Germinal – Educação e Trabalho

Soluções criativas em Educação, Educação Profissional e Gestão do Conhecimento

Blogagem coletiva sobre Arquitetura e Educação 31 31UTC março 31UTC 2009

 

Sala de aula

Sala de aula

 

 

Continuando com seus posts sobre Arquitetura e Educação, Jarbas Novelino Barato, do Boteco Escola, depois de contar uma deliciosa história sobre uma sala de aula convencional, que foi (acreditem) montada em um avião, cita-me e incita-me a ajudá-lo a promover uma blogagem coletiva sobre o assunto. Assim falou (escreveu) Jarbas:

 

Sala de aula

Sala de aula

 ”Assim que comecei a comentar o assunto, o Kuller entrou na conversa. Ele vem publicando posts sobre o assunto lá no Germinal. Miriam Salles comentou nossa conversa (minha e do Kuller) e deu exemplos baseados em sua experiência docente. Já temos um começo.

 

Mas eu gostaria muito de saber a opinião de educadores amigos sobre o tema. Para tanto, estou propondo uma blogagem coletiva sobre Arquitetura e Educação. Como é preciso um tempo para refletir sobre a matéria, sugiro que a blogagem não tenha um dia pré-estabelecido, mas ocorra nos dois próximos meses de abril e maio.  Todos os amigos que passarem por aqui estão, desde já, convidados para a empreitada. Listo a seguir alguns nomes cujas opiniões o tema eu gostaria muito de conhecer.

Essa é uma primeira leva. Vou listar brevemente outros convidados (ou seriam convocados?). Solicitarei ao Kuller que promova a iniciativa lá no Germinal, com lista de gente com quem ele dialoga mais frequentemente. E, é claro, todos os amigos deste Boteco podem convocar outros amigos para a blogagem coletiva sobre Arquitetura e Educação“.

 

Sala de aula do século XIX

As fotos foram acrescentadas por mim.

A provocação de Jarbas criou-me alguns problemas. Como blogueiro iniciante, não sabia o que era blogagem coletiva. Fui procurar. Não existem muitas definições disponíveis. Escolhi esta:

 

Blogagem coletiva é a união de vários blogueiros ou simpatizantes, escrevendo sobre um mesmo assunto em uma data combinada com antecedência. A idéia é conhecer os diversos pontos de vista sobre o assunto e usar a internet de maneira inteligente! (in: Blog do Ronaldo Santos)

 

O segundo problema foi selecionar os convidados. A condição de iniciante também limita o número de pessoas com quem tenho estabelecido freqüentes diálogos no blog. A lista de Jarbas já rouba-me alguns com quem tenho começado a dialogar. Decidi incluir parceiros de outros sítios de conversa. Dos abaixo citados, a maioria é participante  de um grupo de blogs educativos e/ou participante de uma recente viagem virtual a Cuba. São eles:

 

Todos estão convidados a participar da blogagem coletiva sobre Arquitetura e Educação.

 

O terceiro problema é não ter uma idéia clara do procedimento. A minha condição de iniciante, permite a pergunta inocente: Jarbas, como devemos proceder para participar?

 

Escola do futuro? 30 30UTC março 30UTC 2009

 

Quem vai ensinar – e o quê – aos alunos do século XXI?

 

Pedro Silveira
LINKS RELACIONADOS

Por Caio Barreto Briso, Kleyson Barbosa, Luís Guilherme Barrucho e Sofia Krause

 

“Uma sala de aula com carteiras enfileiradas diante de um quadro negro. Os alunos, calados, prestam atenção no professor. Memorize esta cena: ela está com os dias contados. A entrada das novas tecnologias digitais na sala de aula criou um paradigma na educação: como tais ferramentas, que os alunos, não raro, já dominam, podem ser aproveitadas por professores que, frequentemente, mal as conhecem? As escolas têm, pela frente, um desafio e uma oportunidade. O desafio: formular um projeto pedagógico que contemple as inovações tecnológicas e promova a interatividade dos alunos. A oportunidade: deixar para trás um modelo de ensino que se tornou obsoleto no século XXI” (clique no título acima da foto para ver a matéria completa).

 

Com o título, a ilustração e o parágrafo acima incluídos, a Revista Veja, edição de 25 de março de 2009, inicia um artigo sobre a escola do futuro.

 

O que chama atenção, neste início de artigo, é a contradição entre foto e texto. A foto contradiz, ponto a ponto, o texto.

 

A sala com carteiras enfileiradas, onde alunos, calados, prestam atenção no professor, não está com os dias contados. A foto mostra que a tecnologia não muda o paradigma tradicional. O professor continua no centro da cena.

 

É verdade que os alunos podem, em suas carteiras digitais, acompanhar de perto o que está sendo apresentado na lousa digital. Podem não olhar para o professor, mas todos olham para o que ele está apresentando. No essencial, a foto mostra que nada muda. Mais que isso. A tecnologia é usada para fixar o paradigma tradicional.

 

O dispositivo arquitetônico instalado para dar suporte às telas dos computadores reforça e fixa o arranjo em auditório. As enormes bancadas fixas, criando dois níveis, impedem outros arranjos da sala. Isso dificulta o desenvolvimento de um conjunto de atividades pertinentes à uma Aprendizagem Criativa.

 

Parece que não será a tecnologia da informação que mudará um modelo pedagógico que está profundamente incrustado no “inconsciente coletivo” de nossa sociedade e de nossos educadores. A fixação em um dispositivo arquitetônico é apenas um exemplo.

 

Para aprofundar a discussão em relação à fixação dos modelos arquitetônicos, veja o artigo de meu amigo Jarbas Novelino  Barato “Prédios e equipamentos escolares ensinam”, no blog Boteco Escola.  Leiam também o post deste blog: Arquitetura escolar e Aprendizagem Criativa.

 

Aprendizagem Criativa – Variações na apresentação da análise (IV) 27 27UTC março 27UTC 2009

 

 

 

Em uma série de posts anteriores, temos discutido uma abordagem educacional, possivelmente inovadora, que denominamos de Aprendizagem Criativa. Dela já postamos as características gerais, a metodologia e alguns de seus passos metodológicos. Os links a seguir permitem o acesso aos posts anteriores, na ordem lógica da apresentação, que estamos desenvolvendo em capítulos:

 

1. Aprendizagem Criativa

2. Aprendizagem Criativa – Metodologia

3. Aprendizagem Criativa – Focalização e simbolização

4. Aprendizagem Criativa – A amplificação

5. Aprendizagem Criativa – A análise (I) – falar e ouvir

6. Aprendizagem Criativa – A análise (II) – o grupo-sujeito

7. Variações criativas na dinâmica dos grupos – Aprendizagem criativa – A análise (III)

 

 

Além desses textos mais teóricos, postamos quatro artigos sobre aplicaçações metodológicas e questões correlatas:

 

1.Dinâmica de apresentação (Grupo-sujeito)

2. Falar e ouvir

3. Dinâmica do Circuito dos Elementos

4.  Arquitetura escolar e Aprendizagem Criativa

 

 

Neste post, vamos continuar descrevendo as caracaterísitcas da fase de Análise na Aprendizagem Criativa.

