Germinal – Educação e Trabalho

Soluções criativas em Educação, Educação Profissional e Gestão do Conhecimento

Governo e Senac São Paulo ampliam parceria que qualifica jovens para o trabalho 30 30UTC junho 30UTC 2010

 

 

O Governo, por meio da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seads), e o Senac São Paulo apresentarão nesta terça-feira, 1º, a iniciativa que capacitará, inicialmente, 2.088 integrantes do programa de transferência de renda Ação Jovem.

 

A solenidade, que tem o objetivo de convidar empresas a integrarem a parceria, será realizada no Auditório Nobre do Senac Consolação. Estarão presentes o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social Luiz Carlos Delben Leite e o conselheiro do Senac São Paulo Marco Aurélio Sprovieri Rodrigues.

 

A proposta já contempla a capacitação de participantes do Ação Jovem em 36 municípios paulistas, permitindo que os beneficiários selecionados realizem gratuitamente o Programa Educação para o Trabalho – Novas Conexões do Senac São Paulo. Durante os seis meses do curso de qualificação profissional, os jovens serão preparados para desenvolver atitudes empreendedoras e atuar em diversas áreas, como o setor de comércio, serviços e indústria.

  

O Governo de São Paulo e o Senac ampliarão as possibilidades que a parceria oferece, convidando empresas a apoiarem a iniciativa de diversas formas: financiando turmas de 30 participantes, contratando jovens capacitados pelo programa, patrocinando instituições sociais interessadas na realização do curso em sua comunidade, abrindo as portas para visitas orientadas, entre outras.

Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo
Data: 29/06/2010

 

 

 O Programa de Educação para o Trabalho (PET) foi desenvolvido pelo SENAC/SP e implementado, na sua forma atual, em 1996. É “voltado ao desenvolvimento de jovens, especialmente daqueles com limitadas oportunidades de acesso aos bens tecnológicos que possibilitam a apropriação do conhecimento, o domínio de competências, bem como de contato e convívio com padrões estéticos requisitados por um mercado de trabalho exigente e seletivo, inflexível a justificativas de natureza sociopolítica” (José Luiz Gaeta Paixão.Introdução do Programa de Educação para o Trabalho. São Paulo, SENAC, 1996).

A GERMINAL participou da concepção do Núcleo Central do PET e da capacitação de todos os docentes (cerca de 1.000) envolvidos na implementação das 100 turmasinicial do Programa. Desenvolveu também uma versão alternativa ao Plano de Curso original do Programa, o manual do Núcleo Central e todos os manuais das Estações de Trabalho dessa versão alternativa. Tal versão, por um conjunto de circunstâncias, acabou não sendo implementada, pelo menos em sua totalidade.

Em outros posts, pubicamos excertos dessa versão alternativa. Os excertos devem ser encarados como amostras do trabalho que pode ser desenvolvido pela Germinal.  A versão alternativa é composta por um Núcleo Central e por Estações de Trabalho destinadas ao tratamento de áreas específicas do Setor de Comércio e Serviços. Dela já publicamos os seguintes excertos:

Amostra I: Exemplo de uma Sessão de Aprendizagem (extraído do Manual da Estação de Trabalho de Organização e Administração

Amostra  II: Exemplo de mais uma Sessão de Aprendizagem (extraído do Manual da Estação de Trabalho de Organização e Estética de Ambientes)

Amostra III: Exemplo de outra Sessão de Aprendizagem (extraído do Manual da Estação de Trabalho de Saúde)

 
 

A hora e a vez do ensino médio 29 29UTC junho 29UTC 2010

 

WANDA ENGEL


Há problemas de cobertura, modalidade de currículo e forma de atendimento, com graves reflexos no fluxo e no desempenho dos alunos

A sociedade brasileira parece ainda não ter-se dado conta da verdadeira crise de audiência que vem afetando nosso ensino médio, com previsíveis consequências para o desenvolvimento sustentável do país. Trata-se de uma verdadeira bomba-relógio.           

  

Para entendermos a gravidade da situação, o primeiro fato a encarar é o de que vivemos em uma sociedade do conhecimento, que exige, como passaporte mínimo para que os jovens sejam inseridos no mercado de trabalho, o diploma do ensino médio.


