Germinal – Educação e Trabalho

Soluções criativas em Educação, Educação Profissional e Gestão do Conhecimento

Jovem Aprendiz Rural 2009 28 de abril de 2009

O siteProCana.com, veiculou, em 01/04/2009, a seguinte notícia sobre o Programa Jovem Aprendiz Rural:

Biocana lança programa Jovem Aprendiz Rural 2009

(da Redação)


A Biocana (Associação de Produtores de Açúcar, Álcool e Energia) o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e o Sindicato Rural de Catanduva lançam oficialmente, no dia 6 de abril, às 13h30, na Câmara Municipal de Pindorama, o programa Jovem Aprendiz Rural, criado para qualificar colaboradores das usinas associadas à associação.

O programa, que conta com a parceria das prefeituras de Pindorama e Ibirá, vai capacitar jovens com idades entre 14 e 18 anos incompletos. A exemplo da primeira turma qualificada em 2008, mais da metade do novo grupo é formada por filhos de colaboradores das usinas Cerradinho, Colombo, Virgolino de Oliveira e São Domingos.

As aulas serão realizadas na Fazenda Experimental, durante nove meses. O treinamento total terá 150 horas aula. O programa foi estruturado em 23 módulos que incluem disciplinas sobre projetos de ação comunitária, oficinas sobre ética e cidadania, marketing e comercialização, promoção da saúde e comunicação oral e escrita.

O curso também aborda agropecuária, recuperação de áreas degradadas, manutenção de propriedade agrícola e gestão de recursos humanos. O objetivo é assegurar a formação global do futuro trabalhador, preparando o profissional para ocupar um lugar de destaque no mercado de trabalho.

O aluno pode futuramente atuar na agroindústria ou mesmo ser um empreendedor rural. Nosso objetivo é dar a estes jovens a oportunidade de ser um cidadão, um profissional e ter um futuro melhor”, afirma a gerente executiva da Biocana, Leila Alencar Monteiro de Souza.

O Programa Jovem Aprendiz Rural, destinado aos jovens oriundos do campo e aprendizes, foi desenvolvido pela Germinal Consultoria para o SENAR de São Paulo. Busca desenvolver competências básicas para o trabalho, competências gerais para o trabalho rural e competências para o empreendedorismo.

Para o desenvolvimento dessas competências, tem uma organização curricular composta por Projetos e Oficinas, como pode ser visto aqui.

Para cada um dos componentes curriculares foi elaborado um manual para o coordenador docente e uma Cartilha do Aprendiz, de modo a propiciar um referencial para a ação docente, um material de apoio para os alunos e facilitar a integração e o treinamento dos professores do Programa. Para conhecer agumas amostras desses manuais, clique aqui.


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Educadores do Brasil – Fernando de Azevedo 24 de abril de 2009

Este artigo, escrito por um velho amigo, foi originalmente publicado no SciELO Brasil, pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP).

Por Nelson Piletti

No inicio dos anos 70, recém-chegado a São Paulo, forçado a deixar o Rio Grande por razões políticas — demitido que fôra pelas escolas em que lecionava e pelo Banco do Brasil — andava à procura de um tema para a minha dissertação de mestrado quando me deparei com uma notícia de jornal: Fernando de Azevedo doara o seu arquivo pessoal ao Instituto de Estudos Brasileiros. Era o fim do meu problema, o início de intermitentes e profícuos mergulhos na obra do insigne educador e sociólogo, dos quais invariavelmente emergia com o espírito revitalizado por novas e instigantes descobertas.

Desde então, por mais que tivesse tentado, orientando minhas investigações para outros temas, nunca mais consegui me libertar de sua presença, fascinado por sua controversa figura ou premido pelas circunstâncias. A partir da dissertação de mestrado, restrita ao estudo da reforma educacional por ele promovida no Distrito Federal, entre 1927 e 1930 — marco fundamental entre as inúmeras tentativas de renovação do nosso ensino — ampliei a abrangência das minhas pesquisas, na tentativa de compreender a sua trajetória intelectual e humana, que procurei tornar conhecida no trabalho Fernando de Azevedo: a educação como desafio, elaborado para o INEP em 1984, décimo aniversário de sua morte, e em vários artigos publicados em 1994, ano do centenário do seu nascimento.

Hoje, tomado de perplexidade ante a situação nacional, em particular no campo educacional, em todos os seus níveis e modalidades, volto a Fernando de Azevedo, quiçá em busca de alguma luz que ilumine nossos caminhos, e me pergunto: com base em minhas limitadas investigações e reflexões, que perfil poderia traçar de Fernando de Azevedo? Quem foi o homem Fernando de Azevedo?

Fernando de Azevedo foi um homem extremamente organizado e meticuloso. Foi a primeira impressão que tive, ao entrar em contato com o seu arquivo e folhear os dez grossos volumes contendo recortes de jornais, aproximadamente sete mil matérias sobre a sua administração à frente da Diretoria de Instrução Pública do Distrito Federal. E todos caprichosamente organizados em ordem cronológica, identificados pelo nome do jornal e pela data de publicação, escritos de próprio punho por Fernando de Azevedo.

Fernando de Azevedo foi um homem obcecado pelo trabalho. E aqui recorro ao testemunho de sua filha Lollia, para quem o pai foi “um trabalhador incansável, um batalhador: quando chegava em casa, depois de falar conosco e nos beijar, afastávamo-nos indo brincar onde não nos ouvisse. ‘Seu pai precisa trabalhar’, como minha mãe dizia, sempre vigilante para que ele tivesse a paz necessária”. E mais: “Escreveu até o fim da vida. Conseguia escrever mesmo sem enxergar, depois eu lia o que ele havia escrito, corrigia ou modificava se assim ele achasse necessário”.