 

Variações Criativas na Apresentação da Análise

A análise da amplificação ( ver item 4, acima) pode ser feita individualmente, em pequenos grupos, em painel ou assembléia. Para todos esses casos, coloca-se o problema de como organizar e apresentar os dados da reflexão e/ou discussão. Embora parecendo um problema de ordem menor, a forma de registro e apresentação da análise pode ter um peso significativo na eficácia e no envolvimento dos participantes com a situação de aprendizagem.

 

Um registro mal organizado e uma apresentação enfadonha da análise podem comprometer toda a situação de aprendizagem, por melhor que tenham sido os momentos anteriores. Já existem inúmeras alternativas técnicas para a apresentação da análise. Também aqui é possível ser criativo.

 

Vamos começar com as alternativas já conhecidas. Vamos desconsiderar, por banais, a apresentação oral ou da transcrição de um resumo das conclusões para folhas de flip-chart ou de cartolina, seguidas de apresentação oral e debates. Dentre as alternativas já conhecidas existem formas mais promissoras.

 

 

1. Usando tarjetas para registro e apresentação da análise

  A tarjeta é um cartão retangular e colorido, com gramatura variando de 80 a 120, na medida-padrão de 11 por 22 cm. É utilizada para visualização da contribuição individual e para organizar as conclusões de processos participativos de discussão. Para facilitar a visualização com o uso de tarjetas, é importante que o participante (aluno, aprendiz, treinando):

  • Só registre uma conclusão por tarjeta.
  • Escreva com pincel atômico (azul ou preto).
  • Escreva em letra de forma, maiúscula.
  • Não use mais do que três linhas.
  • Garanta que o texto possa ser visto a distância.
  • Use cores diferentes para assuntos diferentes.
  • Com fita crepe, cole as tarjetas nos locais indicados do painel

Em reuniões do grupo-classe, com o uso de tarjetas na apresentação das conclusões, é possível construir painéis para visualização das contribuições dos indivíduos ou pequenos grupos. Esses painéis podem tornar-se construções sofisticadas e esteticamente atraentes, com o uso de títulos com formatos diferentes e variando-se a cor das tarjetas segundo uma definição prévia das variáveis a serem utilizadas na análise.

 

Depois da apresentação dos indivíduos ou dos grupos, como cada conclusão está registrada em uma tarjeta, é possível facilmente mudá-las de lugar para sistematizar e tornar consensual a análise. Pode-se eliminar as tarjetas repetitivas e  promover discussões em torno das tarjetas que contém idéias divergentes ou contraditórias. Chegando-se ao consenso, se necessário, outras tarjetas podem ser rapidamente escritas para substituir as que eram anteriormente objeto de discordância.

 

Por fim, o coordenador (professor, facilitador) pode contribuir com a análise, incluindo outras tarjetas e enriquecendo o painel de conclusões.

 

Em post a ser ainda publicado, apresentaremos um exemplo de utilização de tarjetas na análise.

 

 

2. Usando Mapas Mentais para registro e apresentação da análise

 

 Mapas mentais são diagramas hierárquicos (em árvore) que podem representar os dados da análise da amplificação:

na forma de texto, ilustração ou ambas;

• de forma sintética;

• de forma organizada e nivelada.

 

Na figura a seguir, apresentamos um exemplo de mapa mental que foi  utilizado para apresentar as informações essenciais sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 

 

mapa mental_IDH

 

 Observem que a partir de um tópico central (IDH), também chamado de título ou raiz, derivam-se tópicos (O que é; Parâmetros, …) que são ligados à raiz através de linhas.  Cada tópico pode conter um texto, ilustração ou ambas, como mostra um outro exemplo apresentado a seguir. Nele, o mapa mental foi utilizado para representar o tempo de degradação de alguns materiais:

 

mm_Tempos_degradação

Dos tópicos derivam-se sub-tópicos, que por sua vez podem comportar outros sub-tópicos. O resultado é uma organização hierárquica. Nesta, há um crescente detalhamento e os registros são cada vez mais específicos. A formatação da ilustração em geral segue esta orientação. As linhas são cada vez mais finas, as figuras e as fontes do texto cada vez menores.

 

“Há duas linhas básicas de elaboração de mapas mentais: à mão e em software. O criador da técnica, o inglês Tony Buzan, enfatiza a elaboração à mão, sendo alguns dos argumentos o desenvolvimento da criatividade e a integração dos lados esquerdo e direito do cérebro. Há muitos seguidores de Buzan que são fiéis a suas diretrizes. Um das limitações dessa linha é que a produtividade da elaboração de mapas mentais à mão é muito baixa, devido ao redesenho, sendo mais adequada para conteúdo estável e pessoal. Sob uma perspectiva prática, quando usamos um recurso de estruturação, é porque não estamos conseguindo lidar com um conteúdo e é natural esperar que comecemos com fragmentos que serão depurados e organizados, o que envolve vários ciclos de trabalho, assim como para um texto ou outro documento cuja estrutura ainda não está madura.” ( Virgílio Vasconcelos Vilela, in: Mapas Mentais)

 

Em post futuro, apresentaremos um exemplo de utilização do Mapa Mental na análise da amplificação.

 

Para não tornar o post muito longo, este artigo continua em próxima postagem.  Nela, apresentaremos outras alternativas técnicas para o registro e a apresentação da análise, tais como as transparências (retroprojetor), o Data-Show e o uso das ferramentas básicas do Movimento da Qualidade.

 

Educadores do Brasil: Lauro de Oliveira Lima 24 24UTC março 24UTC 2009

Reproduzimos, a seguir, um artigo publicado originalmente em 10/04/2009  em “O Povo”, do Ceará, e mais recentemente no Jornal da Ciência.

Por:  Ariosto Holanda

Ao refletir sobre o conceito que gozava o município de Limoeiro do Norte de ser o berço cultural do Vale do Jaguaribe percebi que as razões de tal predicado estavam relacionadas com as obras de seus professores e educadores. Na minha análise identifiquei entre muitos ilustres professores, pelo menos dois grandes semeadores da educação. D. Aureliano Matos e Lauro de Oliveira.

A obra de D. Aureliano, apesar de localizada em Limoeiro, teve o mérito de funcionar como um laboratório de ações exemplares que se irradiavam para todos os municípios circunvizinhos. Já a atuação do professor Lauro foi mais abrangente. As suas obras educacionais, que alcançaram todo o território nacional chegando inclusive ao exterior, o consagraram como o filósofo da educação.

