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MEC publica portaria que destina recursos ao Sistema S para oferta de cursos técnicos 2 de abril de 2013

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Yara Aquino – Agência Brasil – 01/04/2013 – Brasília, DF

A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação publicou na edição de hoje (1°) do Diário Oficial da União portaria que destina R$ 405 milhões a entidades do Sistema S para a oferta de cursos por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). O Sistema S é parceiro do programa desde o seu lançamento.

Os recursos são destinados ao custeio da ação Bolsa Formação do Pronatec que oferece cursos de educação profissional técnica de nível médio e cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional.

As entidades que vão receber os recursos são o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat). O valor é destinado ao custeio das atividades ao longo de 2013.

O Pronatec foi criado em 2011 pelo governo federal com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. Até 2014, a meta é oferecer cursos técnicos e de formação inicial e continuada a 8 milhões de estudantes e trabalhadores.

 

Pronatec está com inscrições abertas 18 de março de 2013

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Mariana Tokarnia – Agência Brasil – 17/03/2013 – Brasília, DF

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) tem 32 mil vagas disponíveis para cursos gratuitos em escolas públicas federais e estaduais e nas unidades de ensino do Senai, do Senac, do Senar e do Senat – o chamado Bolsa Formação. As inscrições foram abertas no dia 18 de fevereiro e não tem prazo para acabar. O processo é contínuo e as inscrições podem ser feitas pelo portal do Pronatec.

De acordo com o ministério da Educação (MEC), em um primeiro momento terão prioridade os trabalhadores cadastrados no Sistema Nacional de Emprego ou nos centros de referência de assistência social. Podem se inscrever trabalhadores, inclusive agricultores familiares, silvicultores, aquicultores, extrativistas e pescadores; povos indígenas; comunidades quilombolas; adolescentes e jovens em cumprimento de medidas socioeducativas; desempregados; pessoas com deficiência; pessoas que recebem benefícios dos programas federais de transferência de renda ou que estejam cadastradas no CadÚnico; praças do Exército e da Aeronáutica com baixa do serviço militar ou atiradores; estudantes matriculados no ensino médio em escolas públicas, inclusive na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Caso não encontre a opção desejada, o candidato pode indicar até três cursos de seu interesse para ser avisado quando surgirem novas vagas.

O Pronatec foi criado pelo governo federal em 2011 com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica e oferece dois tipos de curso: o técnico, para quem está matriculado no ensino médio, com duração de um ano, e o curso de formação inicial e continuada ou qualificação profissional, com duração mínima de dois meses.

A meta global do Pronatec para 2013 é a geração de mais de 2,3 milhões de vagas, boa parte na modalidade de Bolsa Formação – vagas gratuitas para cursos de rápida duração em escolas públicas federais e estaduais e nas unidades de ensino do Senai, do Senac, do Senar e do Senat. Até o final deste ano deve-se chegar a 900 mil vagas ofertadas pelo Bolsa Formação

 

Pronatec atingiu 1,1 milhão de matrículas no Senai 26 de novembro de 2012

A Agência Brasil, em artigo de Paula Laboissière, divulga a seguinte notícia:

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (26) que o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) atingiu a marca de 1,1 milhão de matrículas em cursos técnicos, de aprendizagem profissional e de qualificação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

No programa semanal Café com a Presidenta, ela avaliou que o Brasil precisa de uma indústria forte e competitiva para garantir o crescimento e a criação de oportunidades de trabalho. “Mas, para ter uma indústria forte, o país precisa de mão de obra qualificada e de técnicos bem formados”, disse, ao destacar áreas como automação industrial, petróleo e gás, mineração, mecatrônica, manutenção de aeronaves, eletrônica, indústria naval e computação.

Dilma lembrou que a meta do governo é criar, por meio do Pronatec, 8 milhões de vagas em cursos técnicos e de qualificação profissional até 2014. Atualmente, 2,2 milhões de jovens estão matriculados no programa.