Fernando de Azevedo foi um homem obstinado, que, ainda de acordo com Lollia, “até o fim trabalhou e lutou pelos seus ideais”. Ou, no dizer de Antônio Cândido, “um exemplar raro de homem que gostava da responsabilidade e cuja lucidez é aguçada, não embotada, pelas dificuldades, porque elas espicaçam o seu ânimo combativo”. Sua obstinação ficou evidente, por exemplo, na reforma educacional que promoveu no Distrito Federal, quando lutou tenazmente para modernizar o sistema de ensino, enfrentando poderosos interesses fincados no Conselho Municipal, a famosa gaiola de ouro, quando chegou a sofrer um atentado. No calor dos debates, diante da intransigência dos intendentes situacionistas, que relutavam em apoiar a reforma, emitiu uma explosiva nota afirmando a certa altura: “O Diretor de Instrução elaborou um projeto de lei e o ofereceu ao Conselho Municipal, atendendo a um convite com que o honraram as comissões reunidas de Instrução, Justiça e Orçamento. Se nada vale, deve ser rejeitado; se tem defeitos, deve ser emendado; se é obra digna de apreço, deve ser aprovada. Supor o Diretor de Instrução Pública capaz de ceder a qualquer pressão ou transação é desconhecê-lo, senão injuriá-lo”. Os princípios da reforma — escola única, não uniforme, mas adaptada ao meio; escola do trabalho, ao mesmo tempo conteúdo curricular e método pedagógico; e escola-comunidade ou escola do trabalho em cooperação — continuam, em nossa realidade educacional, ideais em busca de realização.

Fernando de Azevedo foi um homem de pensamento, com múltiplos interesses intelectuais, para quem nada do que é humano era estranho. Da educação física — área em que foi especialista, tendo escrito uma tese pioneira em 1915 — às ciências sociais, trajetória que completou em 20 anos, transitou pelo ensino de latim e de psicologia, pela crítica literária, pela investigação sobre a arquitetura colonial e sobre a educação paulista, pela reforma educacional. Estudioso e amante dos clássicos, nunca escondeu o seu fascínio pelas ciências modernas, que procurou incluir nos currículos escolares, tanto que, nos anos 50, organizou a obra As ciências no Brasil, cuja segunda edição acaba de sair pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1994. Entre 25 livros, a maioria na área da educação, escreveu obras pioneira no campo das ciências sociais como Princípios de Sociologia (193S), Sociologia, Educacional (1940) e Canaviais e engenhos na vida política do Brasil (1948).

Segundo o testemunho insuspeito de Paschoal Lemme, Fernando de Azevedo foi “urna das mais altas expressões da inteligência e da cultura do Brasil moderno”, destacando-se por três contribuições fundamentais: “1. A grande reforma do ensino no antigo Distrito Federal (1927-1930) (…), reforma essa que, segundo as opiniões mais autorizadas, foi o marco inicial do processo de modernização do ensino no Brasil. 2. O Manifesto dos pioneiros da educação nova (1932) (…), documento único na historia da educação brasileira. (…) Subscrito por um grupo dos mais eminentes educadores e intelectuais, mantém até hoje sua validade. 3. A monumental obra A cultura brasileira, redigida inicialmente para servir de introdução ao recenseamento de 1940, tornou-se de consulta obrigatória para quem deseja conhecer a evolução da cultura nacional, em todos os seus aspectos” (Carta ao Jornal do Brasil, 1976). A estas três poderíamos acrescentar uma quarta contribuição, que foi a sua importante participação no processo de fundação da Universidade de São Paulo (1934), destacando-se como um lutador incansável pela implementação do verdadeiro espírito universitário, plenamente identificado com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras como anima mater da Universidade.

Fernando de Azevedo foi um homem de ação, tendo exercido vários cargos administrativos, a maioria na esfera educacional, entre os quais podem ser destacados: diretor-geral da Instrução Pública do Distrito Federal (1927-1930); diretor-geral da Instrução Pública do Estado de São Paulo (1933); diretor do Instituto de Educação da Universidade de São Paulo (1933-1938); diretor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP (1941-1943); chefe do Departamento de Sociologia e Antropologia da FFCL da USP (1947); secretário de Educação e Saúde do Estado de São Paulo (1947); diretor do Centro Regional de Pesquisas Educacionais de São Paulo (1956-1960); secretário de Educação e Cultura do Município de São Paulo (1961).

Fernando de Azevedo foi, acima de tudo, um homem integro, um humanista na verdadeira acepção da palavra. Por isso, um homem permanentemente atormentado, “de espírito inquieto e insatisfeito consigo mesmo e com quase tudo que vê à volta de si”, como reconheceu em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, em 1968. Por isso, um homem que lutou pelo desenvolvimento do humanismo, o qual, em suas palavras, “não está na matéria que ensinamos (seja qual for, letras ou ciências), mas no espírito que nos anima no ensino de qualquer disciplina e na maneira de ensiná-la”. Por isso, que o digam Florestan Fernandes, Antônio Cândido e Maria Isaura Pereira de Queiroz, seus assistentes na USP, o seu apoio àqueles que com ele trabalharam, a sua solidariedade ativa para com os colegas, levando-o a comparecer espontaneamente, apesar de aposentado, para acompanhar de perto os depoimentos dos professores convocados para depor em inquérito policial militar, em 1964.

Finalizo com Antonio Cândido, sem dúvida a melhor companhia neste caso: “Como seu aluno e em seguida seu colaborador de muitos anos; como seu discípulo e amigo, quero que este testemunho sirva principalmente para transmitir às gerações novas a lembrança de um homem insigne, que possuía a retidão escarpada dos lutadores e a ternura afetuosa dos grandes corações”.

Nelson Piletti é professor do Departamento de Filosofia da Educação e Ciência da Educação da Faculdade de Educação da USP. É autor de A Reforma Fernando de Azevedo — DF, 1927-30 (FE-USP, Coleção Estudos e Documentos nº 20,1982) e Fernando de Azevedo: a educação como desafio (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, INEP-MEC, Brasilia, 1985
 

Resultados do ENEM e Arquitetura Escolar 23 de abril de 2009

 

O título deste post estabelece uma relação que não sei se existe. Não sei se a arquitetura escolar influencia de alguma forma os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

 

A possiblidade da existência de uma relação foi-me suscitada por um artigo da revista da Folha de São Paulo, do último domingo (19/04/2009). A matéria referia-se ao Colégio de Aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Nela, encontramos a informação que o Colégio de Aplicação ficou em primeiro lugar entre as escolas públicas (excetuando-se as técnicas) do município de São Paulo, no último Enem, com média de 63,4 contra a média geral de 48,7.

 

Como estava procurando referências para mais uma participação na blogagem coletiva Arquitetura e Educação , proposta pelo blog Boteco Escola, chamou-me a atenção a foto que ilustra a matéria e que reproduzimos ao lado. A foto é da sala de aula da quinta série do Colégio de Aplicação da USP.

