Germinal – Educação e Trabalho

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LETRAMENTO DIGITAL 6 de fevereiro de 2012

A Germinal Consultoria desenvolveu, em parceria com o Senac Rio, um projeto destinado à inclusão digital de pessoas com dificuldades de leitura e escrita, objetivando, ao mesmo tempo, ampliar as competências de ler e escrever dessas pessoas com o uso do computador.

A população alvo do Projeto é a que está incluída no nível mais elementar de alfabetismo (nível 1), do Índice Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF), criado pela Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro (IBOP). “O nível 1 de alfabetismo corresponde à capacidade de localizar informações explícitas em textos muito curtos, cuja configuração auxilia o reconhecimento do conteúdo solicitado.[1]”.

Ilustração de Mariana Massarani

Livro Navegar é Preciso

A inclusão digital da população com dificuldade de leitura e escrita é um desafio metodológico. Em geral, as propostas de inclusão digital utilizam métodos que pressupõe o ler e escrever com um mínimo de desenvoltura. Assim, a população alvo do Projeto se defronta, no interior das propostas usuais de inclusão digital, uma forma sutil de exclusão: a didática. O seu fracasso no domínio da tecnologia deriva da proposta pedagógica dos programas de iniciação à informática, centrada na leitura e na escrita, e não de sua incapacidade de dominar os comandos que lhe dariam acesso aos recursos e benefícios da nova tecnologia.

O primeiro levantamento do INAF, em 2001, indicou que, na população brasileira, cerca de 70% dos que estão incluído no nível 1 da alfabetismo tem entre um e quatro anos de escolaridade. A inclusão digital da população com escolaridade entre um e quatro anos e o desenvolvimento da capacidade de ler e escrever dessa população são os objetivos centrais do Projeto Letramento Digital. O projeto se justifica pela ausência de qualquer outro programa de inclusão digital especificamente destinado a esta população. Uma população que é constituída por cerca de quarenta milhões de brasileiros. Destes, segundo o INAF, em 2004, apenas 4% usavam de alguma forma o computador

No desenho metodológico do projeto Letramento Digital buscou-se superar a dificuldade de leitura e escrita e transformá-la de empecilho em objeto de desenvolvimento educacional. Procurou-se favorecer uma aproximação à informática em que a leitura e a escrita fluentes não fossem requisitos, mas competências a serem desenvolvidas simultânea e sinergicamente ao domínio das competências de navegação e operação de aplicativos.

Procurou-se, além disso, que o interesse no domínio da informática fosse instrumento de uma nova aproximação da leitura e da escrita, que facilitasse a superação da sensação de incompetência e de traumas derivados de mal sucedidas experiências escolares anteriores. O objetivo de recuperar a auto-estima e a vontade de voltar a estudar dos participantes esteve presente desde as formulações iniciais do projeto.

Para ao atendimento simultâneo dos objetivos de inclusão digital, desenvolvimento das competências de ler e escrever e de retorno aos estudos, foi necessário um desenho metodológico inovador e o desenvolvimento de recursos didáticos de suporte, adaptados à metodologia e à diversidade dos objetivos em jogo.

Foi criado um Software específico para possibilitar que todas as atividades didáticas fossem desenvolvidas e controladas com o uso do computador, considerado como o recurso didático fundamental. Além do controle do ambiente de informática, o software inclui um Livro Eletrônico de Leitura, contendo os textos que serão utilizados no projeto; DICIONÁRIOS de vários tipos; e um recurso de Ajuda, contendo a versão eletrônica de um Livro de Informática, denominado Navegar é Preciso, que depois é distribuído para os participantes em forma impressa.

O software inclui um arquivo de imagens onde estarão disponíveis, em formato eletrônico, os Painéis que ambientarão o espaço de aprendizagem, caracterizando as diferentes etapas do Projeto. Uma pasta com Jogos para o desenvolvimento das competências de ler e escrever. Finalmente, o software inclui o BATE-PAPO, um chat para troca de mensagens on line.

O conjunto dos recursos criados para o Projeto é complementado pelo manual de operação do Projeto Letramento Digital. Destina-se a orientar a ação das instituições parceiras e dos coordenadores (docentes) no desenvolvimento do Projeto. Para uso das instituições parceiras, o texto define e especifica as competências que serão desenvolvidas, descreve a metodologia utilizada, apresenta a estrutura curricular, indica a infra-estrutura necessária, especifica a configuração dos equipamentos de informática e apresenta a perspectiva de avaliação do Projeto.