Também para os países, a vantagem competitiva passa a ser esse nível de escolaridade de sua população. Entretanto, a média brasileira de anos de estudo ainda é de sete anos e apenas 16% da população economicamente ativa concluiu o ensino médio.

 

Sem dúvida, isso é fruto de um processo histórico, mas, se os dados atuais fossem animadores, poderíamos prever boas perspectivas para o futuro. Infelizmente, é justamente aí que se processa a montagem da bomba-relógio.

 

O ensino médio no Brasil sofre de males seríssimos. Há problemas de cobertura, modalidade de currículo e forma de atendimento, com graves reflexos no fluxo e no desempenho dos alunos. Em termos de cobertura, menos da metade daqueles que deveriam estar nesse nível pode ser aí encontrada.

 

Parte ainda está no fundamental e quase 20% estão fora da escola. O mais grave é que, na faixa de 18 a 24 anos, 68% estão nessa situação.

 

Quanto ao currículo, observa-se que menos de 10% dos alunos cursam o ensino profissionalizante. Ou seja, mais de 90% dos jovens estão sendo “preparados” para uma universidade na qual a maioria não pisará.

 

O dado mais incompreensível é o turno em que o ensino médio regular é ofertado. Mais de 40% dos alunos estudam à noite, inclusive nos Estados mais ricos, quando apenas 17% conjugam escola com trabalho. A soma desses fatores está por trás de uma verdadeira sangria, responsável pela perda de metade de nossos alunos (entram 3,6 milhões e concluem 1,8 milhão).

 

Estamos perdendo esses jovens para o desemprego, para a reprodução da pobreza (22% dos mais pobres já têm filhos) e para a violência. Dos que concluem, apenas 9% (em matemática) e 24% (em português) apresentam um desempenho considerado adequado.

 

Em face dessa situação, cabe a pergunta: quem é o responsável pela oferta do ensino médio? De fato, 86% das matrículas estão nos sistemas estaduais, cujos governantes serão eleitos neste ano.

 

O voto de cada um de nós deveria estar condicionado a propostas dos candidatos sobre como pretendem enfrentar tais problemas.

 


Seria necessário um compromisso com metas claramente definidas, tais como universalizar o acesso e a permanência dos jovens entre 15 e 17 anos, melhorar o desempenho e diminuir o abandono, aumentar a autonomia das escolas, promover maior estabilidade das equipes de direção e flexibilizar os currículos, mas definindo mínimos para cada série.
 
 
 

 

Outras metas possíveis são aumentar o ensino profissionalizante, criar formas de articulação entre educação e trabalho, concentrar o ensino médio regular nos turnos diurno e vespertino, reservando o noturno apenas para a EJA (Educação de Jovens e Adultos, a partir de 18 anos), e criar sistemas de incentivos baseados em resultados.

 

Além disso, os candidatos poderiam definir as metas de usar os resultados de avaliações como instrumento pedagógico e de contribuir para mudanças na formação de professores.


Os candidatos poderiam assumir essas ou outras propostas, mas deveriam explicitar seu forte compromisso com a melhoria do ensino médio, sem o que não mereceriam nosso voto.

 
 



WANDA ENGEL ADUAN, 65, doutora em educação pela PUC-RJ, é superintendente-executiva do Instituto Unibanco.

Texto publicado na Folha de São Paulo, edição de 29/06/2009.

 

Crise do ensino médio ameaça mão de obra 22 22UTC junho 22UTC 2010

Mercado exige pessoas mais qualificadas, mas escolaridade média do jovem brasileiro está abaixo do necessário

Por Tatiana Duarte

 

  

São Paulo – Incapaz de colocar todos os seus adolescentes no ensino médio, o Brasil vive o risco de um verdadeiro “apagão” de mão de obra nos próximos anos, já que a conclusão do ensino médio, além de permitir ao aluno a entrada na faculdade, representa a possibilidade de acesso a melhores ofertas de emprego. Esta é uma das principais constatações de estudos feitos por vários especialistas e compilados em uma publicação lançada ontem em São Paulo, em parceria com o Movimento Todos Pela Educação e o Instituto Unibanco. De acordo com os dados apresentados, levantados pelo Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea), em 2008 havia mais oferta de emprego para quem tem mais escolaridade. A concentração das vagas estava nos trabalhadores com uma média de 11 anos de escolaridade. Hoje, no Brasil, são necessários 12 anos de estudo para completar toda a educação básica – o ensino fundamental mais o médio. No entanto, entre os jovens brasileiros de 18 a 24 anos, a média de escolaridade é de 9,1 anos de estudo.

