo NSE associado à nota baixa no exame, ficando fora da reta. Essas instituições se distinguem pelo bom projeto pedagógico oferecido. `A gente usa isso para chamar atenção sobre como realmente precisamos de bons projetos educacionais`, analisa Soares. Entre as escolas de alto NSE, também pode haver distinção, geralmente registrada quando há processo de seleção dos melhores alunos para a realização da matrícula.

Embora não considere o NSE um fator determinista, Travitzki concorda que a melhoria das condições socioeconômicas dos alunos de uma escola contribuiria para aperfeiçoar a educação no País. O pesquisador afirma que condições mínimas de alimentação e acesso à cultura, por exemplo, poderiam resultar em um melhor desempenho e aproveitamento das aulas. `No fundo, uma política social é uma política educativa`, entende. Soares, contudo, ataca a lógica educacional na sua base. Para ele, não se trata de mudar apenas o nível socioeconômico das famílias (o que requer ações e investimentos de longo prazo), mas sim a escola. `A educação não poderia simplesmente refletir essas condições`, define.

O professor da UFMG ainda lembra que quem mais precisa da escola é justamente quem menos recebe o devido acompanhamento, uma vez que nessas instituições onde o baixo NSE é percebido, o ensino geralmente é mais deficiente; já nas escolas com bons alunos, o professor opina que sobra pouco para que a escola faça a diferença. `A gente não pode fazer de conta que pode olhar todas as escolas e alunos da mesma forma. Eles vêm de lugares diferentes, com necessidades diferentes`, considera.

Crítica ao ranking

Os levantamentos feitos tanto pelo doutorando da USP quanto pelo professor da UFMG colocam em discussão outra questão: o ranqueamento das escolas segundo a nota obtida no Enem. Para Soares, empregar o exame para avaliar a qualidade de ensino de uma instituição resulta em um indicador extremamente frágil. `É ruim que ele receba a chancela de ser a forma como as famílias olham as escolas`, pontua. O professor da UFMG acredita que o ranking legitima uma atitude socialmente perversa de creditar às escolas no topo da lista méritos que podem ser dos alunos. `A posição da escola não pode ser tomada como uma boa medida de excelência de seu projeto pedagógico. Pode refletir simplesmente o sucesso do sistema de seleção da escola`, destaca Soares.

A publicação de indicadores é considerada fundamental por Travitzki, embora ele faça ressalvas sobre a utilização do modelo de ranking para a educação. O pesquisador afirma que as comparações fazem mais sentido quando levam em conta a qualidade em vez de medir se uma escola fica em 1º ou 10º lugar. `É importante pensar em outros indicadores de qualidade escolar`, ressalta.

Com sua tese, Travitzki pretende desmistificar a ideia de que a pior escola do Enem é também a pior do Brasil. O objetivo mais imediato, segundo ele, é identificar boas instituições que não aparecem no ranking porque trabalham em condições muito difíceis. A longo prazo, o pesquisador pretende lançar a discussão sobre a necessidade de pensar em outras formas de avaliação do ensino. Ele enumera dois dos principais perigos em tomar o Enem como referência para um ranking. Um deles é produzir um efeito que eleve ainda mais a posição das instituições com notas altas, provocando a queda das que estão por baixo na lista. O outro, na visão de Travitzki, é o risco de as escolas passarem a produzir um currículo com base no exame. `Vira preparação para o Enem e leva ao empobrecimento do currículo`, alerta

 

Biocana promove formatura do Programa Jovem Aprendiz Rural 11 de dezembro de 2012

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O site da Biocana, divulga  a seguinte nótícia sobre o Aprendiz Rural, programa desenvolvido pela Germinal Consultoria para o SENAR de São Paulo.

Premiado, o Programa de Responsabilidade Social que é voltado para a qualificação profissional de estudantes com idades entre 14 e 18 anos forma novas turmas no dia 13 de dezembro

A escassez de mão de obra treinada e qualificada fez com que a Biocana (Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Energia) investisse, em 2008, na formação de jovens aprendizes rurais.

Na época, uma parceria com o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e o Sindicato Rural Patronal de Catanduva, SP, culminou na implantação do Programa Jovem Aprendiz Rural. Atualmente, após cinco anos, já são oito turmas e mais de 250 concluintes do curso. No próximo dia 13 de dezembro, outros 65 estudantes com idades entre 14 e 18 anos incompletos irão receber os certificados de conclusão do curso.