De acordo com a presidenta, o governo planeja expandir as ações do Senai, destinando R$ 1,5 bilhão à construção de escolas, modernização e ampliação das 251 unidades já existentes. “Um país que aposta na educação profissional e que tem uma indústria forte e competitiva consegue crescer, se desenvolver, gerar mais oportunidades, mais renda e emprego de qualidade. Com isso, podemos melhorar a vida de todos.”

 

Prestígio da educação profissional depende de mudança de mentalidade 9 de novembro de 2012

 Ensino fundamental e médio direcionam jovens para a graduação, mas necessidade do mercado de trabalho reflete outra realidade.

No Brasil, menos de 15% dos jovens entre 18 e 24 anos chegam às universidades, de acordo com o Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação. Ou seja: dos 24 milhões de jovens brasileiros, apenas 3,4 milhões buscam a graduação. O restante, mais de 20 milhões, tem de buscar outros caminhos. Em outra via, todos os setores da economia – indústria, comércio, serviços e agropecuária – apresentam demanda crescente por técnicos. Ha vagas no País, mas faltam profissionais qualificados e com conhecimentos específicos para preenchê-las.

Por isso, a educação profissional no País precisa ser reforçada em um ritmo mais acelerado, defende Rafael Lucchesi, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), para quem o modelo educacional brasileiro é muito focado na rede regular. O conteúdo dos ensinos fundamental e médio direciona os alunos para a universidade, diz. “Como menos de15% dos jovens brasileiros vão para o ensino superior, milhares de estudantes ficam sem projeto de inserção no mercado de trabalho.”

Esse é um cenário que começa a mudar. Apesar de ainda baixo, o número de jovens no ensino técnico de nível médio tem avançado. De acordo com Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2004 a participação dos jovens entre 15 e 17 anos era de apenas 3% nas seis maiores regiões metropolitanas do País. Hoje, já é de 7,6%. “É o que chamamos de onda jovem, estimulada por políticas de ensino estaduais e iniciativas do setor privado, o que antecede o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) do governo federal”, explica.

Principalmente os jovens da classe C passaram a se qualificar. “Quando os jovens partem para os processos de seleção das empresas, percebem que são muitas as exigências. Muitos buscam mais conhecimento, se matriculam em cursos”, acrescenta Luiz Gonzaga Bertelli, presidente do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee).

Modelagem atual – Tradicionalmente, o ensino profissional técnico e os programas de qualificação são oferecidos por escolas particulares e pelo Sistema S, que, apesar de contar com recursos públicos – as contribuições compulsórias de empresas -, é comandado pelo patronato. Por um acordo firmado com o MEC em 2008, as entidades do Sistema S se comprometeram a destinar parcelas significativas de suas receitas aos cursos gratuitos, seguindo metas progressivas até 2014. No caso do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), dois terços do arrecadado terá essa destinação.

“Na formação de técnicos no País, 56% das matrículas estão nas mãos do setor privado; o restante, na esfera pública. Isso mostra que o Estado delegou à iniciativa privada a formação dos trabalhadores técnicos brasileiros”, afirma Aparecida Neri de Souza, professora de Sociologia da Educação na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com base em dados recentes do Inep. Os governos, explica ela, trabalham na ampliação de suas redes e, em muitos casos, articulados com as instituições privadas e o Sistema S. Dessa forma, o financiamento vem do poder público, mas o ensino é organizado pelas organizações privadas.

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) do governo federal já soma vagas gratuitas no ensino técnico de nível médio e nos cursos de qualificação de trabalhadores. “Hoje isso se dá mais nos cursos de formação inicial e continuada. A oferta de vagas em cursos técnicos ainda é pequena, mas esperamos que aumente”, afirma Almério Araújo, coordenador de Ensino Técnico e Médio do Centro Paula Souza do governo do Estado de São Paulo.

No Brasil, empresas e governos se mobilizam para reverter a situação, acrescenta Antonio Freitas, pró-reitor de Ensino da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ) e conselheiro da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Rio de Janeiro (Faetec). “O País é a sexta economia, mas o 60º em educação e o 80º em inovação, o que é inconcebível”, diz o professor. Ele considera importante o lançamento do Programa Ciência sem Fronteiras do governo federal, no qual serão oferecidas 101 mil bolsas ao longo de quatro anos, associadas às ao ensino superior tecnológico e às áreas de engenharia, ciências exatas e biomédicas. O objetivo é que os estudantes tenham acesso às inovações tecnológicas. Além disso, o programa busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros.

