Germinal – Educação e Trabalho

Soluções criativas em Educação, Educação Profissional e Gestão do Conhecimento

Canteiro de Flores 20 20UTC Julho 20UTC 2009

 

 

Claude Monet - The Artist Garden

Claude Monet - The Artist Garden

No Programa Jovem Aprendiz Rural, o Canteiro de Flores é a primeira e pode ser a mais significativa atividade do Projeto Articulador: Tornar uma Área Produtiva de Forma Sustentável.

 

O canteiro de flores é um micro-cosmo, que, se ampliado, será o terreno experimental onde o projeto é desenvolvido, que, no futuro, resultará em unidades rurais sustentáveis, que, ampliadas, ajudarão na construção de uma agricultura sustentável.

 

 O canteiro de flores é um símbolo e, ao mesmo tempo, a síntese de uma concepção e prática pedagógicas.

 

Temos denominado de Aprendizagem Criativa a essa concepção e prática educativa. O excerto abaixo retirado do Manual do Instrutor do Projeto Articulador do Programa Jovem Aprendiz Rural é um exemplo concreto da Aprendizagem Criativa:

 

A construção do Canteiro de Flores

Faça a projeção do segmento “Demônio Chorão’ do filme “Sonhos” de Akira Kurosawa. Também pode ser utilizado o segmento “Povoado dos Moinhos”, do mesmo filme. Solicite a atenção de todos para o filme.

  

  

Ao final da projeção, abra espaço pra uma breve discussão. Interrompa-a depois de cinco minutos, mesmo sem ter havido uma conclusão.

  

Informe que, hoje, o grupo de aprendizagem vai conhecer o terreno experimental e fazer a primeira intervenção nele: plantar um pequeno canteiro de flores. Informe os participantes que eles têm, sobre a mesa, sementes de 30 espécies diferentes de flores. Na seleção das espécies de flores é interessante escolher aquelas que possam ter uma função no equilíbrio ecológico do terreno experimental. As sementes estão identificadas por etiquetas feitas com Post-it. Cada participante deve escolher apenas uma espécie de flor.

  

Após a escolha, cada participante deve apresentar a sua flor e dizer o motivo de tê-la escolhido. Durante as falas, os participantes devem iniciar a construção do quadro a seguir. Ele deve ser completado até o fim do Programa de Aprendizagem Rural.

  

 

Tabela 5: Canteiro de  flores

Nome do Participante

Espécie Escolhida

Viva até …

Época(s) de florada(s)

Destino das Flores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aproveite o momento em que os participantes falam sobre suas escolhas e a tabela em construção como instrumentos para a memorização dos nomes dos participantes. Associar o nome do participante à espécie de flor escolhida pode auxiliar nessa tarefa.

  

Informe aos participantes qual é o primeiro desafio da atividade do projeto: plantar a sua espécie de flor e mantê-la viva até o final do Programa, colher pelo menos uma florada e dar um destino nobre às flores colhidas.

  

Plantio

O plantio deve ser feito imediatamente. Para tanto, o grupo deve escolher o local do canteiro de flores. Deve preparar um ou mais canteiros, cuja área total não exceda 4 metros quadrados. A escolha do local, a preparação do solo, a divisão do espaço total, a distribuição das espécies, o plantio e os cuidados posteriores ao plantio devem ser feitos sem nenhuma interferência sua ou do coordenador. Mesmo que solicitado, não responda a perguntas, a não ser as relativas à qualidade do solo. Se perguntado, informe que o PH do solo já foi corrigido.

  

O momento é de diagnóstico dos conhecimentos e das competências já existentes no grupo. É momento também de verificar o nível de desenvolvimento das competências para o trabalho em equipe da turma. A observação da forma de tomada de decisão em grupo, em especial o nível de consenso nas decisões grupais, é importante para subsidiar um debate mais focado a ser travado na Oficina de Trabalho em Equipe.

  

Após o plantio, cada participante deve identificar o seu espaço no canteiro com seu nome e o nome da espécie de flor por ele escolhida. Esse é outro momento que você deve aproveitar para memorizar o nome de cada aprendiz. A partir de agora procure chamar cada participante pelo seu nome. Em caso de dúvida, pergunte o nome do aprendiz a quem você vai se dirigir ou consulte o coordenador que conhece o grupo a mais tempo.

  

Logo depois do plantio, os participantes devem planejar os cuidados posteriores com o canteiro e, se necessário, transmitir e recomendar esses cuidados ao auxiliar responsável pelas atividades de manutenção do terreno experimental. Feito isso, convide os participantes para um breve intervalo.