O Programa Jovem Aprendiz Rural criado pelo Governo Federal visa proporcionar ao jovem a educação profissional, básica e genérica necessária para o mercado de trabalho, em todas as atividades produtivas do meio rural, complementadas com o desenvolvimento das competências de empreendedorismo.

Como consequência permitirá realizar suas atividades de maneira a aumentar a produtividade, rentabilidade e competitividade do setor agroindustrial. São mais de 20 oficinas aplicadas. Além dos filhos de colaboradores das usinas associadas à Biocana, jovens de comunidades da região noroeste também integram as turmas.

A experiência do Programa também foi retratada no Livro ‘Vida de Instrutor’, do SENAR, onde a instrutora, Cláudia Bedaque Mugayar, relata a visita a um lar de idosos juntamente com o grupo de alunos. O case foi o único selecionado em todo o Estado de São Paulo para compor o material.

Para a diretora-presidente da Biocana, Leila Alencar Monteiro de Souza, o alcance social de iniciativas como esta é imenso. “Os resultados são surpreendentes. O Jovem Aprendiz Rural proporciona bem mais que a possibilidade de um futuro emprego através do aprendizado técnico, mas principalmente, auxilia na formação humana; um diferencial que reflete positivamente na carreira destes cidadãos. E formar pessoas é um dos pilares da entidade”, enfatiza.

Ao longo do curso, os estudantes aprendem sobre ação comunitária, oficinas sobre ética e cidadania; marketing e comercialização; promoção da saúde, comunicação oral e escrita. O programa também aborda técnicas de agropecuária, recuperação de áreas degradadas, manutenção de propriedade agrícola e gestão de recursos humanos.

Além destas, outras atividades monitoradas são realizadas por empresas parcerias da Biocana. Um exemplo foi a apresentação da Uniodonto sobre higiene bucal com posterior exames visando à prevenção de doenças. Este ano, o Programa também proporcionou ciclo de palestras feitas pela Unimed sobre correção postural, tabagismo, patologias, primeiros socorros, além de visitas às usinas que integram o Jovem Aprendiz Rural, ocasião em que foram abordados temas como alimentação saudável, mercado de trabalho, entre outros.

 

Pronatec atingiu 1,1 milhão de matrículas no Senai 26 de novembro de 2012

A Agência Brasil, em artigo de Paula Laboissière, divulga a seguinte notícia:

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (26) que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) atingiu a marca de 1,1 milhão de matrículas em cursos técnicos, de aprendizagem profissional e de qualificação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

No programa semanal Café com a Presidenta, ela avaliou que o Brasil precisa de uma indústria forte e competitiva para garantir o crescimento e a criação de oportunidades de trabalho. “Mas, para ter uma indústria forte, o país precisa de mão de obra qualificada e de técnicos bem formados”, disse, ao destacar áreas como automação industrial, petróleo e gás, mineração, mecatrônica, manutenção de aeronaves, eletrônica, indústria naval e computação.

Dilma lembrou que a meta do governo é criar, por meio do Pronatec, 8 milhões de vagas em cursos técnicos e de qualificação profissional até 2014. Atualmente, 2,2 milhões de jovens estão matriculados no programa.

De acordo com a presidenta, o governo planeja expandir as ações do Senai, destinando R$ 1,5 bilhão à construção de escolas, modernização e ampliação das 251 unidades já existentes. “Um país que aposta na educação profissional e que tem uma indústria forte e competitiva consegue crescer, se desenvolver, gerar mais oportunidades, mais renda e emprego de qualidade. Com isso, podemos melhorar a vida de todos.”

 

Colégios da elite do Enem têm poucas turmas e fazem vestibulinho 23 de novembro de 2012

Texto de Tatiana Klix, publicado no iG Último Segundo, em 23/11/2012.

A estratégia adotada pelo Objetivo Colégio Integrado de São Paulo há três anos se concretizou como uma receita de sucesso para garantir um lugar na elite das escolas de ensino médio brasileiras, segundo a nota dos alunos concluintes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Entre os 10 colégios com melhores médias nas provas objetivas em 2011 , nove são particulares, pelo menos seis promovem seleções com seus alunos e sete atendem a um grupo de menos de 100 estudantes privilegiados. No topo, a escola paulistana encabeça a lista com uma turma de 42 alunos de rendimento excepcional, escolhidos a dedo no Sistema Objetivo para entrar em escola separada, amplamente promovida em ações publicitárias.