O cerne do manual, no entanto, interessa especialmente ao docente que será o coordenador das atividades de aprendizagem de Letramento Digital. Trata-se da descrição de uma proposta desenvolvimento das atividades educacionais do Projeto, etapa a etapa, sessão de aprendizagem a sessão de aprendizagem (aula a aula), passo a passo. Um roteiro de orientação das atividades docentes dentro do ambiente de aprendizagem, do início ao fim do projeto.

As definições pedagógicas fundamentais, os recursos criados e o roteiro foram testados entre 2003 e 2005 em inúmeros grupos e em diversificadas circunstâncias. Em todos os grupos, o Projeto mostrou-se eficaz na inclusão digital, no aprimoramento da capacidade de leitura e escrita e no incentivo à continuidade de estudos. As falhas observadas nos grupos experimentais e nas versões originais foram sistematicamente registradas. Esses registros orientaram reformulações e substituições de atividades de aprendizagem que foram consideradas menos adequadas. Este trabalho de revisão deu origem às definições pedagógicas e ao manual defenitivo.

O manual está redigido no formato de uma peça de teatro. A escolha não foi aleatória ou por motivo de sofisticação de estilo. O formato foi escolhido por suas ressonâncias simbólicas. O teatro evoca um ambiente criativo e requer a criatividade de todos os envolvidos na produção do espetáculo teatral. A peça escrita pelo dramaturgo é interpretada criativamente pelo diretor de cena, pelos atores, cenógrafos, iluminadores… Embora a orientação dada pelo texto original possibilite o reconhecimento da obra teatral, cada espetáculo singular é o resultado da criatividade de seus realizadores na relação com um público específico. Neste sentido, cada montagem e cada espetáculo são únicos e irreproduzíveis.

Ao adotar o formato do drama, espera-se que efeito similar ao do teatro seja obtido em cada implementação do Projeto Letramento Digital. O roteiro, embora detalhado e específico, deve ser uma orientação básica que provoque e estimule a criatividade de indivíduos, instituições e grupos autônomos e independentes de realizadores.

 

O manual, desta forma, cumpre um papel decisivo na estratégia de difusão do Projeto Letramento Digital. A sua ambição é proporcionar, articulando o conjunto de recursos didáticos, todas as informações e orientações que possibilitem que uma organização, grupo ou pessoa possa, independentemente de orientação ou vinculação institucional, reproduzir o Projeto em qualquer local do país que disponha dos recursos e dos equipamentos de informática que são fundamentais no seu desenvolvimento.


[1] Vera Masagão Ribeiro, Letramento no Brasil, São Paulo, Global Editora, 2003, p.16. Numa concepção distinta, os incluídos na população em questão são considerados analfabetos funcionais.

 

Catar feijão para redigir uma biografia 27 de setembro de 2011

O poema Catar Feijão, de João Cabral de Melo Neto, foi usado em uma situação de aprendizagem em que o desafio era a redação de uma  biografia. A situação de aprendizagem, apresentada nesta página, está incluída em  uma sessão de aprendizagem da Oficina de Comunicação Oral e Escrita, Eixo I – Competências Básicas para o Trabalho,  dimensão Ser Pessoa,  do  Programa Jovem Aprendiz Rural.  O Programa foi totalmente desenvolvido pela Germinal Consultoria para o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) – Administração Regional do Estado de São Paulo, entre 2004 e 2006.

II. A Biografia do Futuro

Major Clanger, Sunset behind Astoria-Megler Bridge - Flickr

Relaxamento e Imaginação ativa

Providencie um fundo musical suave e alegre (As Quatro Estações de Vivaldi, por exemplo). Oriente um relaxamento pedindo aos participantes para se posicionarem de forma confortável em seus lugares, fecharem os olhos e se concentrarem na respiração, inspirando e expirando profundamente. Peça para relaxarem pés, pernas tronco, ombros, nuca, face, pálpebras e testa, sempre respirando profundamente.

Depois, inicie um processo de imaginação ativa. Informe-os que eles estão com vinte e cinco anos (sempre na terceira pessoa do singular). Peça para se olharem com vinte e cinco. O corpo, a pele (que melhorou muito), os cabelos (que estão com outro visual).

Siga falando que faz uma linda manhã e eles estão se preparando para ir ao trabalho. Olham-se no espelho e se dão conta que o tempo passou depressa. Parece que outro dia mesmo estavam terminando o Programa de Aprendizagem Rural.

Você se lembra do “Projeto de Vida” que elaborou nessa ocasião? De lá para cá muita coisa mudou na sua vida. E o melhor é que você soube se adequar às circunstâncias, às oportunidades que foram surgindo. Teve muitas surpresas também, nesse período. Algumas ótimas. Sua vida afetiva virou de cabeça para baixo e ficou intensa, rica. É… parece que não tem do que reclamar. Bem, acho melhor você acabar de se arrumar, senão vai se atrasar para o trabalho.

