Germinal – Educação e Trabalho

Soluções criativas em Educação, Educação Profissional e Gestão do Conhecimento

As tardes de chuva e sol 21 21UTC junho 21UTC 2011

Fiz a inscrição porque queria ganhar conhecimento. Queria também fazer para depois do curso conseguir algum trabalho. Mas não sabia que lá me aguardava amigos e irmãos que se tornaram parte de minha vida.

Os puxões de orelha, as cobranças e as exigências dos instrutores até agora contribuiu para eu ser uma pessoa melhor e com mais conhecimento.

Estou há espera do que eu irei aprender mais. No primeiro dia foi muito divertido e ao mesmo tempo tenso. Não conhecíamos todos e a vergonha bateu.

Ao passar dos dias fomos nos tornando “sem-vergonha” como a Solange diz. Ela nos quer sem-vergonha no sentido de não ser tímido.

As brincadeiras vão ficar guardadas. Foram muitas e muitas. Sempre nos alegrando, mas com o intuito de nós aprendermos algo por trás da brincadeira. Foram o nó humano, os escravos de Jô, escape e outras.

Fizemos muitas apresentações, sempre acontecia alguma coisa e todos riam, era bom para o grupo que apresentava, para não ficarem com vergonha. Cada apresentação, cada trabalho feito era uma superação. Todos nunca imaginaram que poderíamos fazer certas coisas.

(continua)

Os parágrafos anteriores constituem o início de um texto de Marieli Silva, aluna do Programa Jovem Aprendiz Rural de São Manuel (São Paulo). O Programa Jovem Aprendiz Rural foi desenvolvido pela Germinal Consultoria para o SENAR de São Paulo. O texto foi publicada no blog da turma e pode ser lido na íntegra clicando aqui.  O link remete a outros textos interessantes da mesma turma, publicados no mesmo blog. A edição do blog é uma proposta que é feita na Oficina de Informática do Programa.

 

As 10 páginas mais visualizadas do blog Germinal – Educação e Trabalho 14 14UTC junho 14UTC 2011

Filed under: Acontece,Sem Categoria — José Antonio Küller @ 10:20 pm

Com mais de 350.000 visitas, as páginas mais acessadas do blog Germinal – Educação e Trabalho são as seguintes:

 

Unesco apoia uma estrutura curricular que torne o ensino mais atraente 14 14UTC junho 14UTC 2011

O Site do O Globo, em 13/06/2011,  veiculou a seguinte notícia sobre os Protótipos Curriculares para o Ensino Médio desenvolvido ela Representação da UNESCO no Brasil:

 

BRASÍLIA – A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) está convencida de que é preciso mexer na estrutura curricular das escolas para tornar o ensino mais atraente para os jovens. A Unesco sugere que 25% da carga horária sejam destinados a atividades independentes das disciplinas tradicionais. A ideia é que as turmas desenvolvam projetos, a partir dos conhecimentos aprendidos em sala de aula. Pode ser um programa de prevenção da Aids e do uso de drogas, a criação de um blog ou um levantamento sobre o mercado de trabalho na comunidade.

Os demais 75% da carga horária poderiam ser preenchidos com disciplinas tradicionais ou não, desde que quatro áreas do conhecimento fossem contempladas: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. O fundamental, segundo os Protótipos Curriculares do Ensino Médio elaborados pela Unesco, é que as aulas expositivas deem lugar a uma dinâmica que tenha o estudante como protagonista da investigação e da busca do conhecimento.

— A prática hoje no interior da escola é compartimentada em disciplinas isoladas, sem planejamento coletivo, sem políticas mais estruturadas de formação de professores — resume a oficial de Projetos em Educação da Unesco no Brasil, Marilza Regattieri.

A proposta da Unesco foi apresentada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) no mês passado. A entidade pretende agora firmar parceria com governos estaduais para realizar um projeto piloto. Ou seja, levar os protótipos ao teste de fogo das salas de aula. Além de um modelo para o ensino médio de formação geral, a Unesco sugere uma organização curricular para o ensino médio integrado à formação profissional, isto é, curso geral mais curso técnico

 

. 13 13UTC junho 13UTC 2011

Filed under: Acontece — José Antonio Küller @ 10:29 pm

A VEJA  São  Paulo veicula notícia sobre o uso da tecnologia da informação em escolas paulistas. Em geral, são exemplos de modernização conservadora. A tecnologia é usada  para manter-se o status quo.