Lauro nasceu em Limoeiro, em 1921, ali fazendo seu curso primário na escola do mestre Afonso onde os alunos repetiam a tabuada e cantavam o bê-á-bá sob o regime da palmatória. Formado em Direito e Filosofia, exerceu durante anos o magistério. Mas, foi ao fundar o ginásio Agapito dos Santos que se revelou como reformador do sistema pedagógico escolar. Os seus livros A Escola Secundária Moderna e Formação do professor Primário descrevem os fundamentos da renovação pedagógica que implementou.

Em 1955 já como inspetor seccional do MEC promoveu a democratização do ensino por meio de várias ações onde se destacaram as jornadas pedagógicas, em diferentes cidades do interior, com a realização de cursos de aperfeiçoamento, e a criação dos clubes cientistas de amanhã. Planejou e administrou a primeira campanha de alfabetização em massa promovida pelo MEC e os Cursos de Aperfeiçoamento e Difusão do Ensino Secundário – Cades.

Em 1963, é convidado a participar da equipe do Ministro da Educação Paulo de Tarso como Diretor do Ensino Médio, tendo como companheiros Armando Hildebrando no Ensino Industrial, Paulo Freire na Erradicação do Analfabetismo, Darcy Ribeiro na Universidade de Brasília e Anísio Teixeira no Ensino Fundamental.

Nunca a educação brasileira foi tão criativa Infelizmente, o golpe de 64 atingiu em cheio o professor Lauro de Oliveira. Foi preso, cassado e demitido. Ao sair da prisão, embora traumatizado, foi fazer o que sabia: escrever e lecionar.

Defensor das teorias de Jean Piaget, obteve a aprovação do eminente psicólogo suíço para instalar no Rio de Janeiro um Centro Experimental e Educacional Jean Piaget conhecido como A Chave do Tamanho. O professor Lauro de Oliveira não só defendeu os princípios e os métodos da Escola Piaget como demonstrou na prática a sua eficiência.

Em 1993 é condecorado pelo governo federal com a medalha e diploma de Grande Oficial da Ordem Nacional do Mérito Educativo. Em 2007 a Universidade Federal do Ceará lhe confere o título de Doutor Honoris Causa.

Como historiador merece destaque a sua obra Na Ribeira do Rio das Onças onde descreve a história de Limoeiro do Norte, nos seus aspectos geográficos, antropológicos e políticos.

Com certeza o Brasil lembrará na sua história o nome de Lauro de Oliveira como o do escritor, filósofo e professor que contribuiu decisivamente para a melhoria da qualidade do ensino com medidas revolucionarias e inovadoras.

Ariosto Holanda é deputado federal pelo PSB.

Ver também:

1. A obra de Lauro de Oliveira Lima em : LAURO DE OLIVEIRA LIMA

2. Psicopedagogia- Lauro de Oliveira Lima

3. Livros de LAURO DE OLIVEIRA LIMA

4. Lauro de Oliveira Lima – Pensador

5. A Chave do Tamanho

 

Portal do Futuro em Campos dos Goytacases (RJ) 24 24UTC março 24UTC 2009

 

O site da Prefeitura Municipal de Campos, divulgou a seguinte notícia sobre o Projeto Portal do Futuro:

 

Cerca de 36 jovens entre 16 e 18 anos estão sendo encaminhados, nessa segunda-feira, para uma experiência de 10 dias em empresas do município em busca de uma chance no mercado de trabalho. O encaminhamento faz parte do projeto Portal do Futuro, uma parceria entre a Fundação Municipal da Infância e Juventude e o Senac que, desde agosto do ano passado, tem qualificado jovens de Campos.

 

De acordo com a coordenadora do projeto, Monalisa Areas, o projeto tem três fases. “Os jovens passam pela fase do Ser Pessoa, Ser Cidadão e Ser Profissional. Depois disso, eles passam pela Estação de Vivência, que são 10 dias nas empresas”, explica.

 

O projeto propõe adequar o jovem ao mercado de trabalho, de acordo com a própria tendência. Por isso há uma diversidade grande de empresas conveniadas. “Tivemos mais de 30 empresas diferentes. De salão de beleza a supermercados”, afirma Monalisa.

 

Depois de encerrado o período de estágio, a Fundação Municipal da Infância e Juventude vai avaliar o projeto e as necessidades do mercado para fazer a adequação do projeto à realidade de mercado no município. Na primeira fase foram inscritos 70 jovens. “Ainda não sabemos quando e quantas vagas vamos oferecer, mas faremos a divulgação com antecedência”, garante Monalisa.”

 

Portal do Futuro é um projeto destinado a jovens em situação de risco de exclusão social, desenvolvido pelo Senac Rio, com consultoria da Germinal. O projeto destina-se à capacitação básica de jovens para atuação no Setor de Comércio e Serviços. Para tanto, está organizado em torno de competências básicas e gerais requeridas por toda ocupação de comércio ou de serviços.

 

A Germinal participou ativamente no desenho do Programa e prestou consultoria na elaboração dos manuais dos docentes das oficinas que constituem os três módulos fundamentais do programa: Ser Pessoa, Ser Cidadão e Ser Profissional. Para mais informações sobre o Portal do Futuro, clique aqui.

 

Plano de Vida e Carreira (excerto de outra alternativa) 19 19UTC março 19UTC 2009

 

Esta é uma amostra do trabalho desenvolvido para o Trilha Jovem. A primeira versão do Projeto Trilha Jovem derivou de uma proposta curricular desenvolvida, em 2001, pela Germinal Consultoria para o Instituto de Hospitalidade (IH), de Salvador, na Bahia. Essa primeira versão foi alterada pelo IH nas primeiras implementações. Depois, a versão original e a inicialmente implementada foram fundidas na versão atual. A Germinal também contribuiu nesse trabalho. 

 

Por fim, a partir da crítica, sistematização, reformulação e ampliação dos planos de aula utilizados nas primeiras implementações, a Germinal criou as Referências para a Ação Docente, que são manuais que apresentam sugestão, passo a passo, de desenvolvimento de todas as unidades curriculares do Projeto. Para mais informações sobre o Trilha Jovem, clique aqui.

 

O texto a seguir é a referência para a ação docente no desenvolvimento de uma das Sessões de Aprendizagem do Plano de Vida e Carreira, projeto articulador do Eixo III – Construir um Plano de Vida e Careira - do Projeto Trilha Jovem. O excerto foi retirado das Referências para a Ação Docente, desenvolvidas pela Germinal e publicadas pelo Instituto de Hospitalidade. O texto não foi originalmente editado da forma como é apresentado aqui. Ele constitui apenas uma amostra do trabalho da Germinal na formatação de programas de educação básica para o trabalho.

