Germinal – Educação e Trabalho

Soluções criativas em Educação, Educação Profissional e Gestão do Conhecimento

Ninguém aprende samba no colégio, infelizmente 8 de março de 2009

Caricatura de Noel Rosa

 

Uma das preocupações fundamentais no desenho das soluções educacionais da Germinal Consultoria é o uso intensivo da arte. Já discutimos as razões disso em Aprendizagem Criativa.

 

 Ao usar  a arte como recurso pedagógico, acrescenta-se outra precupação: escolher o que é “clássico” na cultura brasileira. A escolha dos excertos de literatura, das poesias (veja em Aprender com Poesia) e, principalmente, das músicas segue essa orientação.

 

Depoimentos de professores que tem utilizado o material da Germinal indicam que ele ajuda na melhoria do gosto musical dos jovens e na valorização do que temos produzido de bom na música popular brasileira.

 

Por isso, chamou-nos a atenção o artigo  “Ninguém aprende samba no colégio infelizmente”, que assim é iniciado:

 

“A alusão ao samba de Noel Rosa, no título deste artigo, não é sem propósito. Sendo o samba, e o futebol, um dos componentes do DNA da identidade brasileira, a ironia do poeta da Vila é de deixar triste e cabisbaixo qualquer um que ame a cultura popular. Noel não se fez de rogado ao expor ao ridículo a tendência das elites culturais tupiniquins da época em afrancesar-se ou americanizar-se para se parecerem sofisticadas. Dizia ele num de seus sambas, eternizado na voz de Aracy de Almeida:

 

Amor lá no morro é amor pra chuchu

As rimas do samba não são I love you

E esse negócio de alô,

Alô boy, alô Johny

 

Só pode ser conversa de telefone. Ao mesmo tempo que faz galhofa do vazio moral dessas elites, acusa também a cultura oficial escolar, preocupada em macaquear uma tradição que pouco lhe diz respeito e que, em contato com a realidade social brasileira, figura-se ridícula, porque postiça: não se aprende samba no colégio porque não seja legítimo, mas porque o colégio está atolado no pedantismo que rejeita o Brasil real, com sua originalidade, em favor de um “glacê” simbólico que, deslocado do país de origem, não significa nada, ou antes, indica uma moléstia congênita e atroz, que Nelson Rodrigues definiu agudamente como “complexo de cachorro vira-lata”.”

(…)

 

O texto completo  foi originalmente publicado em Amplexos do Jeosafá. Para quem quiser ler o artigo inteiro, clique em Ninguém aprende samba no colégio, infelizmente. Boa leitura.

 

Para ouvir, postamos Feitio de Oração, música de Noel, de cuja letra foi retirado o verso que faz parte do título deste post.

 

 

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