Defasagens – Na visão de especialistas, o aumento da oferta de ensino técnico deve ser feito seguindo padrões de qualidade no âmbito pedagógico e com base no diálogo com as empresas. “Os cursos devem estar alinhados com as necessidades do mercado”, comenta Ana Luiza Kuller, coordenadora de Educação do Senac-SP.

Outro desafio é suprir as defasagens da educação básica em português, matemática e ciências. “Cada instituição se organiza para resolver esse problema. Há uma série de opções para que os alunos aprendam o que deveriam ter aprendido na educação básica e possam acompanhar os cursos”, explica Ana Luiza. E não é só: a professora da Unicamp Aparecida Neri de Souza lembra ainda que 10% dos brasileiros são analfabetos.

“O que se espera é que todos os brasileiros consigam terminar pelo menos o ensino médio. Existem cursos gratuitos de formação inicial que dão oportunidade de trabalho a essas pessoas que não tiveram acesso à educação”, acrescenta o professor Antonio Freitas, da FGV-RJ.

Mudança de paradigma – Por muitos anos, o ensino técnico foi preterido no País. “A sociedade brasileira ainda tem a crença que a formação universitária é a base. Nossa escola tem um modelo academicista, não tem a lógica voltada ao mundo do trabalho. Isso acaba sendo uma limitação”, enfatiza Lucchesi. Os jovens precisam conhecer mais as oportunidades que se abrem, derrubando esse paradigma, diz ele, citando pesquisa do Senai que indica que as remunerações de técnicos superam as oferecidas a diversas ocupações universitárias no Brasil.

“As ocupações técnicas empregam mais e apresentam bons salários. E os jovens têm a chance de ingressar cedo no mercado de trabalho e custear novos estudos”, afirma Anna Beatriz Waehneldt, diretora de Educação Profissional do Senac Nacional.

Estudos revelam que os ganhos salariais após cursos de educação profissional são de 1,4% a 12% para formação inicial, de acordo com as áreas; em torno de 14% para cursos técnicos de nível médio e de 24% para tecnólogos. “Os retornos não são desprezíveis, mas pouco conhecidos”, conclui Marcelo Neri, presidente do Ipea.

(O Estado de São Paulo/ Especial Fóruns Estadão Brasil Competitivo)

 

 

 

 

 

 

 

 

Técnicos do Sescoop realizam levantamento de competências na Unicred JP 30 de julho de 2012

O site do Sescoop/PB publicou a seguinte notícia sobre o projeto de Qualificação de Empregados das Cooperativas de Crédito (Qualicred):

A analista Daniela Stella e o consultor José Antônio Küller conversaram com o diretor administrativo Paulo Valério Nóbrega, da Unicred JP

Técnicos ligados ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) se reuniram com profissionais da Unicred João Pessoa, ontem (26) e hoje (27). O objetivo da visita foi realizar um levantamento por amostragem das competências necessárias para o exercício de cargos comuns às cooperativas do ramo crédito. A ação faz parte do projeto de Qualificação de Empregados de Cooperativas de Crédito (Qualicred), voltado para os trabalhadores de cooperativas vinculadas ao Sistema OCB.

O Qualicred faz parte do Programa Nacional de Educação do Crédito Cooperativo (Educred), juntamente com o Formacred, que é voltado para conselheiros fiscais. Outras cooperativas de crédito dos estados do Pará, Rondônia, Amazonas e Ceará também já receberam a visita do Sescoop

 Na Paraíba, o levantamento foi realizado pela analista de Desenvolvimento e Gestão Daniela Stella e pelo consultor José Antônio Küller, da Germinal Consultoria – empresa contratada pelo Sescoop para desenvolver a metodologia do Qualicred. “O Projeto surgiu de demandas apresentadas pelas cooperativas de crédito, Banco Central e Comitê Educacional das Cooperativas de Crédito do Sescoop”, explicou Daniela.