 

Observação para o coordenador

O canteiro de flores pode ser visto como a expressão da alma coletiva do grupo e como a síntese do conhecimento previamente existente e a construir. Permite aplicar e resumir, em um pequeno espaço, todas as competências já existentes no grupo e todas as competências em processo de desenvolvimento. Quanto mais o canteiro for significativo, mais pleno de sentido, mais depositário da emoção e da afetividade do grupo, maior será a importância dele no desenvolvimento do projeto. Cada instrutor, segundo sua própria sensibilidade, em função das características do grupo, encontrará a forma de dotar de encanto e magia o pequeno pedaço de terra destinado às flores.

 

 

O vídeo incluído a seguir, mostra, nas cenas de dinâmicas coletivas realizadas fora da sala de aula, o canteiro de flores plantado pelos jovens aprendizes rurais de Itapetininga. O canteiro de flores não é imeditamente visível e não está explicitamente no centro da cena. O símbolo é assim. O canteiro de flores está no pé da cena que o reproduz, concretiza e humaniza: uma roda de jovens de mãos dadas. O canteiro torna-se círculo: símbolo da perfeição.

 

 

 

2001 – Uma odisséia no espaço e o processo criativo 15 15UTC Julho 15UTC 2009

 

Texto que publicamos a seguir, com pequenas alterações e sem as ilustrações, foi extraído de : Küller, J.A. Ritos de Passagem – Gerenciando Pessoas para a Qualidade. São Paulo, Editora SENAC, 1996, pg. 304 a 307. Para mais informações sobre o Livro, clique aqui.

 

 

A partir de um filme de ficção, vamos fazer uma breve leitura do processo criativo. A cena inicial do filme 2001 – uma odisséia no espaço servirá de ilustração do especial entendimento do processo criativo que será adotado aqui. A seqüência inicial do filme mostra as condições de vida de um primata. Ele é herbívoro e disputa folhas e raízes com um ruminante, parecido com a capivara. O primata é facilmente atacado e subjugado por carnívoros, contra os quais não tem defesa. Vive em bando e disputa o suprimento de água com bandos rivais. Mora em cavernas e à noite, no escuro, seus olhos brilham de medo.

Em uma manhã, um estranho monolito aparece no território dos primatas. É uma longa pedra cubiforme e polida. Uma reação, também estranha, apodera-se dos macacos. Eles são irresistivelmente atraídos para a pedra. Freneticamente, cheiram-na e tocam-na. Como fundo musical da cena, ouve-se Lux aeternea (luz eterna).

 

Corte rápido, um outro momento e uma outra cena. Um dos primatas está em frente ao monolito, olhando para ele, e, distraidamente, mexe com um osso que é parte do esqueleto de um dos ruminantes. Aparece, no horizonte, uma conjugação entre Sol e Lua. De repente, ele se agita. Passa a bater o osso, em ritmo e força crescentes, sobre o resto do esqueleto. O movimento culmina quando o osso, agora arma, esmaga o crânio descarnado da capivara. Ao mesmo tempo, o primata, agora homem, visualiza o animal ainda vivo tombando sob o golpe desferido na imaginação.

 

Da imagem ao ato. Na cena seguinte, o bando, agora projeto de tribo ou de grupo, come a carne do animal efetivamente abatido. Segue-se a conquista do bebedouro. O grupo armado enfrenta os rivais. O chefe do bando inimigo é morto e o suprimento de água é conquistado. Na euforia da vitória, um dos homens lança para cima o osso, instrumento primeiro, que, lá no alto, se transforma em espaçonave. É uma cena brilhante. Em um segundo, toda a epopéia da evolução tecnológica e humana é insinuada.

 

 

O que é dito na seqüência do filme sobre o processo criativo? Em primeiro lugar, o foco do processo é apresentado: a defesa e a obtenção de suprimentos. Todo o processo criativo é focado e limitado por um campo de aplicação que, por motivos internos, seja necessidade, desafio, paixão ou desejo, adquire uma relevância para o sujeito. As cenas iniciais de 2001 apresentam em detalhes o cenário em que o ato criativo virá à luz e a situação de impotência do primata. Numa rede de influências recíprocas tem-se, no exterior, uma área de aplicação. E no interior do homem, uma pulsão orientada, delimitada e intensificada pelo campo, assim tornado foco, como necessidade desesperada de sobrevivência, fazendo explodir a criação.