 

Até agora, a minha participação na blogagem coletiva privilegiou a discussão sobre o projeto de construção da sala de aula e os dispositivos arquitetônicos que ele supõe e induz e ela abriga (os interessados podem acessar os posts: Arquitetura escolar e indução pedagógica; Blogagem coletiva sobre Arquitetura e Educação e Escola do futuro-). Daí, o interesse na foto.

 

Observem que a sala de aula retratada é adequada para o desenvolvimento do que temos denominado Aprendizagem Criativa. As mesinhas individuais são móveis e seu formato permite a organização delas em pequenos grupos, em grande círculo ou em semicírculo. O tamanho da sala permite essas organizações das mesinhas. O espaço é amplo permitindo múltiplos usos, incluindo os necessários para operar estratégias que impliquem em ações coletivas, envolvendo todos os alunos da sala. O piso e as paredes podem ser utilizados para apoiar estratégias que impliquem em produção e exposição de trabalhos escritos, desenhados, moldados (esculturados) ou pintados pelos alunos.

 

Também é interessante notar, que embora sendo possível outras configurações, a sala de aula está organizada para o que Muchielli denominou de situação de informação-espetáculo ou em dispositivo em arcos concêntricos, que, como ele observou,”destrói toda a eficácia de uma discussão, no decorrer da qual o animador deseje suscitar interações”.

 

Independentemente do uso retratado na foto, dela e da reportagem surgiu-me a pergunta: existe alguma relação entre o espaço físico da sala de aula, incluindo os dispositivos arquitetônicos que ela comporta, e os resultados do Enem?

 

Vou iniciar uma pré-investigação nesse sentido. Quem puder colaborar, por ter indicações que afirmem ou rejeitem a existência da relação, será bem recebido no espaço para comentários.

 

Desenvolvimento do Turismo Sustentável; tema de projeto do Trilha Jovem 17 de abril de 2009

 

   O siteH2FOZ  veiculou a seguinte notícia sobre o Projeto Trilha Jovem:

 

Palestras, apresentações teatrais sobre preservação ambiental e limpeza de praças e rios fizeram parte das ações desenvolvidas pelos jovens .

 

 

  

Preservação ambiental, coleta seletiva, conscientização ecológica, turismo e inclusão social foram alguns dos temas abordados na semana passada pelos jovens do Projeto Trilha Jovem. Divididos em grupos, 120 integrantes realizaram palestras, peças teatrais, limpeza de praças e rios e demais atividades em escolas e alguns bairros da cidade. O objetivo é chamar a atenção da população para os problemas ambientais, a importância do turismo e proporcionar ao jovem uma formação cidadã fundamental para o seu desenvolvimento profissional.

 

A primeira atividade aconteceu no dia 7, no Colégio Estadual Almirante Tamandaré. Estudantes de 5ª e 6ª séries receberam palestras de conscientização sobre educação e respeito com a comunidade e os turistas. No dia 8, os alunos do ensino médio receberam orientações sobre coleta seletiva e preservação ambiental. Meio ambiente e cuidados com a limpeza da cidade foram assuntos da terceira palestra, realizada na Escola Frederico Engel para alunos de 1ª a 4ª séries.

 

Segundo a coordenadora do projeto, Silvana Gomes, as ações fazem parte da metodologia de formação do Trilha Jovem. “É necessário que eles apliquem na prática o que aprendem no projeto. A idéia é criar temas pertinentes, que façam a diferença para a população e sejam significavos para o jovem”, explicou.

 

 

The development process 1  por gingerpig 2000

The development process 1 por gingerpig 2000

As atividades seguiram durante os dias 9 e 10 com apresentação teatral, orientações aos visitantes, turistas e moradores da cidade e limpeza de praças e rios. Quem visitou o Parque Nacional do Iguaçu recebeu informações sobre os problemas causados no meio ambiente devido ao lixo jogado no parque, moedas no rio e também os danos aos animais. Moradores da Comunidade do Brás e o bairro Três Lagoas também receberam as ações do Trilha, com informações sobre a separação do lixo e preservação ambiental.

 

 
De acordo com Silvana, os temas foram escolhidos pelos próprios jovens, com base no aprendizado em sala de aula. “Para trabalhar com as dimensões do turismo sustentável, eles aprendem e desenvolvem uma série de atividades”. Entre elas estão a estratégia, o estudo e a execução de atividades sociais com foco na comunidade.

 

 

 

 

 

 

Teatro
Uma das ações que chamaram a atenção do público infantil foi a peça “Lila e o segredo da chuva”, apresentada na tarde de quinta-feira na Escola Municipal Gabriela Mistral, na Vila ‘A’. Munidos de muita criatividade, sete jovens do Projeto Trilha Jovem exibiram aos alunos de 1ª a 4ª série a importância da conscientização. Aquecimento global, uso racional da água, e separação do lixo foram assuntos abordados. Para a diretora da escola, Márcia Benato, o teatro auxilia no trabalho realizado em sala de aula. “A peça fortalece o aprendizado e ajuda para que eles se tornem cidadãos conscientes”, declarou.

 

 
As ações do Trilha encerraram na sexta-feira, 10, com o projeto de revitalização da Praça de Skate, em frente ao Ginásio Costa Cavalcante. Os alunos realizaram a limpeza, pintura e plantio de flores. Os projetos organizados pelo Trilha Jovem terão continuidade. O próximo passo é o direcionamento dos jovens para as áreas alimentos e bebidas, hospedagem e viagens e turismo. Nesta segunda etapa, conforme explicou a coordenadora, novas ações serão desenvolvidas. Desta vez, os alunos devem organizar projetos voltados para excelência em serviços nas suas áreas de
atuação.

 

 

 

Trilha Jovem
O Projeto Trilha Jovem é promovido pelo Instituto Polo Internacional Iguassu em parceria com a Fundação Parque Tecnológico Itaipu. O compromisso do Trilha é a capacitação de jovens entre 16 a 24 anos e o direcionamento deles ao mercado de trabalho no setor turístico. Mais do que um programa de formação, o Trilha Jovem propõe a transformação, que traz uma recompensa humana especial a seus participantes, dando a eles a oportunidade de ter um projeto de vida.