A polêmica prática não é replicada na íntegra nos outros colégios particulares top 10 do Enem 2011 – Elite Vale do Aço (MG), Bernoulli Lourdes´(MG), Vértice (SP), Ari de Sá Cavalcante (CE), Dom Barreto (PI), Integrado de Mogi das Cruzes Objetivo, Santo Antônio (MG) e São Bento (RJ) -, mas quase. São responsáveis pelas médias acima de 700 de nove escolas apenas 795 estudantes, dos mais de 550 mil concluintes do ensino médio que representam 10.076 instituições incluídas no levantamento do Ministério da Educação divulgado nesta quinta-feira, dia 22. Entre as 10 líderes, há apenas uma escola federal, o Colégio Aplicação da Universidade Federal de Viçosa, de Minas Gerais.

A escola com a segunda melhor média aparece nessa elite pela primeira vez, por uma explicação bem simples: é também a primeira vez que forma uma turma de terceiro ano. O Colégio Elite de Ipatinga é novo, criado por três irmãos da cidade que se formaram no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e voltaram para casa com o objetivo de oferecer preparação de alto nível para os jovens da região entrarem mas melhores universidades do País. E conseguiram. A partir de experiências do sistema Elite em outras cidades e estratégias como boa formação de professores, a escola tem entre as características que garantiram seu sucesso a pré-seleção de alunos para a única turma com 30 vagas disponível para as três séries da última etapa escolar do ensino básico.

“Para entrar na escola, tem um processo seletivo, porque temos turmas reduzidas”, explica André Castro, coordenador pedagógico do Elite Vale do Aço. “A proximidade com alunos e professores possível em uma escola pequena é um diferencial”, completa.

Também fazem algum tipo de vestibulinho para escolher seus alunos o colégio Bernoulli, em Belo Horizonte, que ainda tem uma unidade separada apenas para alunos do terceiro ano do ensino médio e de cursos pré-vestibular, o Santo Antônio, da mesma cidade, o Ari de Sá Cavalcante, em Fortaleza, e o São Bento, no Rio de Janeiro.

Os dois colégios da capital mineira do grupo são os únicos que registraram no Enem no ano passado mais de 100 alunos participantes – 217 do Bernoulli e 239 do Santo Antônio. “São 6 turmas do 3º ano, um total de 283 alunos”, diz o diretor do geral e pedagógico Frei Jacir de Freitas Faria, que estranhou a divulgação do número de participantes abaixo do esperado no Santo Antonio.

Nas outras escolas particulares com médias superiores a 700, o número de alunos concluintes não passou de 89 (Instituto Dom Barreto). Além do Elite, também oferecem apenas uma turma a unidade do Objetivo de Mogi das Cruzes, no interior paulista, que teve 34 alunos no Enem 2011. O Vertice, da capital de São Paulo, tem duas turmas de terceiro ano, das quais fizeram o exame 48 alunos. No Ari de Sá, 47 estudantes são responsáveis pelo excelente resultado, e no São Bento, 52. “Estatisticamente, isso pode ser uma vantagem”, diz Adilson Garcia, diretor do Colégio Vertice, que tradicionalmente aparece entre os primeiros do ranking.

Turma dos inteligentes

O Colégio Integrado Objetivo assumiu a dianteira do ranking do Enem pela primeira vez este ano. Criado em 2009, no ranking daquele ano o colégio que abriga alunos superinteligentes, medalhistas de olimpíadas do conhecimento e até considerados superdotados, conseguiu ocupar o segundo lugar após decisão judicial . Em 2010, a escola ficou em terceiro lugar.

Ainda antes da divulgação dos dados de 2011, o Colégio Etapa, de São Paulo, acusou através de cartazes em suas unidades e pelas redes sociais o Objetivo de praticar embuste, através de ação publicitária. O concorrente questiona folhetos distribuídos pelo Objetivo, como o disponível no site http://www.portalobjetivo.com.br/noticias.asp?id=3781 , em que a frase “Sistema Objetivo 1º Lugar no Enem” é destacada no topo do anúncio. Apenas abaixo, dentro de um mapa do Brasil, aparece: “Colégio Objetivo Integrado 1º lugar no Enem; Em toda a capital de São Paulo; Em todo o estado paulista; nas provas das quatro áreas do conhecimento, em todo o Brasil”.

*Colaborou André Carvalho

 

Resultados do Enem por escola 22 de novembro de 2012

Filed under: Enem — José Antonio Küller @ 5:51 pm
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O Colégio Objetivo Integrado, de São Paulo, é a melhor escola do país segundo dados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) por Escola divulgados na tarde desta quinta-feira pelo MEC (Ministério da Educação). A escola obteve média geral 737,152. Dentre as 20 melhores, sete delas estão no Estado de São Paulo.