 

Dois textos já publicados aqui no blog fundamentam a escolha do conteúdo e e a opção metodológica utilizada na aula apresentada e na unidade didática Projeto de Vida e Carreira. Para acessar o texto Reflexões em torno de uma Oficina de Apresentação Pessoal, clique aqui. Para acesso ao texto Como trabalhar metodologias na educação profissional, clique aqui.

  

 

Plano de Vida e Carreira (pvc) 

Aula 3/7

Competências

Situações de aprendizagem

recursos

tempo

 

Reconhecer os próprios valores e/ou pontos fortes.

Traçar objetivos e metas pessoais e profissionais.

Construir um Plano de Vida e Carreira (PVC).

Promover o cuidado de si mesmo.

 

 

1. Aquecimento – Apresentação individual 8.

Som e música do jovem. Retroprojetor ou Data-Show. Som. Log Book.

5’

2. Carpe Diem.

TV e DVD.

75’

3. Apresentação individual 9.

Som e música do jovem.

5’

INTERVALO

15’

4. Apresentação individual 10.

Som e música do jovem.

5’

5. Regras estéticas para a vida.

Som, músicas, letras de música e material de colagem, desenho e pintura. Tarjetas.

 

100’

6. Atividade com os ovos.

1 ovo para cada participante.

30’

7. Apresentação individual 11.

Som e música do jovem.

5’

         

Objetivos

1.      Dar continuidade na formulação de uma proposta de construção estética da existência.

2.      Orientar a definição dos componentes estratégicos (missão, visão e valores) do Plano de Vida e Carreira.

3.      Possibilitar o envolvimento emocional com essas primeiras definições.

4.      Propiciar a elaboração e classificação de regras estéticas para a vida, como base para a construção dos planos de vida e carreira.

5.      Criar um clima de respeito pela diferença e valorização da diversidade.

6.      Mobilizar o grupo para uma reflexão posterior sobre a constituição da família, em especial, sobre os problemas da gravidez não-planejada.

 

 

Descrição das situações de aprendizagem

 

1. Aquecimento – Apresentação individual 8 

 

No início da sessão, a sala está obscurecida. Em contraste com a penumbra, o retroprojetor ilumina o poema “Sonho de Herói”, de Murilo Araújo. Ouve-se um fundo musical suave e que induz à reflexão (O Adagietto da Sinfonia Nº 5 de Mahler, por exemplo. Existem muitas gravações. Pode ser usada a gravação existente em: KARAJAN, H.V. Karajan forever. Hamburgo, Deutsche Grammophon, 2003. CD.)
 
 
        

 

Observe que foi sugerida uma repetição de parte do cenário. Recomenda-se a mesma sala obscurecida. O obscurecimento da sala é acessório. Nesse início, o importante são os poemas, que introduzem, de forma simbólica, o tema do dia. Obscurecer a sala é um recurso para destacar o poema. Se não for possível o obscurecimento da sala ou se você quiser variar o recurso, outras possibilidades de destaque do poema podem ser usadas.

 

Como sempre, receba os jovens na porta do ambiente de aprendizagem (Assim você pode dar um exemplo de pontualidade, atitude fundamental no sucesso profissional dos jovens na área de turismo). Solicite que entrem e permaneçam em silêncio para um momento de reflexão e recapitulação do dia anterior. Retorne à iluminação normal. Proceda ao sorteio do relator e solicite a leitura do Log Book.

 

 

Abra espaço para a oitava apresentação individual de qualidade, acontecimento e música feita por um dos jovens. A partir desta aula, as apresentações podem ser estimuladas a partir da seguinte provocação: alguém tem uma música que pode ser apropriada para este momento? Continue a construção do Mural das Qualidades Humanas.

 

2. Carpe Diem

 

Em painel, anuncie a exibição da seqüência inicial do filme “Sociedade dos Poetas Mortos (”SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS. Dirigido por Peter Weir. EUA, Buena Vista, 1989. 1 DVD.  A primeira seqüência termina no fim da cena que acontece fora da sala de aula, no corredor da escola, onde o professor mostra as fotografias dos ex-alunos e exorta: “Carpe Diem!”).  

 

 

Após a exibição, sem comentários, projete novamente o poema, agora com as luzes acessas. Peça que um voluntário leia o poema para a classe, em voz alta.

 

SONHO DE HERÓI

Com um galho de bambu verde

e dois ramos de palmeira

eu hei de fazer um dia o meu cavalo – com asas!

Subirei nele, com vento, lá bem alto,

de carreira,

por sobre o arvoredo e as casas.

 

Voarei, roçando o mato,

as copas em flor das árvores,

como se cruzasse o mar…

e até sobre o mar de fato

passarei nas nuvens pálidas

muito acima das montanhas, das cidades, das cachoeiras,

mais alto que a chuva, no ar!

 

E irei às estrelas,

ilhas dos rios de além,

ilhas de pedras divinas,

de ribeiras diamantinas

com palmas, conchas, coquinhos nas suas praias também…

praias de pérola e de ouro

onde nunca foi ninguém…

 

 

ARAÚJO, M. Poemas completos de Murilo Araújo. Rio de Janeiro: Pongetti. 1960, pág. 84.

 

 

Promova, a seguir, um breve debate sobre o filme, seguido da comparação entre filme, poema e atividades das sessões anteriores.

 

Missão

Em momento apropriado, solicite que os jovens, individualmente, definam uma possível missão de vida (o que fará a minha vida extraordinária / o que fará a minha vida bela / qual meu sonho de herói?) e a visão pessoal (que pretendo vir a ser como pessoa nos próximos anos. As definições devem ser curtas e claras e escritas em apenas duas tarjetas de cores diferentes.

 

Quando os jovens terminarem, em painel, solicite a apresentação, uma a uma, das missões e visões propostas. Promova uma breve discussão das missões e visões apresentadas. Faça indicações de melhoria da redação, se necessário. Possibilite um tempo aos que queiram fazer uma revisão da missão e da visão pessoal.

 

3. Apresentação individual 9

 

Antes do intervalo, solicite a nona apresentação individual.

 

4. Apresentação individual 10

 

Depois do intervalo, promova a décima apresentação individual.

 

5. Regras estéticas para a vida

 

Proponha, inicialmente, a definição de regras estéticas para a vida. Cada jovem deve trabalhar a partir da seguinte questão: que regras de vida eu devo definir para atingir a minha visão e missão e, assim, tornar bela minha existência? As regras devem ser escritas de forma sucinta e clara e transcritas em tarjetas de cor diferente daquelas usadas para a visão e a missão. O conjunto das tarjetas de cada jovem pode inspirar mais uma página do livro “Minha Vida, Minha Carreira”.