 

 

O Projeto Trilha Jovem nasceu de uma proposta curricular desenvolvida, em 2001, pela Germinal Consultoria para o Instituto de Hospitalidade (IH), de Salvador, na Bahia.

Ta Phorom - Foto de Duhangst (Flicker)

Ta Phorom - Foto de Duhangst (Flicker)

 

 Essa primeira versão foi alterada pelo IH nas primeiras implementações, em 2004. Depois, em 2006, a versão original e a inicialmente implementada foram fundidas na versão atual, que ganhou dimensão nacional. A Germinal contribuiu nesse trabalho.

 

A partir da crítica, sistematização, reformulação e ampliação dos planos de aula utilizados nas primeiras implementações, a Germinal criou também as Referências para a Ação Docente (Eixos I, II e III), que são manuais que apresentam sugestão, passo a passo, de desenvolvimento de todas as unidades curriculares do Projeto. As Referências para a Ação Docente facilitam e são fundamentais na manutenção da qualidade  da expansão nacional do Projeto.

 

Arquitetura escolar e indução pedagógica 15 de abril de 2009

 

Uma escola do ano 2000, imaginada em 1910. Muda a tecnologia, mas não a visão de educação.

Para iniciar a minha participação na blogagem coletiva Arquitetura e Educação, proposta pelo meu amigo e professor Jarbas Novelino Barato, em Boteco Escola, vasculhei os livros sobre educação que tenho reunido nos últimos 25 anos. Neles, o tema não é tratado. Há uma única exceção. Trata-se do livro A Formação de Adultos, de Roger Mucchielli (São Paulo, Martins Fontes, 1981). O livro dedica menos de duas páginas ao tema (p.143-144).

 

Embora viciada, a amostra é exemplar de como o assunto tem sido pouco explorado. Reforça também a importância da blogagem coletiva proposta por Jarbas e a necessidade de se colocar as relações entre arquitetura e educação na agenda das discussões educacionais. Penso que essa discussão deveria estar presente, no mínimo, no interior do atual movimento de expansão da rede de escolas dedicadas ao ensino técnico e tecnológico (clique aqui).

 

Como a pesquisa em minha biblioteca resultou pobre, não tenho como construir um texto a partir das contribuições dela decorrentes. Assim, publico sem modificações o pouco que encontrei. O texto, extraído do livro de Mucchielli, é postado a seguir. As ilustrações foram incluídas por mim.

 

 

A Indução em Situações Pedagógicas

 

N. B. – A palavra indução é aqui empregada no sentido psicológico de determinação-provocação de um tipo de resposta ou de reação.

 

  • Indução devida ao dispositivo espacial e arquitetural. Aqui mesmo, nesta sessão, eu faço uma exposição sobre a situação pedagógica. Vocês estão diante de mim numa sala de aula. Ao entrar, vocês ocuparam os lugares de ouvintes e eu ocupei o estrado de conferencista. Esta disposição das mesas e do estrado, com nossos respectivos nomes bem visíveis, induzia por si mesma a situação pedagógica tradicional, a do Magister desenvolvendo suas idéias diante de um auditório supostamente atento. Induzia a situação de informação-espetáculo.

 

Desde o início, pelo simples fato de cedermos quase que automaticamente à sugestão do dispositivo, o comportamento de vocês e o meu já estavam determinados. Suas aspirações tomavam forma, meu papel já estava traçado de antemão.

 

Já tivemos ocasião de ver e avaliar as conseqüências do sistema.

 

Esse fenômeno começa a ser suficientemente conhecido, de modo que os organizadores evitam a topografia da classe tradicional e colocam os participantes em círculo, mantendo, ao mesmo tempo, o princípio da exposição do mestre. Eu próprio já vi dispositivos em retângulo, em torno do qual deviam colocar-se os ouvintes, o que lhes causava torcicolo. Mas a disposição em círculo é indutora; a em retângulo também; assim como a forma geral da sala e, em volta dela, a arquitetura, seja qual for…

 

Da mesma forma que o dispositivo de anfiteatro universitário induz o curso professoral e tende a ser obstáculo às interações, assim o dispositivo em círculo favorece as interações e é um obstáculo ao curso professoral, ao passo que o dispositivo retangular favorece o diálogo dos subgrupos vizinhos e impede as verdadeiras interações. Assim, prever um dispositivo em U, com o conferencista na curva do U, é menos favorável que os arcos concêntricos, caso se queira fazer uma exposição; e este dispositivo em arcos concêntricos destrói toda a eficácia de uma discussão, no decorrer da qual o animador deseje suscitar interações.

 

É preciso, portanto, ajustar, pelo menos, as intenções do formador e as induções do dispositivo, não hesitando em mudar o dispositivo espacial conforme os diversos momentos de um seminário (ou mudar de sala, cada uma delas tendo uma disposição e uma arquitetura “funcional”, isto é, adaptada à situação pedagógica intencionalmente procurada).

 

Por outro lado, o dispositivo, tal qual é preparado a priori, implica a previsão de um número de participantes. Sabemos que o número, por sua vez, é indutor de fenômenos psicossociais e inibidores de outros fenômenos; por exemplo, um grupo de mais de oito ou dez pessoas não pode discutir eficazmente (com a participação de todos) num tempo limitado de uma hora e trinta ou duas horas (isto até mesmo quando coordenado por um método adaptado).

 

N. B. – Refletir sobre as induções topográficas é uma primeira e essencial medida a ser tomada pelo pedagogo. Da mesma forma que um grupo de trabalho em discussão só pode funcionar se o dispositivo for circular, se o número for reduzido e se não houver tensões internas, assim também uma comissão oficial de 25 pessoas, colocadas em torno de mesas formando um retângulo alongado, não pode absolutamente entabular uma discussão criadora, ou mesmo simplesmente eficaz (utilizando as interações de todos os participantes), seja qual for o tempo de que dispõe e sejam quais forem as competências de seus membros. Os hábitos sociais levam então a recorrer à estruturação autoritária (graças à qual seis ou sete participantes têm um status social diferente para participar, enquanto os demais formam o público) e a procedimentos rígidos de “decisão de grupo” (o voto ponto por ponto, por exemplo).