O Estado de Minas Gerais aparece com seis escolas entre o grupo de elite, inclusive o segundo lugar: Colégio Elite Vale do Aço, em Ipatinga, com média geral 718,88 e o terceiro lugar, Colégio Bernoulli, em Belo Horizonte, média geral 718,18.

Apenas uma escola da rede pública aparece no ranking dos melhores. É o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa, com nota 704,285.

Veja as 20 melhores segundo Enem por Escola 2011

Escola Cidade Estado Nota Rede
OBJETIVO COLÉGIO INTEGRADO SAO PAULO SP 737,15 Privada
COLEGIO ELITE VALE DO ACO IPATINGA MG 718,88 Privada
COLEGIO BERNOULLI – UNIDADE LOURDES BELO HORIZONTE MG 718,18 Privada
VERTICE COLEGIO UNID II SAO PAULO SP 714,99 Privada
COLEGIO ARI DE SA CAVALCANTE FORTALEZA CE 710,54 Privada
INST DOM BARRETO TERESINA PI 707,07 Privada
INTEGRADO DE MOGI DAS CRUZES OBJETIVO COLEGIO MOGI SP 706,12 Privada
COL DE APLICACAO DA UFV – COLUNI VICOSA MG 704,28 Federal
COLEGIO SANTO ANTONIO BELO HORIZONTE MG 702,31 Privada
COL DE SAO BENTO RIO DE JANEIRO RJ 702,16 Privada
COLEGIO HELYOS F. DE SANTANA BA 694,59 Privada
OBJETIVO JUNIOR COLEGIO TAUBATE SP 693,47 Privada
COLEGIO SANTO AGOSTINHO BELO HORIZONTE MG 690,56 Privada
COLEGIO MAGNUM AGOSTINIANO – NOVA FLORESTA BELO HORIZONTE MG 689,17 Privada
MOBILE COLEGIO SAO PAULO SP 687,25 Privada
COLEGIO POSITIVO – ENSINO MEDIO – SEDE CURITIBA PR 686,55 Privada
COLEGIO BANDEIRANTES SAO PAULO SP 686,42 Privada
COLEGIO SAO JOAO BATISTA NOVA FRIBURGO NOVA FRIBURGO RJ 686,1 Privada
COLEGIO MOTIVO – UNIDADE II RECIFE PE 685,89 Privada
ETAPA COLEGIO VALINHOS SP 685,25 Privada
  • Fonte: MEC

Em um post anterior: O que faz um colégio ser melhor no Enem, inserimos links que remetem a artigos nos quais comentamos os resultados do Enem do ano passado. Como a realidade não mudou, não é necessário repetir os mesmos comentários aqui.

 

Prestígio da educação profissional depende de mudança de mentalidade 9 de novembro de 2012

 Ensino fundamental e médio direcionam jovens para a graduação, mas necessidade do mercado de trabalho reflete outra realidade.

No Brasil, menos de 15% dos jovens entre 18 e 24 anos chegam às universidades, de acordo com o Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação. Ou seja: dos 24 milhões de jovens brasileiros, apenas 3,4 milhões buscam a graduação. O restante, mais de 20 milhões, tem de buscar outros caminhos. Em outra via, todos os setores da economia – indústria, comércio, serviços e agropecuária – apresentam demanda crescente por técnicos. Ha vagas no País, mas faltam profissionais qualificados e com conhecimentos específicos para preenchê-las.

Por isso, a educação profissional no País precisa ser reforçada em um ritmo mais acelerado, defende Rafael Lucchesi, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), para quem o modelo educacional brasileiro é muito focado na rede regular. O conteúdo dos ensinos fundamental e médio direciona os alunos para a universidade, diz. “Como menos de15% dos jovens brasileiros vão para o ensino superior, milhares de estudantes ficam sem projeto de inserção no mercado de trabalho.”

Esse é um cenário que começa a mudar. Apesar de ainda baixo, o número de jovens no ensino técnico de nível médio tem avançado. De acordo com Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2004 a participação dos jovens entre 15 e 17 anos era de apenas 3% nas seis maiores regiões metropolitanas do País. Hoje, já é de 7,6%. “É o que chamamos de onda jovem, estimulada por políticas de ensino estaduais e iniciativas do setor privado, o que antecede o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) do governo federal”, explica.

Principalmente os jovens da classe C passaram a se qualificar. “Quando os jovens partem para os processos de seleção das empresas, percebem que são muitas as exigências. Muitos buscam mais conhecimento, se matriculam em cursos”, acrescenta Luiz Gonzaga Bertelli, presidente do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee).