  

Segundo Wanda Engel, superintendente do Instituto Unibanco, é preciso investir urgentemente nesta etapa de ensino. “O ensino médio é uma bomba-relógio prestes a explodir. Em algumas regiões do país já temos déficit de vagas para mão de obra qualificada. Se não mudarmos esta realidade, o país vai parar de crescer”, alertou.

 

Entre 1991 e 2004, o número de matrículas no ensino médio mais que dobrou no Brasil: passou de 3,8 milhões para 9,2 milhões. Porém, o Brasil está 28 anos atrasado em relação ao Chile no acesso à educação. O país sul-americano já universalizou o acesso ao ensino médio, de acordo com o pesquisador Ricardo Paes de Barros, do Ipea. “Hoje, o jovem chileno que entra no mercado de trabalho passou em média 12 anos na escola. Se continuarmos aumentando apenas um ano de estudo por década, vamos demorar mais 30 anos para chegar aonde o Chile está hoje”, ressaltou. Paes de Barros ainda alerta para a parcela de jovens com idade entre 15 e 17 anos que estão fora da escola. De acordo com ele, entre 2000 e 2008 o país não conseguiu atrair para os bancos escolares uma taxa média de 18% de jovens nesta faixa etária. O pesquisador concluiu também que a taxa de frequência no ensino médio sobe porque o Brasil ainda se esforça para corrigir o atraso escolar. “Quando o fluxo do ensino fundamental estiver corrigido, o ensino médio vai parar de crescer”, complementou.

 

Causas – A publicação faz um diagnóstico da situação do ensino médio brasileiro, mas não aponta causas ou soluções. Estas questões estão sendo analisadas em uma outra etapa de estudos, que serão divulgados em novembro deste ano. Para a superintendente do Unibanco, um dos problemas que já podem ser verificados é que faltam atrativos para o adolescente buscar a escola. “É um problema de concepção. O ensino médio não está servindo nem para colocar os jovens para o ensino superior, nem para a formação técnica, e muito menos para dar uma formação geral aos nossos jovens”, disse Wanda Engel.

 

Na opinião do diretor de Concepções e Orientações Curriculares para a Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Carlos Artexes, a compreensão do fenômeno da crise do ensino médio não é linear e tem de se articular com outras etapas. “O ensino médio no Brasil, pelo próprio nome, que antes era chamado de ensino secundário, nunca teve caráter de prioridade”, disse. Para ele, a lei que exige a obrigatoriedade de frequência até os 17 anos de idade, a ser implantada até 2016, não mudará muita coisa se não houver adequação entre a proposta pedagógica do ensino médio com o plano de vida desses jovens. “Precisamos ouvi-los para saber o que pretendem, qual a escola que querem”, afirmou.

 

A repórter viajou a convite do Movimento Todos Pela Educação e do Instituto Unibanco

Texto originalment epublicado na Gazeta do Povo, em 17/06/2010 – Curitiba PR

 

Programa Jovem Aprendiz Rural: em 2010, 90 turmas com mais de três mil participantes 21 21UTC junho 21UTC 2010

AnnaMaryRobertsonOakenBucke

 

O site do SENAR /SP, em 16/06/2010 publica a seguinte notícia: 

Para 2010, o Programa Jovem Aprendiz Rural do SENAR/SP, diante do crescente aumento de demanda e visando atender às expectativas de milhares de famílias em todo o Estado de São Paulo contará com mais de três mil participantes de 90 turmas, em diferentes localidades.