 

Info UNESCO e parceiros lançam Biblioteca Digital Mundial 13 de abril de 2009

O site da UNESCO veicula a seguinte notícia:

Paris, 8/4/2009 – A UNESCO e 32 instituições parceiras lançam no próximo dia 21, na sede da Organização, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial, uma página na internet que oferece materiais culturais únicos de bibliotecas e arquivos de todo o mundo. A página da web incluirá manuscritos, mapas, livros, filmes e gravações raras, além de impressões e fotografias. Ela fornecerá acesso público e gratuito, sem restrições a esse material.

O lançamento será feito em recepção que contará com a presença do Diretor-Geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, e do bibliotecário do Congresso Americano, James H. Billington. Diretores de instituições parceiras também apresentarão o projeto a embaixadores, ministros, representantes e convidados especiais que participam da reunião semi-anual do Conselho Executivo da UNESCO.

A proposta para a criação da Biblioteca Digital Mundial (BDM) foi feita a UNESCO pela primeira vez por Billington, em 2005, quando o bibliotecário ressaltou que o projeto poderia “reunir pessoas através da celebração da singularidade e profundidade de culturas diferentes em um único esforço global”. Além de promover um entendimento internacional, o projeto tem o objetivo de ampliar o volume e a variedade do conteúdo cultural na Internet e fornecer recursos para educadores, acadêmicos e público em geral,reduzindo a divisão digital entre países por meio da capacitação em países parceiros.

A BDM funcionará em árabe, chinês, inglês, francês, português, russo e espanhol, com conteúdo em vários outros idiomas. As ferramentas de busca facilitarão explorações transversais temporais e sobre cultura na página. Descrições de cada item e vídeos elaboradas por curadores especializados contextualizarão os conteúdos com o objetivo de provocar a curiosidade dos usuários e incentivar estudantes e público em gerala saberem mais sobre o patrimônio cultural de diferentes países.

Desenvolvida por uma equipe da Biblioteca do Congresso, a BDM contou com a assistência técnica da Biblioteca Alexandrina de Alexandria, no Egito. Outras instituições que contribuíram com conteúdos e expertise incluem bibliotecas nacionais e instituições culturais e educacionais do Brasil, Egito, China, França, Iraque, Israel, Japão, Mali, México, Marrocos, Países Baixos, Qatar, Federação Russa, Arábia Saudita, Sérvia, Eslováquia, Suécia, Uganda, Reino Unido e Estados Unidos.

Os conteúdos que serão exibidos na Biblioteca Digital incluem imagens de ossos de oráculos e epitáfios cedidas pela Biblioteca Nacional da China; manuscritos científicos árabes da Biblioteca e Arquivo Nacionais do Egito; fotos históricas da América Latina fornecidas pela Biblioteca Nacional do Brasil; o Hyakumanto Darani, publicação do ano 764 cedida pela Biblioteca Nacional do Japão; a famosa “Bíblia do Demônio” do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia; e trabalhos de caligrafia árabe, persa e turca de coleções da Biblioteca do Congresso dos EUA.

 

Formação de Formadores 8 de abril de 2009

  

1. PRESENTACIÓN

Este Plan fue elaborado para servir como guía referencial y material de apoyo al coordinador (facilitador, mediador, instructor) del Curso de Formación de Formadores, que es uno de los componentes del proyecto denominado “Sistema de Certificación de Competencias Laborales en el Sector Turismo”, que se encuentra llevando adelante la Federación Nacional de Cámaras Provinciales de Turismo (FENACAPTUR) con el apoyo del Banco Interamericano de Desarrollo (BID). El curso procura formar profesionales capaces de operar con las normas que se diseñen para el efecto dentro del Sistema de Certificación.

 

La formación de los formadores estimula y prepara para la utilización (en acciones educativas) las Normas Nacionales, las Orientaciones de Aprendizaje y el Proceso de Evaluación y Certificación de las ocupaciones desarrolladas por el Programa de Certificación.

 

El curso está destinado tanto a los formadores en el local de trabajo (en las empresas) como en el medio educacional (en las universidades o institutos técnicos o tecnológicos) del Ecuador y es compatible con las normas nacionales definidas en el Sistema de Certificación, así como con las orientaciones de aprendizaje de cada una de las ocupaciones desarrolladas.

 

 

O texto anterior é o capítulo de apresentação de um Plano de Curso para a formação de formadores para o Sistema de Certificação de Competências Profissionais no Setor de Turismo, do Equador. O plano foi desenvolvido com o apoio da Germinal Consultoria, que também assessorou a elaboração das Orientações de Aprendizagem para praticamente todas as principais ocupaçõe ligadas aos setores de Alimentos e Bebidas, Hospedagem e Operações Turísticas.

 

A íntegra do Plano de Formação de Formadores  pode ser conhecida acessando o seguinte  link: http://www.scribd.com/doc/13721771/PLAN-DE-CURSO-DE-FORMACION-DE-FORMADORES-Quito

 

Letramento Digital – uma amostra 5 de abril de 2009

Capa do livro Navegar é Preciso - ilustração de Mariana Massarani

Livro Navegar é Preciso - ilustrações de Mariana Massarani

 

 

Este post veicula, como amostra, uma sessão de aprendizagem do Projeto Letramento Digital. Para maiores informações sobre o Projeto, acesse os links inseridos ao final da postagem.

 

A imagem à direita é uma reprodução da capa do livro Navegar é Preciso. O livro é um dos  recursos didáticos do Projeto e é destribuído para todos os alunos que o frequentam.

 

 

A PRIMEIRA SESSÃO DE APRENDIZAGEM DA ETAPA REFLETIR

Plano da sessão de aprendizagem (1/5) 

Etapa: Refletir                                            Sessão 1/5

Competências

Situação de Aprendizagem

Recursos

Tempo

Explorar a Internet para efetuar pesquisas.

Utilizar um dicionário e outras ajudas eletrônicas para corrigir textos.

Utilizar dicionários e gramáticas impressas na correção de textos.

Ler textos impressos como forma de expandir a competência de leitura e para ampliar conhecimentos.

Desenvolver mecanismos próprios de correção textual.

Aprimorar, em forma e conteúdo, uma produção textual própria ou alheia.

Explorar livremente os recursos de software disponíveis.

Cena 1: Recepção e introdução à Internet

Água, chá, café. Capas de Revistas. Simulador de Internet

 15’

 Cena 2: As pedras do caminho

 Livro de Leitura

 25’

 Cena 3: Capas

Word.