Modelagem atual – Tradicionalmente, o ensino profissional técnico e os programas de qualificação são oferecidos por escolas particulares e pelo Sistema S, que, apesar de contar com recursos públicos – as contribuições compulsórias de empresas -, é comandado pelo patronato. Por um acordo firmado com o MEC em 2008, as entidades do Sistema S se comprometeram a destinar parcelas significativas de suas receitas aos cursos gratuitos, seguindo metas progressivas até 2014. No caso do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), dois terços do arrecadado terá essa destinação.

“Na formação de técnicos no País, 56% das matrículas estão nas mãos do setor privado; o restante, na esfera pública. Isso mostra que o Estado delegou à iniciativa privada a formação dos trabalhadores técnicos brasileiros”, afirma Aparecida Neri de Souza, professora de Sociologia da Educação na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com base em dados recentes do Inep. Os governos, explica ela, trabalham na ampliação de suas redes e, em muitos casos, articulados com as instituições privadas e o Sistema S. Dessa forma, o financiamento vem do poder público, mas o ensino é organizado pelas organizações privadas.

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) do governo federal já soma vagas gratuitas no ensino técnico de nível médio e nos cursos de qualificação de trabalhadores. “Hoje isso se dá mais nos cursos de formação inicial e continuada. A oferta de vagas em cursos técnicos ainda é pequena, mas esperamos que aumente”, afirma Almério Araújo, coordenador de Ensino Técnico e Médio do Centro Paula Souza do governo do Estado de São Paulo.

No Brasil, empresas e governos se mobilizam para reverter a situação, acrescenta Antonio Freitas, pró-reitor de Ensino da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) e conselheiro da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro (Faetec). “O País é a sexta economia, mas o 60º em educação e o 80º em inovação, o que é inconcebível”, diz o professor. Ele considera importante o lançamento do Programa Ciência sem Fronteiras do governo federal, no qual serão oferecidas 101 mil bolsas ao longo de quatro anos, associadas às ao ensino superior tecnológico e às áreas de engenharia, ciências exatas e biomédicas. O objetivo é que os estudantes tenham acesso às inovações tecnológicas. Além disso, o programa busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros.

Defasagens – Na visão de especialistas, o aumento da oferta de ensino técnico deve ser feito seguindo padrões de qualidade no âmbito pedagógico e com base no diálogo com as empresas. “Os cursos devem estar alinhados com as necessidades do mercado”, comenta Ana Luiza Kuller, coordenadora de Educação do Senac-SP.

Outro desafio é suprir as defasagens da educação básica em português, matemática e ciências. “Cada instituição se organiza para resolver esse problema. Há uma série de opções para que os alunos aprendam o que deveriam ter aprendido na educação básica e possam acompanhar os cursos”, explica Ana Luiza. E não é só: a professora da Unicamp Aparecida Neri de Souza lembra ainda que 10% dos brasileiros são analfabetos.

“O que se espera é que todos os brasileiros consigam terminar pelo menos o ensino médio. Existem cursos gratuitos de formação inicial que dão oportunidade de trabalho a essas pessoas que não tiveram acesso à educação”, acrescenta o professor Antonio Freitas, da FGV-RJ.

Mudança de paradigma – Por muitos anos, o ensino técnico foi preterido no País. “A sociedade brasileira ainda tem a crença que a formação universitária é a base. Nossa escola tem um modelo academicista, não tem a lógica voltada ao mundo do trabalho. Isso acaba sendo uma limitação”, enfatiza Lucchesi. Os jovens precisam conhecer mais as oportunidades que se abrem, derrubando esse paradigma, diz ele, citando pesquisa do Senai que indica que as remunerações de técnicos superam as oferecidas a diversas ocupações universitárias no Brasil.

“As ocupações técnicas empregam mais e apresentam bons salários. E os jovens têm a chance de ingressar cedo no mercado de trabalho e custear novos estudos”, afirma Anna Beatriz Waehneldt, diretora de Educação Profissional do Senac Nacional.

Estudos revelam que os ganhos salariais após cursos de educação profissional são de 1,4% a 12% para formação inicial, de acordo com as áreas; em torno de 14% para cursos técnicos de nível médio e de 24% para tecnólogos. “Os retornos não são desprezíveis, mas pouco conhecidos”, conclui Marcelo Neri, presidente do Ipea.

(O Estado de São Paulo/ Especial Fóruns Estadão Brasil Competitivo)

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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