Conforme Küller, o levantamento é a primeira fase do Qualicred e os dados coletados deverão subsidiar das demais etapas. A amostra consiste em informações coletadas a partir de entrevistas com profissionais ocupantes de cargos comuns a todas as cooperativas do ramo a exemplo de gestores técnicos, gerentes administrativos e operadores de caixa.

O segundo passo é a realização de um workshop com representantes das centrais para o levantamento das competências organizacionais do setor.   Em seguida, será traçado o itinerário formativo do Projeto, que estabelecerá o modo como os cursos serão organizados. Esta etapa se seguirá da preparação dos planos dos cursos que, só depois disto, serão elaborados e disponibilizados.

 “A expectativa é que todo este processo seja concluído até o começo de 2013”, comentou Küller. O projeto está sendo desenvolvido pela Gerência de Formação e Qualificação Profissional do Sescoop.

Na foto, A analista Daniela Stella e o consultor José Antônio Küller conversam com o diretor administrativo Paulo Valério Nóbrega, da Unicred JP

 

Sescoop avança na construção de programa de qualificação do ramo Crédito 22 de junho de 2012

O site da OCB/MS publicou a seguinte notícia:

Em mais uma etapa para o desenvolvimento do Programa Nacional de Educação do Crédito Cooperativo (Educred), membros do Comitê Educacional do Ramo Crédito (Cerc) do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) reuniram-se em Brasília (DF) nesta terça e quarta-feira (19 e 20/6) para dar continuidade à construção de um dos subprogramas: o Qualicred. “O cooperativismo de crédito brasileiro tem como desafio para os próximos anos investir, cada vez mais, na profissionalização de seus integrantes. O programa Educred vem como uma forma de complementar as ações já realizadas pelo ramo, que possui uma estrutura avançada e forte regulamentação”, explica a gerente de Formação e Qualificação Profissional do Sescoop, Andréa Sayar, responsável pela coordenação dos trabalhos.

O comitê esteve reunido, primeiramente, com o professor Inocêncio Magela, consultor na estruturação e aplicação do Formacred. No segundo dia de reunião, o grupo discutiu com o também consultor, José Antônio Küller, o processo de mapeamento de competências organizacionais e profissionais nas cooperativas de crédito, próxima etapa do subprograma Qualicred. Andréa Sayar relata que o trabalho será feito com uma fatia pequena de cooperativas, que servirá de amostragem para balizar as necessidades de capacitação dos empregados dessas organizações: “Vamos mapear as competências para viabilizar o desenvolvimento de um itinerário formativo que propicie aos para empregados de cooperativas de crédito vislumbrar seu processo de desenvolvimento e evolução profissional dentro da cooperativa”.

Para ler a matéria completa, clique aqui.

 

 

Veja o que mais reprova candidatos a estágio em processos seletivos 15 de junho de 2012

O site G1 divulga um levantamento feito pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), entre janeiro e maio deste ano, com 4.464 candidatos, aponta que 62% dos candidatos a estágio foram reprovados nos processos seletivos. Essas reprovações foram decorrência dos seguintes fatores:

Fatores que reprovam

Índice
1- Erros em testes ortográficos 40%
2- Baixo desempenho em raciocínio lógico 21%
3- Mau desempenho na comunicação e no vocabulário durante   as apresentações e atividades em grupo 12%
4- Falta de competências exigidas pelas vagas 10%
5- Problema na apresentação pessoal 7%
6- Problema na linguagem corporal 5%
7- Deficiência no inglês 5%

Observa-se que apenas 10% das reprovações decorreu de deficiência na formação técnica específica (falta de competências exigidas pela vaga) . As demais resultam de conhecimentos, habilidades e atitudes ou competências que deveriam ter sido desenvolvidas na educação básica de ordem geral. Isso mostra que a educação básica é fundamental, inclusive para obtenção do emprego. Dar prioridade à educação profissional, como pregam as campanhas eleitorais, não garante o emprego da juventude. A prioridade é melhorar o Ensino Fundamental e o Ensino Médio.

 

 
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