30’

Cena 4: Manchetes

Word. Revistas usadas.

30’

Cena 5: Arte Final

Disquetes e impressora

30’

 Cena 6: Exposição de arte

  Capas de Revista

 25’

 Cena 7: Navegando e pesquisando

Ambiente de Internet e demais recursos de Informática

15′’

 

Cena 8: Avaliação do Dia

 

MENSAGEIRO

 

10’

 

 

 

 

Modificações no cenário básico

A sala já está ambientada para a etapa Refletir. Os computadores estão desligados. Quando ligados já estarão articulados em rede para possibilitar comunicação escrita entre os participantes. Na rede, cada computador continua recebendo o mesmo número.

Como descanso de tela, alternam-se cópias dos painéis que compõem a ambientação da etapa Refletir. Em uma mesa lateral: Uma garrafa de água, uma garrafa térmica de café e outra de chá.  Em lugar central da sala, no espaço destinado a exposições, estão coladas as capas de revistas produzidas pelos participantes na etapa anterior.

 

Cena 1: Recepção e Introdução à Internet

  Cumprimentando cada participante que chega…

Coordenador: Oi, tudo bem? Não quer tomar um café? Como foi o fim de semana? Disposto para uma nova etapa do Letramento? Viu os novos cartazes? De qual você mais gostou?

Na hora prevista…

Vocês já navegaram na Internet? Hoje vocês poderão experimentar como é navegar na Internet. Ligando os computadores vocês poderão abrir o Internet Explorer (escreve), um programa que permite navegar na Internet. O nosso ambiente de Internet é simulado, não é verdadeiro. É só pra vocês aprenderem a navegar. A Internet real é muito mais rica e complexa; tem-se acesso a milhares de sites do mundo inteiro. Site é uma palavra inglesa que significa sítio.  Dá para navegar a vida toda.

Participantes: Estimulados pelo coordenador, fazem comentários sobre o que conhecem da Internet…

Coordenador: Ocupem seus lugares, liguem as máquinas e entrem na internet. Naveguem e explorem suas possibilidades. Procurem, especialmente, materiais que cada um poderia aproveitar para a revista que estamos fazendo: imagens, fotos, informações etc.; materiais que possam ajudar a melhorar as capas. Nós, hoje, vamos continuar o trabalho com as capas que vocês fizeram na semana passada.

Quinze minutos após o horário marcado…

 

Cena 2: As pedras do caminho

Luís Penetra - Fotógrafos de Elvas
Luís Penetra – Fotógrafos de Élvas

Coordenador: Vamos interromper a navegação pela Internet. Vocês terão outras oportunidades de voltar a ela. Abram o Livro de Leitura, no capítulo Refletir (escrever). A primeira página desse capítulo é a poesia “No Meio do Caminho” (escrever), de Carlos Drummond de Andrade. Todos encontraram? Vamos ler a poesia todos juntos?

Todos: Lêem a poesia.

 

 

 

 

No meio do caminho tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho

Tinha uma pedra

No meio do caminho tinha uma pedra.

 

Nunca me esquecerei desse acontecimento

Na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

Tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra

 

Poesia Completa / Carlos Drummond de Andrade. – 1ª ed. -Rio de Janeiro: Editora Nova Aguilar S.A., 2002

 

Coordenador: Este poema é muito famoso. O que vocês acharam da mensagem?

Participantes: Estimulados pelo coordenador, fazem comentários a respeito do poema lido.

Coordenador: O que significa, no poema, a expressão “no meio do caminho tinha uma pedra”?

Participantes: Interpretam o texto.

Coordenador: Na vida, a gente sempre encontra uma pedra no caminho ou até mais de uma, não é? Até aqui, no caminho da Revista, vocês encontraram muitas pedras?

Participantes: Estimulados pelo coordenador, comentam a respeito dos problemas que já encontraram na criação da revista, como os enfrentaram e como conseguiram superá-los.

Coordenador: As pedras ainda não terminaram porque o caminho da criação e construção da revista ainda não acabou. A partir de hoje e nas próximas sessões, melhoraremos o que já fizemos e escreveremos muito mais. Voltaremos a cada uma das páginas realizadas na etapa passada em todos os dias da fase Refletir (escrever). Aperfeiçoaremos o trabalho já feito. Tornaremos tudo mais bonito. Corrigiremos o que for necessário corrigir. Escreveremos mais e melhor. Cada um vai fazer da sua parte da revista uma obra prima. Estão prontos para começar?

Participantes: Comentam a proposta de continuidade.

 

 

Cena 3: Capas

criação de Rodrigo Oliveira
Criação de Rodrigo Oliveira

Coordenador: Voltemos, então, para a capa da revista (mostrar a exposição). Lembram-se dela? Foi o primeiro trabalho que fizemos. Abram o arquivo no qual está a capa da revista. O nome da pasta é Revista (escrever) e o nome do arquivo é Capa (escrever). Todos acharam?

Participantes: Abrem o arquivo.

Coordenador: Melhoraremos todas as propostas de capa para a revista. O primeiro desafio é revisar o que já foi feito. Esta é a oportunidade de corrigir o que deve ser corrigido. Vamos verificar se o título da revista e o slogam estão escritos corretamente. Vamos trabalhar em duplas. Formem duplas!

Participantes: Formam duplas, organizadas segundo a proximidade dos computadores.

Coordenador; Cada integrante da dupla ajudará o outro a melhorar a redação do  título e do slogan da revista. Podem começar o trabalho de correção. Utilizem o comando Ortografia e gramática (escrever), em Ferramentas (escrever), que indicará, em vermelho, possíveis incorreções e fornecerá dicas para corrigir o que pode estar errado. Cuidado, no entanto. Às vezes o Word assinala palavras com um risco vermelho e não existe erro nenhum. Algumas vezes, ele dá sugestões para a correção, outras vezes não dá. Converse com o colega de dupla. Discutam.  Usem os dicionários da sala. Usen o Dicionário que vocês encontram na pasta LIVROS. Procurem dicionários na Internet.

 O coordenador acompanha os trabalhos, fornecendo orientações em relação à correção sempre que necessário. Após vinte minutos e verificando que todos conseguiram concluir as correções…

Coordenador: Muito bem! Desfaçam as duplas. Aqueles que não estiverem satisfeitos com o trabalho anterior, e quiserem fazer outras modificações no título e no slogam, podem fazê-lo.