 

No filme, o criativo emerge associado a dois símbolos: o monolito e a conjunção entre Sol e Lua. O que querem dizer aí? O monolito é um objeto estranho e inexplicável no contexto em que aparece. Sua forma perfeitamente retilínea indica que a pedra foi intencionalmente recortada e polida. Naquele estágio de desenvolvimento humano, só por isso já é um objeto misterioso. A intensa atração que ele exerce sobre os primatas e a sua presença dominante no ato da criação são outras facetas de seu mistério.

 

O monolito pode ser visto como símbolo do próprio impulso criativo. O impulso e a sua origem são misteriosos como o monolito. Está além da atual compreensão humana o conhecimento da origem e natureza da criatividade. Jung denomina-a instinto. Como tal, está além da consciência e além da psique. Brota do, pertence ao e mistura-se com o mistério da vida. Para os religiosos, a criatividade brota de e está implicada com a divindade. No filme, a música Luz eterna, que acompanha o aparecimento do monolito, parece ser uma indicação nesse sentido.

 

“O instinto criativo (…). Não é um dom ou uma graça especial, um talento ou uma artimanha. É antes uma imensa energia originada além da psique humana e que impulsiona a autodedicação via um ou outro meio específico (…). Por isso, nossa relação com a criatividade favorece a atitude religiosa e nosso modo de descrevê-la muitas vezes se serve desta linguagem” (James Hillman, O mito da análise: três ensaios sobre de psicologia arquetípica, Riode Janeiro, Paz e Terra, p.41).

 

A Lua e o Sol, aparecendo juntos sobre o monolito, simbolizam a conjugação dos opostos. No irromper do criativo há uma conjugação de inconsciente e consciente. Uma agitação toma conta do primata e ao gesto inconsciente da mão, que a anuncia, soma-se o aparecimento da idéia, que brota na consciência como imagem. Uma imagem significativa dos antecedentes, da situação atual e da potencial transformação global e não como pensamento analítico. No caso, a intuição é o canal do impulso criativo para o consciente e não o pensamento. O veículo é a imagem.

 

As referências dos grandes criadores sobre o nascimento da idéia criativa parecem reforçar a preferência do impulso pelo canal da intuição. “De repente, surgiu uma luz… Quando não estava pensando mais no assunto, a idéia toda veio de súbito.” Raramente existe uma explicação clara de como a compreensão (mais que a idéia) surgiu. Raramente, ela surge a partir de uma dedução lógica. Tem uma característica de compreensão global e súbita. Surge nos momentos em que o indivíduo nem sequer está pensando no assunto. Aparece no banho, no sonho, ao acordar… Seja por meio de uma imagem significativa, de uma iluminação instantânea ou de um sonho, o impulso criativo emerge à consciência e é acompanhado de uma emoção especial.

 

O filme também retrata todo o processo de acúmulo gradativo da tensão criativa na relação entre o criador e o campo. Mostra a intensa emoção do primata durante a passagem do impulso pela barreira que separa o inconsciente do consciente. Explicita, finalmente, as emoções que sucedem a passagem: euforia e liberação. Aspectos da função consciente sentimento parecem estar presentes na intensificação do campo, na irrupção do impulso e após sua liberação. A conjugação Sol (pensamento e percepção) e Lua (sentimento e intuição) é necessária para a irrupção do criativo.

 


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Educação Expandida e Aprendizagem Criativa 26 26UTC Junho 26UTC 2009

Festival Zemos98 - Entrevista de Clara Bog

 

Temos tratado da Aprendizagem Criativa, em um conjunto de artigos ainda não concluído, como uma forma potencialmete inovadora de abordar a educação escolar.  Podemos definir a  Aprendizagem Criativa,  como uma forma de aprender que, para além da construção do conhecimento, possibilita a sua recriação no próprio momento em que ele é aprendido.

 

Em post anterior, já tínhamos constatado a necessidade de explicitar as conexões da Aprendizagem Criativa com o construtivismo e com uma determinada perspectiva escolar orientada pela construção de competências para a vida e para o trabalho. Mas, parece que isso não é o bastante.

 

Recentemente, tomamos contato com o Festival Zemos98, que aconteceu de 23 a 28 de março de 2009, em Sevilla (Espanha) e que promoveu o Simposio Educación Expandida. O Simpósio define Educação Expandida como aquela que pode acontecer em qaulquer momento e qualquer lugar. O contato com o tema do Simpósio lembrou-nos de uma outra conexão com a Aprendizagem Criativa, que hoje é necessária.

