Germinal – Educação e Trabalho

Soluções criativas em Educação, Educação Profissional e Gestão do Conhecimento

Supervisão e criatividade de grupo 3 de novembro de 2008

 

 Em um conjunto de posts relacionados, estamos apresentando a metodologia utilizada em  um amplo e modular Programa de Formação e Desenvolvimento de Supervisores de Primeira Linha, desenvolvido e inicialmente implementado em parceria da Germinal com o SENAC de São Paulo.

 

O programa foi desenhado a partir de um estudo em profundidade sobre as necessidades estratégicas de desenvolvimento profissional do supervisor de primeira linha, desenvolvido para a ABTD.

 

Foi implementado em empresas como: Villares, Belgo-Mineira, Cosmoquímica, Macsol, Caio, Metalúrgica Nova Americana, … Com alterações também foi implementado na COPENE, hoje Brasken.

 

É um Programa exemplar da perspectiva da Germinal de aproximar os universos da arte e do trabalho, como forma de facilitar a aprendizagem significativa e a construção criativa do conhecimento. O Programa é composto por sete módulos, com duração de 30 horas cada um. Para o desenho metodológico, cada módulo do Programa tem uma arte como referência, como mostra o quadro a seguir.

 

 
Programa de Desenvolvimento de Supervisores
 
Módulo
Arte de Referência
1. Supervisão e Trabalho Participativo
Teatro
2. Desenvolvimento do Papel de Supervisão e Chefia
Dramaturgia
3. Supervisão e Relações de Trabalho
Artes Plásticas
4. Administração de Conflitos e Negociação
Jogo Dramático
5. Desenvolvimento de Recursos Humanos
Literatura
6. Supervisão e criatividade de grupo
Música
7. Elaboração de Planos de Autodesenvolvimento
Poesia

 

 

Todas as formas de arte, citadas na coluna “Arte de Referência” são utilizadas simultaneamente em todos os módulos no Programa. Em cada módulo, no entanto, uma específica forma artística é usada como modelo ou como eixo do desenvolvimento metodológico. Além do conteúdo apresentado na primeira coluna, é isso que distingue um módulo do outro: a forma artística que articula a utilização das demais artes. A utilização intensiva da arte para efeitos didáticos é uma das inovações do Programa.

 

No Módulo IV, Supervisão e Criatividade de Grupo,  a música é a arte que exerce um papel articulador. 

 

METODOLOGIA

 

Foto Chistophe Bonniere

O método define uma específica forma de relação entre docentes e alunos. O método define (e ao definir separa) um conjunto de possibilidades de encontro. O método, visto tal como andança projetada ou tal trilha que, por fim, se viu seguir, em educação sempre se refere a um andar em parceria. O método pedagógico assenta-se no encontro. Neste, como nos demais módulos do “Programa de Formação e Desenvolvimento de Supervisores” o encontro educando-educador é mediado pela arte.

 

 

A utilização da arte, como base metodológica, indica que além da busca conjunta do útil, do instrumental (consecução dos objetivos específicos, domínio do conteúdo), a relação pedagógica proposta almeja o agradável, o belo, o amoroso, o insondável…

 

 

O USO INSTRUMENTAL DA ARTE

 

Assim como nos demais, neste módulo a arte tem duas funções instrumentais. A primeira delas é a introdução do conteúdo. Um conjunto diversificado de formas artísticas – poesia, teatro, escultura, pintura, etc. – é utilizado para realçar focos de atenção, potenciais âmbitos de conhecimentos e vivências.

 

A segunda função da arte é a exploração e, ainda, a articulação do conteúdo. Uma forma artística determinada, a música no caso do presente módulo, é empregada como meio de ampliação objetiva e subjetiva, em largura e profundidade, dos focos de conteúdo inicialmente fixados, resultando em campos multidimensionais.

 

Após esse trabalho, o docente efetua uma síntese onde, a partir do conhecimento acumulado sobre o tema e da vivência concreta, procura captar um sentido unificador.

 

Essa forma artística, no caso deste módulo a música, tem ainda uma função articuladora, axial. Constitui o cerne metodológico que intenta a integração dos referidos campos em uma configuração pessoal e grupalmente significativa.

 

 

ARTE E CRIAÇÃO

 

Palácio do Catete
Palácio do Catete

A arte, enquanto base metodológica, aparte seu uso instrumental, estabelece uma relação pedagógica baseada no intercâmbio. A troca efetiva de conhecimentos e vivências mediada pela arte, visa a reavaliação (reflexão) de concepções e procedimentos, de um lado e, de outro e especialmente, a criação de alternativas de coordenação de grupos de trabalho.

 

A arte facilita o processo criativo na medida em que:

 

a) integra as funções conscientes, ou seja: o pensamento, o sentimento, a percepção e a intuição;

 

b) opera com símbolos, ou seja: “traduz um fato complexo e ainda não claramente apreendido pela consciência”(Jung);

 

c) facilita a função transcendente e nesse sentido um acesso dirigido ao inconsciente, fonte da criatividade humana.

 

 

 

A ESTRATÉGIA DO MÓDULO

 

 

 

 

Um conjunto diversificado de formas artísticas será utilizado na apresentação e ampliação do conteúdo. Uma forma específica, a música, será o eixo articulador das demais formas. Buscou-se na tradição cultural brasileira uma manifestação em que a música articula um conjunto de formas artísticas: a escola de samba.

 

O módulo foi então desenhado tentando uma analogia com a organização e funcionamento de uma Escola de Samba. O samba-enredo articula um conjunto de manifestações artísticas que, na avenida, desenvolvem um tema.

 

No caso, a partir de um tema, Supervisão e Criatividade de Grupo, e de um resumo de enredo (conteúdo do curso) os participantes deverão planejar um desfile, envolvendo:

 

 

 

 

 

 

 

 

a)     composição do samba-enredo, que sintetiza a compreensão geral e intuitiva do tema e articula as demais manifestações.

 

b)     Definição e desenvolvimento dos destaques, das fantasias, das alegorias e da evolução (pantomima), que ampliam a compreensão inicial a partir da análise histórica e conjuntural do tema e de seus componentes (roteiro do enredo).

 

 

 

Resumo do Enredo

 

1. Tecnologia e organização do trabalho

2. Necessidades humanas e trabalho

3. Necessidades humanas e tendências do trabalho

4. Âmbitos e fundamentos do processo criativo

5. O Supervisor como facilitador de criatividade de seu grupo de trabalho

6. Estratégias de Desenvolvimento da criatividade

7. Desenvolvendo uma estratégia de criatividade adequada à organização de origem

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