Participantes: Trabalham a capa da revista, de acordo com a proposta.

Coordenador: Todos conseguiram fazer as modificações e correções na capa da revista? Salvem o trabalho no computador e no disquete, sem mudar o nome do arquivo. Vamos ao próximo passo.

 

Cena 4: Manchetes

Coordenador: O segundo desafio é incluir na capa da revista uma coisa nova: as manchetes. Todos sabem o que são manchetes? Manchetes são títulos em destaque, escritos com letras maiores para serem colocados em evidência (mostrar capas de revista previamente selecionadas com manchetes) como estas. Este título é um exemplo de manchete (mostrar). A manchete também é conhecida como chamada de capa. É uma espécie de anúncio do que o leitor vai encontrar no interior da revista. Peguem as revistas que estão nas mesas de vocês e localizem as manchetes nelas existentes. Cada um de nós lerá uma como se estivesse anunciando a revista no rádio ou na televisão. Eu vou começar.

Participantes: Seguindo o exemplo do coordenador, um a um, lêem uma manchete para os companheiros.

Coordenador. Percebam que as manchetes anunciam os assuntos abordados na revista. Em nossa revista, os assuntos tratados são os saberes de cada um. Sobre o que cada um está escrevendo?

Participantes: Cada um diz sobre o que está escrevendo.

Depois de escrever os temas dos integrantes do grupo…

Coordenador: Vocês escolherão uma ou mais dessas matérias para dar destaque na capa da revista. Escolham as que vocês querem colocar em evidência. Todos entenderam?

Participantes: Comentam a proposta. Esgotadas as dúvidas, começam a trabalhar na inclusão de uma manchete (ou mais de uma) na capa da revista.

O coordenador acompanha o desenvolvimento dos trabalhos sem interferir diretamente. Após vinte minutos

 

Cena 5: Arte Final

Coordenador: Todos incluíram suas manchetes de capa da revista? Atenção! Enquanto fazem a arte final, percorrerei as telas para fazer uma revisão final. Revisão final é a revisão que se faz em todas as publicações – jornais, livros, revistas, etc. – para ver se não sobrou nenhuma incorreção por distração do redator ou mesmo de outras revisões já feitas. Então, vou passar no lugar de cada um para fazer a revisão final e apontar casos que precisam de ajustes e/ou de melhorias…

Atenção, coordenador

Evite falar a palavra erro, ou expressões como: “está errado”, “precisa fazer certo”, “tem que mudar o que está errado”. Opte por expressões como: “está bem, mas são necessários alguns ajustes”; “está muito bem, mas com algumas correções vai ficar melhor ainda”; “está ótimo! Com pequenas correções fica perfeito!”

Participantes: Fazem a arte final da capa e correções baseadas nas indicações do coordenador.

 

Cena 6: Exposição de arte

Coordenador: Todos já concluíram? Já podemos fazer uma exposição dos trabalhos? Salvem as mudanças realizadas. Não se esqueçam também de salvar os trabalhos em disquete. Depois, cada um pode imprimir duas cópias da sua capa.

Concluída a impressão…

Coordenador: Para todos analisarem os progressos do grupo, vou expor a capa que cada um acabou de fazer ao lado da sua capa anterior, feita há vários dias.

Coloca os dois trabalhos de cada participante um ao lado do outro, construindo uma exposição coletiva.

Participantes: Movimentam-se para observar todos os trabalhos realizados no dia ao lado dos anteriores. Fazem comentários entre si e com o coordenador sobre suas impressões a respeito do progresso observado.

Coordenador: Parabéns a vocês. O trabalho está muito bom. Desta vez, nem elegeremos o melhor porque todos já são campeões em superação e progresso pessoal e, por esta razão, incomparáveis.

 

Cena 7: Navegando e pesquisando

Coordenador: Vamos  navegar na Internet novamente?  Vocês voltarão para a Internet com uma missão: a de encontrar coisas interessantes  sobre o assunto que estão trabalhando para acrescentar na revista. Ficou claro? (Pausa; depois, enfatizar) A navegação agora não deve ficar à deriva. A atitude é de pesquisador: cada um vai procurar material para enriquecer a sua revista.

Participantes: Comentam a proposta, solicitam esclarecimentos, lançam hipóteses a respeito do aproveitamento de recursos da Iternet.

Coordenador: O que encontrarem e quiserem guardar para uma utilização posterior, selecionem, copiem e colem numa pasta nova. Chamem esta pasta de Pesquisa Internet (escrever). Dêem um nome para cada arquivo. Nomes que facilitem achá-los depois. Todos entenderam?

Participantes: Exploram a Internet procurando textos, gravuras ou qualquer outro recurso sobre o “seu assunto” para incluir na revista. Trocam idéias sobre as possibilidades de aproveitamento. Copiam e arquivam tudo o que considerem interessante.

Dez minutos antes do horário marcado para a saída…

Coordenador: Já não temos mais tempo. Salvem tudo no computador e no disquete. Amanhã voltaremos ao material hoje pesquisado.

 

 Cena 8: Avaliação do Dia

Coordenador: Por favor, abram o MENSAGEIRO e escrevam uma mensagem para mim. Enviem para o meu endereço eletrônico. Para escrever a mensagem, vocês completarão a frase: O que mais me entusiasmou no trabalho de hoje foi… (escrever).

Participantes: Completam a frase e encaminham ao coordenador.

Coordenador: Já recebi a mensagem de todos. Muito obrigado. Espero vocês na próxima sessão. Venham com grandes idéias. Até amanhã. 

 

 

O Projeto Letramento Digital foi desenvolvido e está sendo implementado  pela Germinal e pelo Senac Rio, em parceria. Destina-se à inclusão digital de pessoas com dificuldades de leitura e escrita, objetivando, ao mesmo tempo, ampliar as competências de ler e escrever dessas pessoas com o uso do computador.

Lançado em 26 de maio de 2006, na sede do Senac Rio, a população alvo do Projeto é a que está incluída no nível mais elementar de alfabetismo (nível 1), do Índice Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF), criado pela Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro (IBOP).