 

O termo Educação Expandida, se novo, não indica uma realidade nova. Sempre se aprendeu em todo o tempo e lugar. Mas o que sempre aconteceu adquire uma tonalidade diferente com o crescimento exponencial dos meios e das tecnologias de informação e comunicação atualmente disponíveis. Hoje, praticamente todo o conhecimento do mundo está imediatamente disponível para quem puder e souber acessá-lo.

 

No Simpósio, constatou-se que as pessoas estão inventando as metodologias necessárias para o acesso a esse conhecimento. É um processo vivo que pode ser observado mesmo nos lugares mais pobres e carentes do planeta. As pessoas não estão apenas recriando o conhecimento e apropriando-se dele. Estão também criando seus próprios mecanismos de aprender.

 
Festival Zemos98 - Oficina de Introdução ao Teatro do Oprimido

Festival Zemos98 - Oficina de Introdução ao Teatro do Oprimido

 
O mais interessante é que esta criação ocorre ao largo da escola. Esse processo implica em um crescente anacronismo da escola, não apenas em relação à transmissão da informação. Essa é apenas a face mais visível do atraso. As escolas e os professores estão ficando atrasados também em relação às formas de aprender de seus alunos, que as desenvolvem (muitas vezes em solidão) em suas casas, nas ruas (telemóveis), nas lan-houses, nos cibers-café…
 
 
Esse desenvolvimento solitário, essa auto-aprendizagem está se transformando em algo tão importante que Ronaldo Lemos, um brasileiro que participou do Simpósio, acredita que o papel da escola, hoje, nem seja o de favorecer a construção do conhecimento. Ele diz que os estudantes devem ser atraidos para compartilhar seus saberes com os professores.
 
 
Ronaldo Lemos afirma que o papel da escola deveria ser o de compartilhar: compartilhar conhecimentos, compartilhar ferramentas, compartilhar metodologias de aprender…
 
 
Fazendo uma conexão com a Aprendizagem Criativa, que julgamos necessária, diríamos que o papel da escola pode ser esse, sim. É preciso compartilhar conhecimentos, ferramentas e metodologias de aprender. Mas, é necessário que tal compartilhar aconteça em uma atmosfera que incentive, favoreça e possibilite a criação e a recriação dos saberes.
 
 
A intensificação da aprendizagem em espaços não-escolares, por outro lado, obriga pensar a educação em um contexto mais ampliado que o da escola. Esse contexto pode ser o da cidade educativa ou educadora. Mas isso já é tema para outra conversa.
 
 
Festival Zemos98 - Oficina de Fábrica Expandida
 
 
Para os interessados em aprofundar a discussão, incluímos a seguir o link para o vídeo que deu origem às reflexões anteriores.
 

Balzac.tv: Educación expandida

La educación expandida es aquella que puede suceder en cualquier momento y en cualquier lugar. Estuvimos en el ZEMOS98, en Sevilla, con Ronaldo Lemos, Jesús Martín Barbero, Brian Lamb, y Juan Freire, para que nos explicaran cómo veían la educación en la era de Internet. Y te preguntamos: ¿cómo se expande para tí la educación?

 

Criando um blog 21 21UTC Maio 21UTC 2009

Jovem Aprendiz Rual de Santa Albetina (SP)

 

O texto apresentado a seguir é um excerto do Manaul do Instrutor da Oficina de Tecnologia da Informação, do Programa Jovem Aprendiz Rural.

 

O programa foi totalmente desenvolvido pela Germinal Consultoria para o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Administração Regional de São Paulo.

 

Todos os Manuais do Instrutor e as Cartilhas dos Alunos forma desenvolvidos pela Germinal. Deles já postamos alguns excertos que podem ser acessados clicando-se aqui.

 

 

Excerto: Criando um blog

santa albetina3

Pergunte se todos sabem o que é um Blog. Explique rapidamente o que é e como funciona . Oriente-os para que entrem em dois ou três Blogs para conhecerem suas possibilidades e funcionamento. Se quiserem, podem interagir (fazer comentários) com alguns deles.

 

 

Observação importante
Observe que será feito o primeiro acesso orientado do grupo à Internet. É possível que durante a exploração livre da sessão anterior, outros acessos a blogs tenham acontecido. É importante então que você tenha programado, desde o início da Oficina, restrições ao acesso a sites não desejados.

 

 

 Tão logo esteja o Blog da turma criado (isso acontecerá muito rapidamente, no máximo em 10 ou 15minutos), todas as duplas poderão entrar e começar a primeira participação. Comece escrevendo algo sobre a visita do dia anterior.