O Programa de Aprendizagem Rural do SENAR-AR/SP tem como objetivo proporcionar ao jovem a educação profissional, básica e genérica, necessária para o mundo do trabalho em todas as atividades produtivas do meio rural, complementadas com o desenvolvimento das competências de empreendedorismo.

Durante as aulas, os jovens não só tomam conhecimento das mais modernas técnicas que podem ser incorporadas que podem ser incorporadas nas atividades do meio rural, como se credenciam para o incremento do setor da agropecuária, por estarem munidos de modernos instrumentos, tanto em nível teórico como prático, necessários para o desenvolvimento socioeconômico e cultural do campo.C&IOldHomestead

Particularmente em 2009, o Programa destacou-se pela representativa participação do público ao qual se destina, e também pela marcante solenidade de Certificação das 66 turmas, em Ribeirão Preto, com a presença de diversas autoridades e os familiares dos participantes, de várias regiões do Estado de São Paulo.

Antes do inicio de cada turma, o SENAR-AR/SP prepara os instrutores do Programa que irão ministrar 600 horas de treinamentos durante 150 dias letivos, com material didático e metodologia própria para os jovens.

Maiores informações sobre este Programa podem ser obtidas em nosso Portal ou acessando o Fale Conosco – Cursos Formação Profissional

bananal

O Programa Jovem Aprendiz Rural, destinado aos jovens oriundos do campo e aprendizes, foi desenvolvido pela Germinal Consultoria para o SENAR de São Paulo. Busca desenvolver competências básicas para o trabalho, competências gerais para o trabalho rural e competências para o empreendedorismo.

Para o desenvolvimento dessas competências, tem uma organização curricular composta por Projetos e Oficinas, como pode ser visto aqui.

 

Para cada um dos componentes curriculares foi elaborado um manual para o coordenador docente e uma Cartilha do Aprendiz, de modo a propiciar um referencial para a ação docente, um material de apoio para os alunos e facilitar a integração e o treinamento dos professores do Programa. Para conhecer agumas amostras desses manuais, clique aqui.

 

Frequência ao ensino médio cresceu, mas etapa não consegue atrair quem está fora da escola 17 17UTC junho 17UTC 2010

Filed under: Acontece,ensino médio — José Antonio Küller @ 12:15 pm
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Amanda Cieglinski

Da Agência Brasil
Em Brasília

Nos últimos anos, cresceu o número de jovens entre 15 e 17 anos que estão no ensino médio, etapa de ensino correspondente a essa faixa etária. Mas o número dos que permanecem fora da escola permanece estagnado. Foi o que apontou o pesquisador Ricardo Paes de Barros, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) durante seminário promovido hoje (16) pelo Movimento Todos pela Educação e pelo Instituto Unibanco.

Segundo Paes de Barros, a taxa da população de 15 a 17 anos matriculada no ensino médio têm crescido porque mais estudantes estão terminando o ensino fundamental na idade correta. Mas a escola ainda não conseguiu atrair aquela população que desistiu de estudar, que hoje corresponde a 18%.

“Minha perspectiva é que a desigualdade está muito por trás disso. Esses 18% não estão espalhados pelo país, mas localizados em áreas específicas. São jovens de famílias pobres, que vivem em áreas mais isoladas, parte disso na zona rural. O sistema educacional atingiu um nível de inclusão dessa população que agora terá que fazer mais do que tem feito para superar isso”, defendeu Paes de Barros.

Os especialistas presentes no evento defenderam que a escola hoje é pouco atraente para o jovem, especialmente de classes mais baixas, já que ele não tem a perspectiva de ingresso no ensino superior. Hoje, a principal função do ensino médio, é preparar os estudantes para o vestibular.

“Se você tem uma escola totalmente com viés acadêmico, voltada para a universidade, você já tem 18% que sabem que não vão para a universidade, então para que ir para uma escola que vai ensinar um monte de coisas que ele não vai utilizar na vida dele?”, questiona o pesquisador.