Escolas aceleram a adoção de equipamentos digitais

Pueri Domus, Objetivo e Santa Cruz, por exemplo, passarão a usar tablets na virada para o segundo semestr

Julliane Silveira | 15/06/2011

 

Turma do ensino fundamental do Objetivo: 6.000 equipamentos para os alunosTurma do ensino fundamental do Objetivo: 6.000 equipamentos para os alunos.
Giz, lousa, cadernos e mochila recheada de livros. Em um futuro próximo (ninguém sabe precisar quando), esses itens poderão fazer parte do passado em uma série de escolas paulistanas. A aposentadoria desses materiais era uma coisa previsível desde que começaram a se popularizar por aqui equipamentos como os notebooks, mas agora essa substituição ganha velocidade. Na virada para o segundo semestre, ao menos três colégios adotarão tablets, como o iPad, da Apple, em algumas de suas turmas. O Pueri Domus, por exemplo, com quatro unidades na Grande São Paulo, distribuirá na volta às aulas esses computadores de mão a alunos do 1º ano do ensino médio. Eles usarão os aparelhos para fazer anotações, além de consultar edições digitais dos livros didáticos e de obras da literatura integrantes do currículo.
Crianças vivem uma overdose de tecnologia?
O Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, está adaptando suas apostilas para essa mesma plataforma. No segundo semestre, um projeto piloto será implementado em classes do 3º, 4º, 7º e 8º anos do ensino fundamental. “Queremos analisar como será a dinâmica do aprendizado com essas inovações”, afirma Moisés Zylbersztjan, coordenador de ensino de informática e da biblioteca. Caso a experiência seja bem-sucedida, os aparelhos deverão entrar para a lista de compras de material escolar dos alunos em 2012 (há tablets a partir de 600 reais sendo oferecidos no mercado). O Objetivo, que tem doze endereços na cidade, comprou, de uma vez, 6.000 equipamentos, que usará como teste neste ano.
Dante Alighieri: uso de computadores a partir dos 3 anos de idade
Dante Alighieri: uso de computadores a partir dos 3 anos de idade
Cenas de crianças com notebooks e smartphones em cima das carteiras já entraram no cotidiano de determinadas escolas privadas, assim como lousas eletrônicas. Várias delas investiram na instalação de redes de internet sem fio para facilitar a vida de quem traz o equipamento de casa. Grifes da educação como Bandeirantes, Dante Alighieri e Rio Branco estão nessa lista. A proliferação da tecnologia as obriga a criar regras para o uso. A maioria proíbe deixar o celular ligado durante as atividades. Quando o professor passa a lição na velha lousa, em muitos casos é permitido fotografar o conteúdo com os aparelhos. Sempre, porém, confia-se desconfiando no compromisso dos alunos de não fugir para joguinhos, vídeos engraçados e notícias de futebol. “Fico sempre de olho”, diz o professor Eduardo Castro, que usa o Facebook para trocar textos com os alunos do Sidarta nas aulas de geografia. Um deles, Danilo Oliveira Vaz, de 16 anos, reconhece que é preciso ter muita disciplina. “Nem entro em páginas que não têm a ver com a matéria para não cair em tentação”, jura.
Alguns dos recursos já utilizados pelas escolas
Em um país de ensino tradicionalmente fraco em ciências exatas, o material didático digital facilita a compreensão ao transformar em ilustrações animadas e coloridas fenômenos de física ou equações trigonométricas, que dão sentido ao cálculo que se acaba de fazer. “Hoje, o aluno passa três horas numa equação sem entender o conceito do que está fazendo”, afirma José Armando Valente, pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Unicamp. Por outro lado, esse material didático acaba por reforçar o papel do docente em sala de aula, mas de forma diferente. Sai o estilo “eu falo e vocês escutam” e cresce sua atuação como tutor do aprendizado. “O professor tem de mobilizar informações e orientar o trabalho do aluno individualmente”, explica Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, da Faculdade de Educação da PUC-SP, que trabalha na formação de professores para o uso de tecnologias. Se as vantagens sobre o didatismo são praticamente consensuais, certos pontos da inovação são controversos. Um deles: conforme os cadernos vão sendo menos usados, é possível abandonar o exercício da caligrafia? Pesquisas nos Estados Unidos, onde os tablets também começaram a chegar às aulas há pouco tempo, mostram que escrever a mão ajuda a criança a compor melhor o raciocínio — o ato de pegar o lápis ou a caneta e redigir ativa áreas do cérebro relacionadas à linguagem e à memória. Um trabalho de 2010 da Universidade de Washington mostrou que crianças que redigiram textos no papel escreveram mais palavras, em maior velocidade e com mais riqueza de ideias do que as que utilizaram um teclado. Além disso, os vestibulares brasileiros não dão sinais de que abandonarão tão cedo a escrita a mão em provas discursivas.
Enquanto esses entraves não se resolvem, colégios como o Vértice, campeão paulista de desempenho no Enem em 2009, puxam o freio. Lá não se permite o uso de nenhum aparelho, e a punição para quem burla as regras e mexe no celular, por exemplo, é das antigas: o aluno é expulso da sala. “Claro que está no plano de discussão o uso dos tablets, mas não sabemos ainda se realmente vai fazer diferença no aprendizado”, pondera o diretor Adilson Garcia. As escolas que apostam no aparelho também não sabem o efeito das mudanças na nota final dos alunos. Mas, para elas, não deixa de ser um risco desperdiçar a oportunidade de tornar o aprendizado mais atraente
 

Alunos do programa Jovem Aprendiz Rural têm aula de informática 6 06UTC junho 06UTC 2011