 

 

 A partir de sua postagem, peça para que cada dupla escreva sobre algum fato ou incidente interessante que aconteceu durante a visita e publique no blog. Também são bem-vindos os comentários, as dicas e as opiniões. Deve também haver espaço para brincadeiras. Uma categoria destinada a isso poderá ser criada. Enfim, o Blog deverá ir se construindode acordo com o interesse de cada turma. Estimule continuamente a alimentação do Blog. Deixe bastante livre a forma de expressão e os assuntos veiculados.

 

Ao encerrar a atividade com o Blog, peça que saiam dele e avise que todos os dias poderão entrar para ler e escrever no Blog. Se houver participantes que tenham acesso à Internet fora do Programa de Aprendizagem, eles poderão entrar e escrever no Blog, em qualquer dia ou horário. Estimule essa prática. Estimule, especialmente, que os participantes usem o Blog para trocar informações sobre o grande desafio da Oficina, apresentado a seguir.

 

 

Lançando o grande desafio da Oficina
Faça uma apresentação solene do grande desafio da Oficina de Tecnologia da Informação: o projeto de criação e realização de uma revista eletrônica. O tema básico da revista eletrônica será o desenvolvimento sustentado e a agropecuária. Colocado como questão, o tema pode ser assim enunciado: Qual o papel da agropecuária no desenvolvimento sustentado?

   

Santa albetina2Em função dessa forma de funcionamento da oficina, todos os anos, são criados muitos blogs de turmas do Jovem Aprendiz Rural .

 

Colocamos, na coluna à direita, muitos links para os blogs criados até o ano de 2008.

 

Neste mês, começaram a aparecer na blogosfera os primeiros blogs das turmas de 2009. O primeiro que encontrei foi o da turma de Santa Albertina (SP). Para acessá-lo, clique aqui.

 

Escola do futuro? 30 30UTC Março 30UTC 2009

 

Quem vai ensinar – e o quê – aos alunos do século XXI?

 

Pedro Silveira
LINKS RELACIONADOS

Por Caio Barreto Briso, Kleyson Barbosa, Luís Guilherme Barrucho e Sofia Krause

 

“Uma sala de aula com carteiras enfileiradas diante de um quadro negro. Os alunos, calados, prestam atenção no professor. Memorize esta cena: ela está com os dias contados. A entrada das novas tecnologias digitais na sala de aula criou um paradigma na educação: como tais ferramentas, que os alunos, não raro, já dominam, podem ser aproveitadas por professores que, frequentemente, mal as conhecem? As escolas têm, pela frente, um desafio e uma oportunidade. O desafio: formular um projeto pedagógico que contemple as inovações tecnológicas e promova a interatividade dos alunos. A oportunidade: deixar para trás um modelo de ensino que se tornou obsoleto no século XXI” (clique no título acima da foto para ver a matéria completa).

 

Com o título, a ilustração e o parágrafo acima incluídos, a Revista Veja, edição de 25 de março de 2009, inicia um artigo sobre a escola do futuro.

 

O que chama atenção, neste início de artigo, é a contradição entre foto e texto. A foto contradiz, ponto a ponto, o texto.

 

A sala com carteiras enfileiradas, onde alunos, calados, prestam atenção no professor, não está com os dias contados. A foto mostra que a tecnologia não muda o paradigma tradicional. O professor continua no centro da cena.

 

É verdade que os alunos podem, em suas carteiras digitais, acompanhar de perto o que está sendo apresentado na lousa digital. Podem não olhar para o professor, mas todos olham para o que ele está apresentando. No essencial, a foto mostra que nada muda. Mais que isso. A tecnologia é usada para fixar o paradigma tradicional.

 

O dispositivo arquitetônico instalado para dar suporte às telas dos computadores reforça e fixa o arranjo em auditório. As enormes bancadas fixas, criando dois níveis, impedem outros arranjos da sala. Isso dificulta o desenvolvimento de um conjunto de atividades pertinentes à uma Aprendizagem Criativa.

 

Parece que não será a tecnologia da informação que mudará um modelo pedagógico que está profundamente incrustado no “inconsciente coletivo” de nossa sociedade e de nossos educadores. A fixação em um dispositivo arquitetônico é apenas um exemplo.

 

Para aprofundar a discussão em relação à fixação dos modelos arquitetônicos, veja o artigo de meu amigo Jarbas Novelino  Barato “Prédios e equipamentos escolares ensinam”, no blog Boteco Escola.  Leiam também o post deste blog: Arquitetura escolar e Aprendizagem Criativa.