”O nível 1 de alfabetismo corresponde à capacidade de localizar informações explícitas em textos muito curtos, cuja configuração auxilia o reconhecimento do conteúdo solicitado. Por exemplo, identificar o título da revista utilizada na testagem ou, num anúncio, localizar a data em que se inicia uma campanha de vacinação ou a idade a partir da qual a vacina pode ser tomada gratuitamente“.

A população alvo do Projeto está estimada em 40.000.000 de pessoas. Para enfrentar o desafio de atender pelo menos em parte uma população tão grande, o projeto foi desenvolvido de forma a ser facilmente replicado através de parcerias com instituições  governamentais, ONGs ou através de ações de responsabilidade social das empresas.

 

As organizações ou comunidades interessadas em participar do projeto podem procurar o Centro de Educação para o Trabalho e a Cidadania do Senac Rio. Telefone (21) 2473-8671. Podem também entrar em contato com a Germinal, através do Fale Conosco.

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Clique no link se estiver interessado em mais informações sobre o Projeto Letramento Digital ou em Amostra I ou Amostra II se quiser conhecer outros exemplos de sessões de aprendizagem (aulas) do Projeto Letramento Digital.

 

 

 

Prefeitura de Guaratinguetá (SP) assina termo de parceria para implantação do Projeto Jovem Aprendiz 2 de abril de 2009

 

O site AgoraVale, na edição de 26/03/2009,  veicula notícia sobre o Programa Jovem Aprendiz Rural. Reproduzimos, a seguir, a nota completa. As fotos foram incluídas por nós.

 

Jongo em Guaratinguetá - Foto c/celular

Jongo em Guaratinguetá - Foto c/celular de Rodrigo Dionisio

 “Guaratinguetá assina, nesta segunda-feira, 30, termo de parceira com o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) para a implantação do Projeto Jovem Aprendiz.

 

O Programa Jovem Aprendiz Rural visa ao desenvolvimento das competências básicas e gerais necessárias a todo tipo de trabalho produtivo na agricultura e na pecuária.

 

Destina-se também às competências do empreendedorismo, requeridas para potencializar o já existente espírito empreendedor rural, seja para estimular inovações nas organizações existentes, seja para incentivar novos empreendimentos, que assegurem renda à população jovem já capacitada”, completa o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Washington Agueda, que estará presente na cerimônia.

 

O ato oficial será na Escola Municipal André Freire, na Colônia do Piagui, devendo também contar com as presenças do prefeito Junior Filippo, vice-prefeito Miguel Sampaio, do presidente do Sindicato Rural de Guaratinguetá, Paulo Augusto Lucchesi, representando o Senar,  e da secretária de Educação Gilda Cortez.

 

O secretário Washington explica que, entre os convidados para o evento estão as associações de produtores e moradores rurais, a Cooperativa de Laticínios de Guaratinguetá, o Sebrae, o Senac,  a CATI, a Câmara Municipal, a ACEG, as empresas Basf, Jem Sistemas Agroecológicos, Artorgânica e Companhia da Terra, além da imprensa e produtores rurais.

 

O programa atenderá a jovens de 14 a 17 anos incompletos, que estejam cursando o ensino fundamental ou programas de educação de jovens e adultos (no mínimo na 5ª série), ou que tenham concluído o ensino fundamental, contratados ou não como aprendizes em organizações agropecuárias.

 

Didaticamente, o programa é estruturado com carga horária total de 600 horas, distribuídasem 150 dias letivos, com aulas de quatro horas diárias, em 19 módulos (projetos e oficinas), como segue:

1.Projeto de ação comunitária (20 horas)

2.Oficina de ética e cidadania (20 horas)

3.Oficina promoção da saúde (20 horas)

4.Projeto de vida (20 horas)

5.Oficina aprender a aprender (20 horas)

6.Oficina de comunicação oral e escrita (20 horas)

7.Projeto profissional (20 horas)

8.Oficina de atendimento ao cliente (20 horas)

9.Oficina de trabalho em equipe (20 horas)

10.Oficina tecnologia da informação (28 horas)

11.Projeto articulador – tornar uma área produtiva de forma sustentável (200 horas)

12.Estudos de agricultura polivalente (24 horas)

13.Estudos de pecuária polivalente (24 horas)

14.Oficina de manutenção de propriedades agrícolas (24 horas)

15.Oficina de recuperação de áreas degradadas (28 horas)

16.Projeto de empreendimento agrícola (32 horas)

17.Oficina de marketing e comercialização (20 horas)

18.Oficina de elaboração de projetos (20 horas)

19.Estudos de gestão de recursos humanos (20 horas)

 

A primeira turma a ser capacitada em 2009 é composta por 30 alunos da região agrícola da Colônia do Piguaí. Nos próximos anos, a metodologia deve estender-se para outras comunidades rurais do município.

 

Essa parceria entre a Prefeitura Municipal de Guaratinguetá e o Senar conta com o apoio do Sindicato Rural de Guaratinguetá, das secretarias municipais de Agricultura e Meio Ambiente e de Educação, além da produtora rural Giani Bresolin, proprietária do Sitio Santa Cruz, que cedeu parte da sua propriedade, ao lado da Escola André Freire, para o desenvolvimento prático do projeto.”

 

Jovem Aprendiz Rural de Itu (SP)

Jovem Aprendiz Rural de Itu

O Programa Jovem Aprendiz Rural, destinado aos jovens oriundos do campo e aprendizes, foi desenvolvido pela Germinal Consultoria para o SENAR de São Paulo. Busca desenvolver competências básicas para o trabalho, competências gerais para o trabalho rural e competências para o empreendedorismo.

 

 

 Para o desenvolvimento dessas competências, tem uma organização curricular composta por Projetos e Oficinas, como pode ser visto aqui.

 

 

Para cada um dos componentes curriculares foi elaborado um manual para o coordenador docente e uma Cartilha do Aprendiz, de modo a propiciar um referencial para a ação docente, um material de apoio para os alunos e facilitar a integração e o treinamento dos professores do Programa. Para conhecer agumas amostras desses manuais, clique aqui.

 

Os Manuais do Instrutor (coordenador docente) e/ou as Cartilhas do Aprendiz de todos os componentes curriculares do Programa já foram publicados na Internet pelo SENAR. Para acessá-los, utilize os links que incluimos na coluna à esquerda do blog em: Aprendiz Rural – textos elaborados pela Germinal.

 

 
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