Faça uma pequena pausa deixando apenas o som do fundo musical. Depois, devagar, peça para os jovens abrirem os olhos e tomarem contato com o ambiente.

Biografia do futuro

Aproveitando o aquecimento da atividade anterior, informe que os aprendizes vão elaborar uma biografia do futuro. Distribua folhas de papel em branco. Peça para localizarem a orientação específica no Cartilha do Aprendiz e coloque-se à disposição para esclarecimentos.

Biografia do Futuro: Trabalho individual

Muita coisa já aconteceu na sua vida, desde que terminou o Programa de Aprendizagem Rural. Conte tudo o que aconteceu nesse período.Escreva sobre sua vida desde o curso até o seu momento atual, com a idade de 25 anos.Não se esqueça de abordar todos os aspectos da sua existência: profissional, educacional, familiar, afetivo, etc. Utilize a primeira pessoa do singular, escreva frases curtas.

Durante a redação, o silêncio deve ser total, com exceção da música de fundo que permanecerá audível até o encerramento da atividade.

Catar feijão

Depois de concluírem seus textos, solicite para os aprendizes localizarem, no Cartilha do Aprendiz, a poesia Catar Feijão, de João Cabral de Melo Neto e fazerem uma leitura silenciosa.

Texto de Apoio 8: Catar feijão

Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na da folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.

      Ora, nesse catar feijão, entra um risco:
o de entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quanto ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a com o risco.

Melo Neto, João Cabral. Obra Completa, Rio de Janeiro, Editora Nova Aguilar, 1999.

Extraia com os aprendizes as idéias da poesia, sobre a comparação entre catar feijão e escrever. A busca das palavras mais adequadas, a eliminação do que não encaixou bem, do que não deu um bom tom, o encontro da palavra que desperta o leitor… Fale sobre a importância do trabalho artesanal de construir um texto: o rascunho obrigatório, a leitura crítica – do próprio autor ou de outra pessoa – e as correções para fazer o texto definitivo, a consulta ao dicionário e à gramática.

A revisão, ou leitura crítica, feita por olhos estranhos, ajuda a detectar imprecisões e descobrir inúmeras possibilidades de melhorar o texto. Quando a revisão é feita pelo autor, convém aguardar um tempo para conseguir um distanciamento crítico. Isso ajuda a perceber mais os erros e as possibilidades de aprimorar o texto.

No trabalho nem sempre é possível ter esse tempo, então é interessante contar com a revisão de um colega.

Trabalho em duplas

Neste momento, os participantes devem escolher (e é importante que escolham realmente) seus pares, formando duplas, para dar prosseguimento ao trabalho de elaboração da biografia. Peça que eles localizem na Cartilha do Aprendiz a instrução para o trabalho em duplas. Coloque-se à disposição para esclarecimentos.

Biografia Futura: revisão compartilhada

a) Trocar as redações e fazer uma primeira leitura da biografia do colega silenciosamente, sem comentários ou interrupções.

b) Ler pela segunda vez, fazendo revisão. Assinalar, com um lápis, as partes que não entendeu completamente ou teve dificuldade inicial para entender e tudo o que considerar que precisa ser corrigido: coerência, organização dos parágrafos, sinais de pontuação, correção da grafia, acentuação gráfica e concordância.

c) Conversar sobre a biografia de cada um, uma de cada vez, cada um comunicando ao outro as partes assinaladas e explicando as razões.

d) Destrocar as redações, fazer individualmente a versão final da autobiografia futura.

Depois das duplas concluírem seus trabalhos, peça para que todos afixem suas biografias do futuro em lugar visível. Depois, faça a proposta de um pequeno intervalo.

Este post foi publicado originalmente no blog Aprendendo com poesia.

 

Competências básicas para o trabalho e para a vida: a experiência da Oficina de Comunicação Oral e Escrita no Programa de Aprendizagem Rural 13 de setembro de 2008

 

O Programa de Aprendizagem Rural, destinado aos jovens aprendizes, foi desenvolvido pela Germinal Consultoria para o SENAR de São Paulo. Busca desenvolver competências básicas para o trabalho, competências gerais para o trabalho rural e competências para o empreendedorismo. Para o desenvolvimento dessas competências, tem uma organização curricular composta por Projetos e Oficinas, como pode ser visto aqui. Para cada um desses componentes curriculares foi elaborado um manual para o coordenador docente, outro para o participante, de modo a propiciar um referencial para a ação docente e facilitar a integração e o treinamento dos professores do Programa.