 

Depois do trabalho individual de elaboração das regras, divida os jovens em quatro grupos. Atribua a tarefa aos grupos: criação e preparo de um videoclipe a partir de uma música determinada. Todos os grupos trabalharão sobre o mesmo tema: como fazer a vida bela ou como fazer da vida uma obra de arte.

 

O videoclipe poderá ter duração superior à da música e deve conter uma rápida verbalização de cada um dos integrantes do grupo. A verbalização deverá incluir a leitura das tarjetas que contenham as regras estéticas da existência (como tornar a vida bela) assumidas por aquele participante. Não se trata de simplesmente ler as tarjetas, mas sim, com esses elementos, embelezar a cena.

 

As músicas propostas são: Beleza Pura; Sonho Impossível; Tocando em Frente e Redescobrir. Você pode substituir as músicas por outras mais ao gosto da região ou dos jovens desde que, em suas letras, elas façam menção direta ou simbólica ao tema em pauta. Apresentam-se a seguir os vídeos e  as letras das músicas sugeridas.

 

 

Grupo A: Beleza Pura

 

Não me amarra dinheiro não

mas formosura

Dinheiro não

a pele escura

Dinheiro não

a carne dura

Dinheiro não

 

Moça preta do Curuzu

Beleza pura

Federação

Beleza pura

Boca do Rio

Beleza pura

Dinheiro não

 

Quando essa preta começa a tratar do cabelo

É de se olhar

Toda a trama da trança a transa do cabelo

Conchas do mar

Ela manda buscar pra botar no cabelo

Toda minúcia

Toda delícia

 

Não me amarra dinheiro não

mas elegância

Não me amarra dinheiro não

mas a cultura

Dinheiro não

a pele escura

Dinheiro não

a carne dura

Dinheiro

não

 

Moço lindo do Badauê

Beleza Pura

Do Ilê aiyê

Beleza Pura

Dinheiro Yeah

Beleza Pura

Dinheiro não

 

Dentro daquele turbante dos filhos de Gandhi

É o que há

Tudo é chique demais, tudo é muito elegante

Manda botar

Fina palha da corte e que tudo se trance

todos os búzios

todos os ócios

Não me amarra dinheiro não.

Mas os mistérios.

 

VELOSO, C. Beleza Pura. In: Cinema transcendental: a outra banda da terra. Polygram, 1999, 1 CD.

 

 

Grupo B: Sonho Impossível

 

Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

 

DARION, J. e LEIGH, M. Versão Chico Buarque e Ruy Guerra. Sonho Impossível. In: Sonho impossível. Maria Bethânia, EMI, 2003, 1 CD

 

 

Grupo C: Tocando Em Frente

 

Ando devagar

Porque já tive pressa

Levo esse sorriso

Porque já chorei demais

 

Hoje me sinto mais forte

Mais feliz quem sabe

Só levo a certeza

De que muito pouco eu sei

Eu nada sei

 

Conhecer as manhas e as manhãs

O sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar

É preciso paz pra poder sorrir

É preciso a chuva para florir

 

Penso que cumprir a vida

Seja simplesmente

Compreender a marcha

Ir tocando em frente

 

Como um velho boiadeiro

Levando a boiada

Eu vou tocando os dias

Pela longa estrada

Eu vou

Estrada eu sou

 

Conhecer as manhas e as manhãs

O sabor das massas e das maçãs

É preciso amor pra poder pulsar

É preciso paz pra poder sorrir

É preciso a chuva para florir

 

Todo mundo ama um dia

Todo mundo chora um dia

A gente chega

E o outro vai embora

Cada um de nós

Compõe a sua história

Cada ser em si carrega o dom de ser capaz

De ser feliz.

 

SATER, A., TEIXEIRA, R. Tocando em frente. In: Um Violeiro Toca. Som Livre, 2006, 1 CD.

 

 

Grupo D: REDESCOBRIR

 

Como se fora brincadeira de roda

                     Memória

Jogo do trabalho na dança das mãos

                     Macias

O suor dos corpos na canção da vida

                     História

O suor da vida no calor de irmãos

                     Magia

Como um animal que sabe da floresta

                     Memória

Redescobrir o sal que está na própria pele

                     Macia

Redescobrir o doce no lamber das línguas

                     Macias

Redescobrir o gosto e o sabor da festa

                     Magia

Vai o bicho homem fruto da semente

                     Memória

Renascer da própria força a própria luz e fé

                     Memória

Entender que tudo é nosso, sempre esteve em nós

                     História

Somos a semente, ato, mente e voz

                     Magia

Não tenha medo meu menino povo

                     Memória

Tudo principia na própria pessoa

                     Beleza

Vai como a criança que não teme o tempo

                     Mistério

Amor se fazer é tão prazer que é como fosse dor

                     Magia

 

GONZAGA JR, L. Redescobrir. In: Elis: saudades do Brasil, Warner, 2001, CD duplo.

 

 

Apresentação dos grupos

Em painel, coordene a apresentação dos videoclipes. A apresentação de cada videoclipe (incluindo a cena com as tarjetas) deverá ter, no mínimo, a duração da música e, no máximo, cinco (5) minutos.

 

Após a apresentação, organize a formação de um grande quadro com as regras estéticas para a vida, integrando as tarjetas de todos os jovens. As tarjetas são colocadas no chão e, sem falar ou usar mímica, a classe organiza as tarjetas por tema ou âmbito de aplicação das regras: trabalho, cuidados pessoais, relações familiares etc.

 

Promova uma discussão aberta sobre a vivência. Depois, oriente a numeração das tarjetas para facilitar recomposições posteriores do quadro. O quadro pode ser individualmente recriado e ser uma outra página do livro “Minha Vida, Minha Carreira”. Outra possibilidade é a recriação do quadro para o evento de inserção profissional previsto para o final do Trilha Jovem.

 

 

6. Atividade com os ovos

 

Faça a distribuição de um ovo por participante. Os jovens devem cuidar dos ovos como se fossem filhos, relatando a experiência no Log Book. Ao cuidar dos “filhos”, os jovens devem obedecer às seguintes regras:

 

·         trazer seus “filhos” para as atividades do Trilha Jovem, todos os dias até a aula 6/7 de PVC;

·         quando um “filho” for quebrado, o jovem deverá pagar uma prenda, acordada previamente pelo grupo e o educador;

·         quando um jovem deixar de trazer seu “filho” para as atividades do Trilha Jovem, também deverá pagar uma prenda (uma prenda para cada dia de ausência do “filho”).

 

Oriente um trabalho individual de arte plástica com os ovos. Os ovos devem ganhar uma identidade, permitindo a identificação dos “filhos”. Solicite também que os jovens definam os nomes dos “filhos”. Por fim, defina, junto com os jovens, as prendas a serem pagas.