O Jornal Cruzeiro do Sul veiculou a seguinte notícia sobre o Programa Jovem Aprendiz Rural:

Os 34 alunos do programa Jovem Aprendiz Rural, que acontece na sede da Associação Anália Franco (rua Pedro Soares, 57, Chapara Grande – Itapetininga), tiveram, durante uma semana, aulas de informática aplicada à agropecuária, além de aprenderem como desenvolver uma revista eletrônica e um blog. O instrutor foi o especialista em TI Paulo Fabiano, da empresa Tecle Certo Informática.O programa Jovem Aprendiz Rural é promovido por meio de uma parceria entre o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Sindicato Rural de Itapetininga e a Associação Anália Franco. Recentemente, Amauri Elias Xavier e José Boletini (foto), respectivamente, presidente do Sindicato Rural de Itapetininga e coordenador do Senar local, visitaram o grupo.Tanto o curso quanto a alimentação e o transporte oferecido aos alunos são de graça. O programa será desenvolvido em módulos, com oficinas temáticas. Há, ainda, muita atividade prática, como o Terreno Experimental – uma simulação onde os participantes administrarão uma área, com o objetivo de torná-la autossustentável, mas respeitando o meio ambiente.Um dos aspectos mais valiosos do Jovem Aprendiz Rural é aproximar a teoria da realidade. Para isso, na Associação Anália Franco, foi montado um terreno experimental com 3000 metros quadrados, onde os alunos vivenciaram situações iguais às encontradas quando se administra uma pequena propriedade rural.

O Programa Jovem Aprendiz Rural foi desenvolvido pela Germinal Consultoria para o SENAR de São Paulo.
 

Aceitam tudo 3 03UTC junho 03UTC 2011

Filed under: Escritos nossos e de outros — José Antonio Küller @ 10:45 pm

O Terra Magazine publicou um muito ilustrativo artigo de Sírio Possenti sobre a polêmica em torno do livro Por uma vida melhor. O artigo começa assim:

De vez em quando, alguém diz que linguistas “aceitam” tudo (isto é, que acham certa qualquer construção). Um comentário semelhante foi postado na semana passada. Achei que seria uma boa oportunidade para tentar esclarecer de novo o que fazem os linguistas.

Mas a razão para tentar ser claro não tem mais a ver apenas com aquele comentário. Surgiu uma celeuma causada por notas, comentários, entrevistas etc. a propósito de um livro de português que o MEC aprovou e que ensinaria que é certo dizer Os livro. Perguntado no espaço dos comentários, quando fiquei sabendo da questão, disse que não acreditava na matéria do IG, primeira fonte do debate. Depois tive acesso à indigitada página, no mesmo IG, e constatei que todos os que a leram a leram errado. Mas aposto que muitos a comentaram sem ler.

Vou tratar do tal “aceitam tudo”, que vale também para o caso do livro. Primeiro: duvido que alguém encontre esta afirmação em qualquer texto de linguística. É uma avaliação simplificada, na verdade, um simulacro, da posição dos linguistas em relação a um dos tópicos de seus estudos – a questão da variação ou da diversidade interna de qualquer língua. Vale a pena insistir: de qualquer língua. Segundo: “aceitar” é um termo completamente sem sentido quando se trata de pesquisa. Imaginem o ridículo que seria perguntar a um químico se ele aceita que o oxigênio queime, a um físico se aceita a gravitação ou a fissão, a um ornitólogo se ele aceita que um tucano tenha bico tão desproporcional, a um botânico se ele aceita o cheiro da jaca, ou mesmo a um linguista se ele aceita que o inglês não tenha gênero nem subjuntivo e que o latim não tivesse artigo definido.

Não só não se pergunta se eles “aceitam”, como também não se pergunta se isso tudo está certo. Como se sabe, houve época em que dizer que a Terra gira ao redor do sol dava fogueira. Semmelveis foi escorraçado pelos médicos que mandavam em Viena porque disse que todos deveriam lavar as mãos antes de certos procedimentos (por exemplo, quem viesse de uma autópsia e fosse verificar o grau de dilatação de uma parturiente). Não faltou quem dissesse “quem é ele para mandar a gente lavar as mãos?” Ou seja: não se trata de aceitar ou de não aceitar nem de achar ou de não achar correto que as pessoas digam os livro. Acabo de sair de uma fila de supermercado e ouvi duas lata, dez real, três quilo a dar com pau. Eu deveria mandar esses consumidores calar a boca? Ora! Estávamos num caixa de supermercado, todos de bermuda e chinelo! Não era um congresso científico, nem um julgamento do Supremo!

Um linguista simplesmente “anota” os dados e tenta encontrar uma regra, isto é, uma regularidade, uma lei (não uma ordem, um mandato).

Para ter acesso ao artigo completo, clique aqui.

 

Sírio Possenti é professor associado do Departamento de Linguística da Unicamp e autor de Por que (não) ensinar gramática na escola, Os humores da língua, Os limites do discurso, Questões para analistas de discurso e Língua na Mídia.

 

 
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