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O desafio é manter o aluno a partir dos 15 anos 30 de setembro de 2013

Filed under: Sem categoria — José Antonio Küller @ 12:58 pm

LUCIANA NUNES LEAL / RIO – O Estado de S.Paulo

Apesar dos avanços que garantem praticamente a universalização do acesso à escola para as crianças, os dados da Pnad 2012 mostram as dificuldades de manter adolescentes nas salas de aula.

Na faixa etária de 6 a 14 anos, 98,2% frequentam a escola, aponta a pesquisa. O índice é o mesmo de 2011. Já na faixa dos 15 aos 17 anos, quando os jovens deviam estar cursando o ensino médio, a presença na escola cai para 84,2% da população, um avanço de meio ponto porcentual em relação aos 83,7% do ano anterior. Entre os jovens de 18 a 24 anos, portanto em idade universitária, apenas 29,4% estudam. No ano anterior, eram 28,9%.

“Grande parte dos jovens que não prosseguem no estudo é formada por alunos repetentes que, desmotivados, abandonam a escola antes de completar o ensino fundamental. Outro fenômeno é a baixa atratividade do ensino médio. Há um profundo desinteresse dos alunos no modelo do ensino e por isso se discute muito a reestruturação curricular e a ênfase na educação profissional”, diz a educadora Maria Clara Di Pierro.

De acordo com a especialista, “existe ainda o fato de que na área rural a oferta de ensino médio é irrisória”. “As políticas educacionais não têm sido capazes de ampliar a escola na área rural, mas de transportar jovens para zonas urbanas. Isso compromete o trabalho na agricultura”, acrescenta ela.
O trabalho no campo é uma das razões que levam a Região Sul a ter a maior proporção de jovens de 15 a 17 anos fora da escola, de 18,3%.

Dois em cada dez jovens nessa idade estão fora das salas de aula. O Sudeste tem a maior taxa de população nesta faixa etária que continua a estudar, de 85,8%.

A consequência da saída precoce dos jovens da escola é o ainda baixo nível de instrução da população adulta. Um em cada três brasileiros de 25 anos ou mais (33,5%) não completou o ensino fundamental ou equivalente. Em 2011, eram 31,5%.

Universidade. A boa notícia foi a redução dos adultos sem instrução, que caíram de 15,1% para 11,9%, conforme a amostragem. O porcentual de brasileiros de 25 anos ou mais que concluíram a universidade continua baixo, embora com avanços: passou de 11,4%, em 2011, para 12% em 2012.

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One Response to “O desafio é manter o aluno a partir dos 15 anos”

  1. Realmente deveria haver e se registrar por lei, uma nova forma estrutural pra que os alunos desertores pudessem ter um incentivo a mais nos estudos. Infelizmente, talvez a minha ideia não seja de pronto reconhecida, mas no meu ponto de vista o que está faltando, além de uma boa infraestrutura nas salas de aulas e com excelentes profissionais, seria uma criação de um tipo de bônus adicionado ao aluno e ao professor, feito pelos próprios governos dos estados firmados com o Governo Federal junto ao Ministério da Educação. Esses bônus seriam progressivos, desde prêmios como roupas do próprio colégio (Bonés, camisas etc…) com uma referência escrita nestes pertences, destacando o aluno dos demais. Doação (em parte) exclusiva no próximo ano letivo, com os gastos do material escolar deste aluno; prêmios em livros de escritores que invariavelmente conquistaram o Brasil e o mundo através das suas lutas e dificuldades, sendo estes de regiões menos favorecidas, ou livro de auto ajuda e afins. Os alunos teriam como promessa cumprida, um destaque nas folhas de mídias (jornais locais) e também na área informatizada (sites educacionais), de modo que este destaque o impulsionasse a ter mais conquistas e assim abrangesse os seus amigos que seriam seus seguidores pela mesma prática. Se o aluno não tiver condução (da prefeitura) pra ir ao colégio, os seus gastos poderiam ser repassados pelo governo da seguinte forma: Dependendo da instituição e do grau que o aluno frequenta, poderiam fazer trabalhos em casa (algumas horas por semana) de preenchimento de papéis ou algum tipo de marketing promocional ou de instituição do próprio governo, escolhidas a critério de cada estado ou até mesmo de âmbito federal. Isso traria a eles responsabilidades que seriam cobradas pelos pais que devidamente estariam já instruídos por reuniões semanais ou mensais obrigatórias. Este tipo de serviço de marketing poderia ser incluso no próprio colégio, numa forma de competição entre as classes. O que vale aqui é a necessidade de se fazer, trazer e implantar um recurso que seja eficiente pros dois lados tentando dividir os gastos Ou seja, o aluno independente de se destacar ou não no colégio, teria desta forma muito mais vontade de estudar porque a maioria é pobre e não tem recursos nem pra adquirir os materiais escolares, o que poderia também ser inserido neste tipo de trabalho em casa. Ao professor, igualmente em partes, com um prêmio de combustível (metade gratuito) ou uma condução grátis (com um tipo de crachá especial (para ambos os casos), fornecido pelo governo do seu estado firmado com o Governo Federal junto ao Ministério da Educação) dependendo da quantidade amealhada por cada instituição. Um professor incentivaria o outro a obter esta conquista. Tenho muitas ideias que parecem ser ousadas, mas se melhor trabalhadas podem resultar em algo positivo. Se olharmos para o futuro, a gente pode observar que mesmo em certos países iguais ou até mais pobres que o nosso, a desistência escolar é mínima em relação a nossa. O segredo? Simplesmente dedicação do governo que com metodologias de verbas conquistadas das multinacionais e de tudo o que se gera em impostos, inclusive com participação obrigatória dos políticos, são redirecionadas pra educação e saúde. Preciso citar os nomes dos países? Acho que não! Pode ser utopia da minha parte, mas se os responsáveis pela defesa da conquista mediante os projetos perante ao ministério da educação, ficarem parados e não agirem, não poderemos fazer nada além de comentar e comentar…


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