O presidente do Movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, destacou que 40% dos jovens que evadiram da escola dizem ter saído por falta de interesse. O diretor de Concepções e Orientações Curriculares do Ministério da Educação, Carlos Artexes, destacou que ainda “assusta” o fato de a taxa de conclusão desta etapa ser de 50%, ou seja, metade dos jovens que entram no ensino médio não se formam.

“A escola é infantilizada e não reconhece o sujeito que ela atende. O ensino médio tem que dialogar com o jovem e é impossível que a escola tenha uma política pedagógica eficiente sem dialogar com esse aluno”, afirmou.

No ano passado foi aprovada pelo Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna o ensino médio uma etapa obrigatória da escolarização no país. Para Artexes, a legislação é importante porque demonstra um comprometimento do estado, mas “não garante que vamos ser capazes de atrair os jovens que estão fora da escola”.

“Se não melhorarmos a qualidade não adianta porque não vamos conseguir elevar as taxas de acesso”, afirmou.

Para a superintendente do Instituto Unibanco, Wanda Engel, o ensino médio é uma “bomba-relógio” que pode comprometer o desenvolvimento econômico do país. “Nós não estamos conseguindo fazer com que a nossa juventude tenha um passaporte mínimo para entrar no moderno mercado de trabalho. Ou estancamos isso, ou o nosso país não terá condições mínimas de competitividade”, defendeu.

*A repórter viajou a convite da organização do evento.

 

Curso promove aula prática de agricultura para jovens 6 06UTC junho 06UTC 2010

Jovem Aprendiz Rural de Guaíra

O site da Globo, em 05/05/2010, divulga a seguinte notícia sobre o Programa Jovem Aprendiz Rural:

 

Da cidade para o sítio. Do ônibus direto para a sala de aula improvisada. A conversa é rápida, poucas palavras bastam. Só uma pequena apresentação das atividades do dia, porque o que importa mesmo é o campo.

Um grupo foi selecionado para participar do programa jovem aprendiz, promovido pelo SENAR- Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. É a oportunidade de começar uma nova profissão a partir do elo que a maioria já tem com a terra.

A estudante Natalí Cereni de 17 anos aprendeu plantar ainda criança. “Eu sempre plantava desde os seis anos, eu ajudava meu pai. Então eu quis aprender mais sobre plantação.”

Ser um jovem aprendiz rural despertou uma vocação em Natali: “Quero me formar em agronomia”, diz a jovem.

As tendências e novas tecnologias fazem parte do cronograma. Os alunos visitaram a Agrishow, maior feira de agronegócios da América Latina, e assistiram a palestras com profissionais que estão no mercado de trabalho. A cana de açúcar foi um dos temas. “Eu acho importante que eles tenham noção para saberem como se aperfeiçoarem e se inserirem no mercado”, afirma o engenheiro agrônomo Almir Messa.

30 adolescentes frequentam o curso. A parte teórica é desenvolvida com apostilas, o material é dividido em módulos. Depois vem a prática, são 600 horas de aprendizado, sempre com a supervisão de instrutores do Senar.

“Eles não se especializam em um só assunto, eles saem daqui sabendo um pouco de casa assunto”, diz o instrutor do Senar Jorge Bedran.

A importância do trabalho no campo é resgatada o tempo todo. Diante de uma geração que muitas vezes se envergonha das origens, as lições incluem dose de amor pela terra.

Para o estudante Juliano dos Santos Pereira foi a chance de entender a importância de ter amor pela terra, ele morou por quatro anos no sítio onde o curso é realizado. O pai era caseiro. As plantações e criações eram apenas cenários das brincadeiras de infância. Agora ele está de volta disposto a receber ensinamentos.

“Aprender desde a sementinha até ela ficar adulta, mexer com os animais, criar os pintinhos desde pequenos, dar ração até o milho, é legal”, diz Juliano.

O programa abriu espaço para jovens como Paulo Henrique Decene que é deficiente. A dedicação de Paulo surpreende a todos, e a deficiência não interfere no aprendizado. Vem dele o maior exemplo: “A gente está aprendendo alguma coisa na vida já, com o que você aprende você pode tocar a vida para frente”.

O programa jovem aprendiz leva adolescentes para o campo com o objetivo de incentivar o empreendedor rural.

 

 
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