 

 

7. Apresentação individual 11

Em painel, localize um voluntário que tenha a música apropriada para o momento, para fazer a última apresentação individual de qualidade, acontecimento e música, encerrando o dia.

 

 

Instrumentos e critérios de avaliação

§    Apresentações individuais de músicas.

§    Discussão a partir do poema e do filme.

§    Definições de missão e visão.

§    Regras estéticas para a vida definidas.

§    Concepção e apresentação dos videoclipes.

§    Painel de regras estéticas para a vida.

§    Reação à proposta da atividade com os ovos.

 

 

Mais um dardos 18 18UTC março 18UTC 2009

 

 Recebemos mais um Prêmio Dardos do blog Kimilokos, da Thaiza Montine. As regras do Prêmio obrigam, para quem o aceita, a reprodução do selo (ao lado)  e a citação de quem o ortogou (regra duplamente cumprida).

 

Ao receber o Prêmio, Thaiza comentou: “Pra muita gente deve parecer insignificante receber este tipo de ‘homenagem’, digamos assim, mas pra mim é algo sensacional! É uma maneira de mostrar ao blogueiro que o recebe que sua responsabilidade e seu compromisso com a comunidade estão aumentando, e isto evidencia sua evolução e melhora“. Diz ela que, na última frase,  são palavras de Franz, um dos que a haviam presenteado primeiramente.

 

Outra regra do Prêmio é atribuí-lo a outros 15 blogs. Embora concordando com as palavras de Thaiza e Franz, nossa escolha também vai incluir blogueiros iniciantes, como forma de incentivar a permanência deles na blogosfera. Aí vai:

 

1. Ginástica Laboral

 

2. Questão de classe

 

3. Aprendências

 

4. Blog do Professor Franco

 

5. Monitorando

 

6. Pedagoletras

 

7. Para entender a Internet

 

8. Viagens literárias

 

9. Educação a distância – FUNDAJ

 

10. Hablas Espanhol?

 

11. A Educação do meu Umbigo

 

12. Educação para o Trabalho – Comunidades

 

13. Arteirinhos: Arte na Educação Infantil e no Ensino Fundamental

 

14. Coelhos na Cartola

 

15. Professor Digital

 

 

 

Aula Inaugural oficializa início do Trilha Jovem Iguassu 2009 16 16UTC março 16UTC 2009

O site H2Foz, em 16/03/2009, veicula a seguinte notícia sobre o Projeto Trilha Jovem:

Na última sexta-feira (06) o Projeto Trilha Jovem Iguassu oficializou o início da sua 4ª edição, no Parque Tecnológico Itaipu, com uma aula inaugural preparada para alunos, pais, e empresários padrinhos do Projeto como: Ana Croukamp (proprietária do Parque das Aves), Mauro Sebastian (Associação Brasileira da Indústria e Hotéis), Jaime Nascimento (Gerente do Complexo Turístico Itaipu – CTI) e Paulo Angeli (Ministério do Turismo).

Com o auditório César Lattes lotado, o desenvolvimento do evento se deu nas vozes de Thaísa Praxedes de Oliveira (Coord. Geral), Silvana Gomes (Coord. Pedagógica) e Juan Carlos Sotuyo (Diretor-superintendente da Fundação Parque Tecnológico Itaipu – FPTI) que apresentaram objetiva e dinamicamente os valores, metas e educadores do projeto, reforçando objetivos e o valor da participação familiar nesta nova etapa conquistada por seus filhos. Um breve resumo foi feito relembrando cada etapa até ali. Sotuyo fez questão de lembrar sobre o rigoroso processo de seleção, como mais de 1.000 candidatos, pelo qual todos os 120 jovens ali presentes foram submetidos. E a coord. Pedagógica completa, “Vocês já são vencedores!”

Pela primeira vez empresários apoiadores foram convidados a participar da aula inaugural. De acordo com a Coord. Pedagógica, Silvana Gomes, o significado da mudança é a conclusão de que ninguém melhor do que eles para saberem quais são as necessidades do mercado turístico. A Coord. Pedagógica também estimulou os jovens a participarem da palestra ao dizer que o Trilha Jovem os preparará teórica e profissionalmente para o mercado de trabalho e os encaminhará para entrevistas; então questionou: “Mas o sucesso vai depender de quem?” E os jovens responderam, ainda timidamente, que o sucesso dependerá deles.

De acordo com Paulo Angeli, empresário que apóia o projeto desde o início, a execução do Trilha Jovem em Foz do Iguaçu se faz importante e diferencial, pois uma parcela significativa de jovens sem esperança em relação ao mercado de trabalho tem, através do programa, uma oportunidade louvável. Angeli também lamenta que os empresários ainda não tenham notado o quão formidável é apoiar um Projeto como este.

Após a palestra a equipe do Trilha Jovem ofereceu um coffee-break aos convidados e jovens. E para finalizar, quem ainda não conhecia o Parque Tecnológico Itaipu – PTI pode conhecer as dependências nas quais serão realizadas as oficinas presenciais do Projeto nos próximos quatro meses.

Parque das aves - foto Henrique Costa Pereira

O Projeto Trilha Jovem nasceu de uma proposta curricular desenvolvida, em 2001, pela Germinal Consultoria para o Instituto de Hospitalidade (IH), de Salvador, na Bahia.

Essa primeira versão foi alterada pelo IH nas primeiras implementações, em 2004. Depois, em 2006, a versão original e a inicialmente implementada foram fundidas na versão atual, que ganhou dimensão nacional. A Germinal contribuiu nesse trabalho.

A partir da crítica, sistematização, reformulação e ampliação dos planos de aula utilizados nas primeiras implementações, a Germinal criou também as Referências para a Ação Docente (Eixos I, II e III), que são manuais que apresentam sugestão, passo a passo, de desenvolvimento de todas as unidades curriculares do Projeto. As Referências para a Ação Docente facilitam e são fundamentais na manutenção da qualidade  da expansão nacional do Projeto.

 

Esboçando um Plano de Desenvolvimento Pessoal e Profissional 12 12UTC março 12UTC 2009

  

  

I. Objetivos:

 

1. Aprofundar a apresentação individual, a integração e o vínculo grupal.

 

2. Propiciar o estabelecimento de laços de confiança e respeito entre os participantes.

 

3. Criar condições para que cada um perceba-se como sujeito histórico.

 

4. Estimular uma atitude pró-ativa e de apropriação dos rumos da própria vida, por meio da percepção das dimensões histórica, sócio-política e psicológica da questão do “destino”.

 

5. Estimular a predisposição para o autoconhecimento.

 

6. Possibilitar um exercício de identificação e avaliação de aspectos da própria personalidade especialmente relevantes para a vida socioprofissional.

 

7.  Propiciar o desenvolvimento de atitudes compatíveis e propícias ao amadurecimento e à mudança.

 

8. Esboçar um plano de auto desenvolvimento pessoal e profissional a ser continuado e aprimorado durante todo o Programa.