 

Como na amostra da Oficina de Comunicação Oral e Escrita publicada no post anterior, o manual do coordenador docente contém sugestão para o desenvolvimento da Oficina, detalhada passo a passo. Os manuais estão desenhados de forma a promover a integração entre as diferentes unidades curriculares. Esta integração é feita pelo projeto que articula cada eixo temático ou dimensão do Programa. No caso da Oficina de Comunicação Oral e Escrita, Ser Pessoa é o eixo temático e o Projeto de Vida é o que articula o currículo do eixo.

 

Todos os eixos do Programa (Ser Pessoa, Ser cidadão, Ser Profissional, Ser Profissional da Agricultura e da Pecuária, Ser Empreendedor) são articulados pelo Projeto “Tornar uma Área Produtiva de Forma Sustentável”, que implica no trabalho em um terreno experimental. Assim, o trabalho concreto é a dimensão que integra todo o currículo. A forma como os conteúdos se integram através dos projetos pode ser vista claramente na quarta sessão de aprendizagem da Oficina, postada anteriormente.

 

Esses manuais já foram utilizados por um conjunto de coordenadores docentes do Programa de Aprendizagem Rural, em diferentes localidades do Estado de São Paulo. Posteriormente, em reunião de avaliação, os docentes relataram experiências com o desenvolvimento do Programa, em suas diferentes oficinas.

 

 

 

 

 

 

 

Resultados

 

 

 

 

 Os relatos dos resultados obtidos com a Oficina de Comunicação Oral e Escrita foram particularmente interessantes, e em alguns casos surpreendentes, porque iniciaram uma mudança positiva mais ampla na vida dos aprendizes.

 

Vários coordenadores docentes que utilizaram efetivamente as sugestões do manual, em diferentes localidades, comunicaram resultados similares, tais como:

 

  • Os jovens se envolveram,  e com prazer, nas atividades de expressão oral e escrita propostas;
  • Escrever e falar sobre si mesmo, seus planos, perspectivas e necessidades reais funcionou como um estímulo para a superação das dificuldades de expressão oral e escrita;
  • Escrever sobre as atividades do Projeto Articulador “Tornar uma Área Produtiva de Forma Sustentável” constituia um ato efetivo de comunicação, o que tornava motivadora a escrita.
  • A utilização intensiva da competência de ler e escrever foi uma experiência motivadora e importante para a continuação do aprendizado;
  • Coordenadores docentes receberam comunicações espontâneas de escolas regulares freqüentadas pelos aprendizes sobre progressos surpreendentes que os alunos haviam feito na disciplina Língua Portuguesa, após sua inserção no Programa de Aprendizagem Rural.
  • Alguns dos coordenadores docentes chegaram a relatar ter recebido avaliações das escolas traduzidas como “salto de desenvolvimento” dos alunos na comunicação escrita.
  • Outros receberam notícias sobre progressos pontuais importantes, reconhecidos pela escola regular, como, por exemplo, melhor compreensão da leitura e mais qualidade na comunicação escrita e, ainda, mais e melhor expressão oral.
  • Houve depoimentos com afirmativas de que alunos que não escreviam passaram a escrever. 

Comentários sobre a importância desses resultados para os aprendizes, na vida e no trabalho, no contexto da educação nacional hoje, são desnecessários por serem evidentes. Entretanto, pensar em como chegar a eles pode ser de grande valia.

O que a Oficina fez foi muito simples: proporcionou condições para que ocorressem experiências significativas de comunicação oral e escrita.

 

Quais foram essas condições? Entre outras, merecem destaque:

 

1. A experiência de comunicar através da escrita e da fala com envolvimento emocional sobre o conteúdo comunicado:

  • comunicando conteúdo relevante que diz respeito diretamente ao comunicador;
  • trocando idéias com os pares sobre essas comunicações pessoais;
  • fazendo continuamente auto-avaliação de desempenho nas experiências de comunicação e buscando superação.

2. A superação de dificuldades técnicas da escrita e da fala:

  • tirando lições a partir da reflexão sobre a própria experiência de comunicação oral e escrita;
  • comparando e discutindo suas lições com as lições das experiências dos outros;
  • buscando adicionalmente informações sobre a adequação à norma culta através da literatura e fazendo novas tentativas de comunicação, aplicando-as, com ganho de qualidade.
Salvador Dali, Person in the window
Salvador Dali, Person in the window

 

 O fato do aprendiz concluir a Oficina com a convicção pessoal de ser capaz de comunicar-se oralmente e por escrito, é outro resultado inestimável. Proporciona o impulso para continuar melhorando a capacidade de comunicação, qualidade imprescindível para o bem viver e para o desempenho profissional futuro.

 

 

 

 
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