Germinal – Educação e Trabalho

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Sonhos de Empreendedorismo: As Unidades Móveis de Conservação e Manutenção 13 de novembro de 2008

 

 

Telhados de Cacilhas

Telhados de Cacilhas, Foto Manuel Barão

Você pode morar em uma casa ou em um apartamento. Mas, uma coisa é certa. Você tem sempre algo pequeno para consertar: uma torneira que vasa, um vaso sanitário que pinga, uma porta com a dobradiça quebrada, uma gaveta que não abre ou não fecha, uma tomada que não funciona, um soquete de lâmpada enferrujado, um ladrilho descolado ou quebrado, uma parede cuja pintura requer um pequeno retoque, uma engrenagem qualquer que desandou…

 

Em uma casa, a lista pode ser mais extensa: a telha quebrada, a calha enferrujada ou por limpar, a calçada esburacada, a porta da garagem que enrosca, o portão que range, a árvore do jardim que cresce demais, uma ou duas roseiras para podar… São todos pequenos serviços que exigem um profissional especializado ou, pelo menos um curioso competente.

 

Pergunte aos amigos. Todos têm problemas assim em casas ou apartamentos. Todos têm dificuldades para solucionar esses problemas. Como incomodam pouco, requerem pequenas intervenções e profissionais de especialidades diferentes, acabamos convivendo com eles. Não investimos tempo para contatar ou contratar os profissionais necessários para fazer todos esses pequenos reparos.

 

Mais recentemente, algumas companhias de seguro têm oferecido a prestação desses serviços. Mas, pela variedade e diversidade de profissionais requeridos, o problema persiste.

 

Ora, todo problema percebido por um número expressivo de pessoas é uma oportunidade de empreendedorismo.  Assim pensando, tenho uma solução para o caso: as Unidades Móveis de Manutenção e Conservação (UNIMANU).

 

Os telhados de Lisboa

Os telhados de Lisboa

Cada UNIMANU seria uma equipe de profissionais, gradativamente mais polivalente, de manutenção e conservação (eletricista, encanador ou bombeiro, pedreiro, pintor, jardineiro…). O número e a composição da equipe poderiam variar em função do mercado a ser atendido.  Cada equipe contaria com um veículo próprio para locomoção e um kit de ferramentas e materiais básicos de consumo para a prestação dos serviços.

 

Uma jovem ou madura senhora coordenaria a equipe e, apoiada por um serviço de telemarketing, seria responsável pelos contatos com os clientes. A ela caberia identificar os consertos necessários, estabelecer o orçamento e distribuir o trabalho para o restante da equipe. Dada a complexidade da função, seria necessário desenhar e implementar um processo de gestão participativa. A UNIMANU poderia contar com o apoio da Germinal no treinamento dessas coordenadoras.

 

As equipes circulariam pelas ruas e bairros da cidade precedidas por uma campanha de tele marketing. Nos bairros mais verticalizados, a campanha seria centrada especialmente nos síndicos dos edifícios que poderiam receber também um material de apoio (folhetos, pequenos cartazes), que ampliasse a divulgação. Nos outros bairros, poderia ser utilizado o recurso complementar do alto-falante, instalado em cada veículo (pamonha, pamonha, pamonha…). Todo serviço seria contratado e terminado no mesmo dia.

 

Pelas características do empreendimento, ele pode ser operado como uma cooperativa de prestadores de serviços. A idéia pode ser aproveitada por órgãos governamentais responsáveis por projetos de geração de emprego e renda. Ou, então, apropriada por alguém carente de uma idéia e com sobras de dinheiro para investir.

 

Vislumbrem o potencial de crescimento da UNIMANU. Façam viver essa idéia.

 

 

Idéias de empreendedorismo germinam não apenas empreendimentos, mas os novos produtos, as novas formas de fazer o mesmo, as recriações da organização do trabalho… Eles e elas são criados muitas vezes a partir de sonhos ou fantasias, inicialmente sem compromisso nenhum com sua implementação.

 

Este espaço é reservado a esse tipo de sonhos e fantasias. Ele está aberto a todos que gostariam de relatar um sonho de empreendimento que um dia, talvez, venham a realizar. Mas, também está aberto aos sonhos impossíveis ou simples e ociosas fantasias que já tivemos e nunca concretizamos e nem iremos implementar.

 

Fantasias de empreender ou sonhos de empreendedorismo: conte os seus! Clicando aqui, envie-nos seus sonhos. Eles serão publicados neste espaço.

 

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Sonhos de empreendedorismo 3 de outubro de 2008

 

 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

Recorte, foto Alberto Miranda - Fotógrafos de Elvas

 

 

 

 

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce

(O Infante – Fernando Pessoa)

 

Meu corpo é máquina de sonhar.
Todos os meus gestos, palavras e olhares
são extensões deste sonho.

(Meu corpo é máquina – Fernando Pessoa)

 

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo
.