 

 

II. Descrição/Caracterização

 

A atividade é iniciada com um primeiro deslocamento do grupo para um ambiente externo ao da sala de aula, seguindo a diretriz metodológica de ênfase no uso da realidade externa e de suas entidades como “salas de aula”, “laboratórios” ou ambientes de aprendizagem. O local escolhido será um museu, prédio ou monumento histórico, cujo acervo ou arquitetura remeta à história da cidade ou bairro em que os participantes residem.Visita ao museu, prédio ou monumento histórico

 

Visita ao museu

A primeira visita não será previamente preparada. Os participantes deslocam-se para o local com a orientação de explorar, ao máximo, as possibilidades de aprender sobre a história da cidade e do bairro ali existentes. Nenhuma orientação é dada sobre o procedimento de pesquisa ou sobre a forma de registro de dados e informações relevantes. Observa-se, no entanto, que, na visita, o contrato coletivo antes elaborado já está em vigor. A visita ocupará toda a primeira das 7 sessões destinadas à atividade 3.

 

Ao final da visita, os participantes são orientados para que, entre essa sessão e a próxima, entrevistem os pais e, se possível, tios e avós para elaborar uma “história oral da família”, a ser apresentada na próxima sessão. A história deverá, sempre que possível, ser documentada com fotos, objetos e outros elementos de época.

 
 
 

História e sujeito histórico

 

Os participantes, divididos em pequenos grupos, apresentam uns aos outros a “história oral da família”. Durante as apresentações e ao final delas, identificam os elementos comuns às várias histórias. Relacionam, ao cabo, as características comuns das várias histórias com a História (do bairro ou cidade) que pode ser apreendida na visita anterior.

 

As conclusões dos pequenos grupos são registradas em folhas de flip chart e apresentadas em painel. O conceito de História, enquanto construção humana coletiva e no tempo, e a noção de sujeito histórico devem emergir e serem explorados a partir dos relatos das conclusões. As dificuldades na realização da atividade anterior, em especial na apreensão da História do bairro a partir da visita realizada, podem suscitar reflexões sobre a importância do planejamento.

 
 

A construção da linha do tempo

 

A continuidade da atividade se dá com a abordagem da história individual. Inicialmente os participantes farão uma leitura individual e silenciosa do texto de apoio.

 

 
Nostalgia

 

Houve um tempo em que havia uma andar de cima e um porão. Houve um tempo em que o som de um amolador entorpecia a tarde. Havia uma moringa na janela refrescando a água. Sempre, a qualquer momento, alguém dormia, nas desencontradas horas da família. Na tarde estorricante do verão uma cachorra chamada Teteca levantava a cabeça de vez em quando, num piso de cimento embaixo da mangueira, na única sombra do quintal ensolarado, e dava para o alto três lancinantes latidos de protesto. Acho que para Deus. Acho que havia Deus.

 

Millor Fernandes. In: O Estado de São Paulo, Edição de Domingo, 19 de dezembro de 1999, Caderno 2, p. D20.

 

 

 A seguir, os jovens irão elaborar, individualmente, em folha(s) de flip chart, a própria “linha do tempo” ou “caminho da vida”, contendo os fatos mais representativos e significativos da vida passada e recente, bem como os acontecimentos ou elementos que esperam ou pretendem registrar no futuro. Os fatos e acontecimentos devem prioritariamente ser expressos através do desenho. No verso da folha de flip chart, os participantes são convidados a escrever um poema de versos livres, mesmo que composto de um único verso, sobre o caminho de sua própria vida.

 

Os participantes são convidados a expor/apresentar suas respectivas “linhas do tempo”. Ao final de cada apresentação, o poema deve ser lido. Ao término de todas as apresentações os participantes são estimulados a analisá-las em seus aspectos individuais e coletivos, possibilitando, dessa forma, a abordagem psicológica e sociopolítica dos conteúdos envolvidos.

 

Poema coletivo

 

Museu de história do Pantanal, Estúdio de Arte Votupoca
Museu de história do Pantanal, Estúdio de Arte Votupoca

 

Como movimento final dessa etapa, é proposta a construção de um poema coletivo. A partir de um exercício de relaxamento prévio, estando os participantes em absoluto silêncio, concentrados e de olhos fechados, qualquer um deles, que julgue seu poema apropriado para o início, abre os olhos e efetua a sua leitura de seu texto da forma mais inteira, verdadeira e bela que puder. Volta a fechar os olhos.  Outro, que entenda que seu poema é apropriado para entrar em seqüência, procede da mesma forma. E assim vai, sucessivamente, até a leitura do último poema. 

 

A cena, se bem executada, suscita um envolvimento emocional intenso e contém um forte poder de integração do grupo. Durante o processo, dois ou mais participantes podem iniciar a leitura ao mesmo tempo ou períodos de silêncio prolongado podem acontecer. O coordenador não deve intervir. Muitas vezes, as sobreposições e as pausas enriquecem o poema coletivo. O coordenador também deve permanecer de olhos fechados.

 

ATENÇÃO: Certamente, essa primeira etapa da atividade oferecerá situações que possibilitarão um trabalho com atributos desejáveis nas relações interpessoais, tais como o respeito à privacidade, aos sentimentos e às crenças pessoais na análise de temas polêmicos. Assim, o orientador deve estar atento a esse componente curricular implícito, permanente e contínuo.

 

Definindo metas de vida

Raoul Dufy, Fenêtre ouverte à Saint-Jeannet - c. 1926/1927

Na etapa anterior, a “linha do tempo” já ensejou uma projeção para o futuro. Devido às características da técnica utilizada, é provável que os aspectos históricos tenham prevalecido sobre os de projeto.  A fábula do “cavalo marinho”, tradicionalmente utilizada em treinamentos dirigidos a educadores com o intuito de sensibilizá-los para a importância da clara definição de objetivos de ensino-aprendizagem, é aqui proposta para estimular a discussão de metas de vida. A leitura da fábula, seguida de discussão, deve explicitar os elementos iniciais para reflexões sobre o conteúdo em paut

 

 

Fábula do Cavalo-Marinho

 

Era uma vez uma cavalo-marinho que juntou suas economias (7 moedas) e saiu em busca da fortuna. Ainda não havia andado muito quando encontrou uma enguia, que lhe disse:

 

Psiu… Eh! Amigo. Onde vai você?

 

_ Estou indo procurar minha fortuna – respondeu o cavalo-marinho orgulhosamente.

 

 _ Você está com sorte! – disse a enguia. Por quatro moedas pode adquirir essas velozes nadadeiras, e assim será capaz de chegar lá mais rápido!