(Tabacaria – Fernando Pessoa)

 

 

 

Um dos temas de referência deste blog é o trabalho. O empreendedorismo diz respeito ao trabalho dentro e ou fora das organizações. Fora das organizações já estabelecidas, é o germe de novos empreendimentos e, portanto, de novos postos de trabalho. Dentro das organizações, é face expandida da iniciativa, atitude profissional cada vez mais requerida.

 

Idéias de empreendedorismo germinam não apenas empreendimentos, mas os novos produtos, as novas formas de fazer o mesmo, as recriações da organização do trabalho… Eles e elas são criados muitas vezes a partir de sonhos ou fantasias, inicialmente sem compromisso nenhum com sua implementação.

 

Este espaço é reservado a esse tipo de sonhos e fantasias. Ele está aberto a todos que gostariam de relatar um sonho de empreendimento que um dia, talvez, venham a realizar. Mas, também está aberto aos sonhos impossíveis ou simples e ociosas fantasias que já tivemos e nunca concretizamos e nem iremos implementar.

 

 Fantasias de empreender ou sonhos de empreendedorismo: conte os seus! Envie-nos seus sonhos. Eles serão publicados neste espaço.

 

Para ver os sonhos já publicados:

1. ALL OF UShttps://germinai.wordpress.com/2008/10/02/sonhos-de-empreendedorismo-1-%e2%80%9call-of-us%e2%80%9d/

 

 

Sonhos de empreendedorismo 1 – “All of us” 2 de outubro de 2008

 

Jolly Kunjappu, Dancing God, red - Munich, Germany, 1990 - Mixed technique on paper, 50 x 70 cm

Jolly Kunjappu, Dancing God, red - Munich, Germany, 1990 - Mixed technique on paper, 50 x 70 cm

All of us. Esse foi o primeiro nome que pensei para um local fantástico, onde alguém como eu possa chegar, só ou acompanhada, e satisfazer o simples desejo de dançar da forma como bem entender, ao som de boa música, incluindo hits do momento (!!!). Por que em inglês, heim?! Foi o nome que veio no conjunto do que imaginei e por motivos óbvios. Vou contar a história completa de como cheguei ao All of us.

 

Estava eu numa das aulas de exercícios abdominais que procuro fazer três vezes por semana, quando fui mental e corporalmente tomada por uma das músicas selecionadas pela professora para entusiasmar a turma. Comecei a imaginar uma coreografia com aquele ritmo bem marcado. Imaginei-me dançando… sensação boa, mas onde? Onde?

 

A música jovem transportou-me a uma balada. O quê?? Comecei a sentir-me ridícula numa balada. Expressões de censura vieram à tona: “Acho que me empolguei”, ha, ha, ha. Pessoas com idade superior, digamos, aos 25, ou 35, ou 45, ou 55, ou etc… destoam numa balada. Pelo menos, essa é minha impressão. É verdade que já vi reportagens com jovens mães caracterizadas que acompanham seus jovens filhos em baladas. Tá, mas não se tratava de fazer parte, heroicamente, de uma minoria estatística. Tratava-se apenas de conseguir chegar a um lugar onde pudesse experimentar na prática a minha coreografia, ser levada por um ritmo, sem ser chamada para entrevista ou, quem sabe, ser fotografada como exemplo de superação e, fundamentalmente, sem me sentir um peixe fora d’água.

 

Ah, sou tímida por natureza, adoro o anonimato. Poderia pensar em outros lugares finos e agradáveis, dirigidos aos maduros românticos, e geralmente abonados, onde se pudesse saborear e bebericar algo à luz de velas e, por que não, dançar num dia especial que ficará para sempre em suas memórias. Há também as opções populares, em muitas graduações, da terceira, ops, melhor idade. Mas decisivamente nenhuma dessas alternativas se prestaria à satisfação da minha fantasia. Foi assim que… tcham, tcham, tcham, tcham… Criei um empreendimento.

 

Devo confessar que foi mais um empreendimento, a novidade mesmo foi a idéia de escrever sobre ele, pois tenho essa tendência de imaginar empreendimentos a propósito de qualquer coisa. Neste caso, o empreendimento seria uma casa noturna, All of us. O próprio nome já comunica: sem restrições. O dia foi difícil, cheio demais, gostaria de esquecer tudo e reenergizar-se numa pista de dança? No All of us qualquer pessoa poderia chegar para dançar, sem receio. O desafio do negócio seria exatamente esse. Criar um ambiente que conseguisse atrair e abrigar diferentes tipos de pessoas e tribos, que procuram apenas boa música para dançar, e simplesmente dançar. Essa seria a atração do lugar. As pessoas não ficariam muito tempo paradas ou sentadas porque a clientela entraria lá para dançar mesmo.

 

O “como seria” já é outro desdobramento. Um único salão? Muitos? Músicos? DJs? Clientes-instrutores de dança que se inscrevem para ensinar quem se inscrever para aprender? Máquinas de dançar diferentes gêneros? Sei lá, não entendo nada desse tipo de empreendimento. Só entendo de eventual vontade secreta de dançar. Pensando bem, embora pouco original, o nome poderia ser simplesmente Dance.

 

 
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