 

- Oba, isto é ótimo! – disse o cavalo-marinho, e pagou o dinheiro, colocou as nadadeiras e saiu deslizando, numa velocidade duas vezes maior. Em seguida, encontrou uma esponja, que lhe disse:

 

_ Psiu… Eh! Amigo. Onde vai você?

 

_ Estou indo procurar minha fortuna – respondeu o cavalo-marinho.

 

 _ Você está com sorte! Disse a esponja. Por uma pequena recompensa deixarei você ficar com esta tábua de propulsão a jato, para que possa viajar muito mais rápido.

 

Então o cavalo-marinho comprou a tábua com o restante de suas moedas e foi zunindo pelo mar, com uma velocidade cinco vezes maior. Logo, logo, encontrou um tubarão, que disse:

 

_Psiu…Eh! amigo. Onde vai você?

 

_ Estou indo buscar minha fortuna, respondeu o cavalo-marinho.

 

_ Você está com sorte. Se tomar esse atalho e o tubarão apontou para sua bocarra vai economizar muito tempo.

 

_ Oba, obrigado, disse o cavalo-marinho, e saiu zunindo para dentro do tubarão, e nunca mais se ouviu falar nele.

 

 

 

MAGER, R.F. A formulação de objetivos de Ensino. Rio de Janeiro; Globo; 1983; prefácio.

 

 

Ao final da discussão do texto, individualmente, a partir da “linha do tempo’ e do poema, cada participante redige uma proposta inicial de metas de vida, envolvendo tanto aspectos pessoais como profissionais. Neste momento, a definição de metas não deve partir de considerações relacionadas com a o realismo e a viabilidade da proposta. Devem capturar o desejo, o sonho…

 

Os participantes formam duplas ou trios em função da confiança depositada no outro e da busca e possibilidade de apoio. A s versões iniciais das metas são discutidas pelas duplas ou trios. Posteriormente, em função dessa conversa, as metas são revisadas, individualmente, pelos participantes. Essa redação, já revisada, é arquivada na pasta de cada participante como primeira parte do esboço de plano.

 

 Um primeiro diagnóstico das competências pessoais e profissionais

Roberto Matta, Larchitêtre, 1979

Roberto Matta, L'architêtre, 1979

Os participantes são estimulados a montar um auto-retrato, em linguagem visual (com recortes de revistas, por exemplo), identificando os atributos (ou competências) que já possui para o alcance das metas e os atributos ou competências que julga necessitar desenvolver para atingir as metas por ele definidas. Em painel, os auto-retratos são apresentados, analisados e confrontados com a heteropercepção (percepção dos demais participantes). A cada apresentação e análise, o orientador estimula uma reflexão sobre as propostas de mudança que os participantes se colocam.

 

A seguir, em trios inicialmente e depois em painel, o conceito de competência é construído pelos participantes a partir do conhecimento já existente, definições de dicionário e, eventualmente e se possível, pesquisa na Internet. A partir dos auto-retratos, os participantes, divididos nos mesmos trios ou duplas de revisão das metas, identificam as competências já existentes e as a desenvolver.

 

 

Esboço de plano de autodesenvolvimento pessoal e profissional

 

O orientador solicita que os participantes construam um esboço inicial de plano individual de desenvolvimento a partir de uma adaptação do esquema “FOFA”. Os participantes anexam à folha de sulfite em que definiram suas metas uma outra. Nessa nova folha estão delimitados quatro espaços iguais, tendo como títulos: Fortaleza, Oportunidades, Fraquezas, Ameaças.

 

No espaço superior esquerdo, cada participante registra as competências que já possui e que foram identificadas a partir da análise do autoretrato. O conjunto das competências já existentes compõe o quadrante Fortaleza inscrito na folha. No espaço superior direito, são registradas as facilidades ou os facilitadores externos para a consecução das metas, compondo o conjunto de Oportunidades. O espaço esquerdo inferior é reservado às competências ainda não desenvolvidas, compondo o campo das Fraquezas. Finalmente, no campo inferior direito, são registradas as dificuldades ou dificultadores para a obtenção das metas, compondo o conjunto das Ameaças.

 

Os esquemas são apresentados e discutidos, configurando-se um esboço de plano de desenvolvimento pessoal e profissional, com as seguintes diretrizes ou “palavras de ordem”:

  • Fortaleza: use-a!
  • Oportunidades: aproveite-as!
  • Fraquezas: elimine-as!
  • Ameaças: evite-as ou afaste-as!

 

Em painel, uma avaliação individual do plano elaborado encerra a atividade.

  

ATENÇÃO: O objetivo final da atividade é a elaboração de um esboço inicial de plano e não doplano final. É um ponto de partida e não de chegada. Portanto, a atividade não deve ser formalizada. Os erros formais devem ser desconsiderados. É importante que para o participante a atividade seja lúdica e agradável. O esboço de plano pretende também registrar o estágio inicial de sonho, expectativa, ambição e autocrítica do participante. O material é básico para as atividades subsequentes e deve ser arquivado na pasta individual de cada participante. Será também suporte para o trabalho de orientação do coordenador e pode ser visto como um pré-teste, dentro de uma estratégia de avaliação.

 

III. Conteúdos a serem trabalhados:

  • Conceito de história
  • A construção histórica do homem e da sociedade humana,
  • Conceito de sujeito histórico,
  • Conceito de planejamento. Planejamento de vida.
  • Conceito de meta. Metas e expectativas em relação à vida pessoal e profissional.
  • Realidade e sonho nas metas e expectativas. Acomodação e ousadia; concessões e avanços. A crença no determinismo do “destino”. A importância do autoconhecimento, da iniciativa, do autodesenvolvimento, da cidadania, da apropriação do próprio destino.
  • A auto e a heteropercepção de características pessoais. A formação da auto-imagem e da auto-estima.A importância e a relação da auto-estima com a capacidade de estabelecimento de relações equilibradas e maduras com as pessoas.
  • A importância da consciência das próprias qualidades e limitações e da iniciativa para a mudança e o autodesenvolvimento. A necessidade de busca de apoio e orientação no processo de autopercepção e de mudança.
  • A competência como resultante da autocrítica, da vontade, do conhecimento, da apropriação e da prática.
  • Competências de relacionamento: saber ouvir, respeito pelo outro, respeitar as diferenças, companheirismo.

 

IV. Recursos necessários

 

Folhas de papel sulfite, folhas de flip chart, revistas para serem recortadas, cola, pincéis atômicos.

 

V. Duração prevista: 21 horas

 

ATENÇÃO: As estratégias de sensibilização previstas na atividade só têm sentido se devidamente explorados. Assim, os objetivos e os conteúdos envolvidos em cada uma delas  devem estar muito claros parao coordenador . Espera-se que o orientador substitua ou implemente as atividades aqui propostas, desde que preserve seu conteúdo e lógica de desenvolvimento, e evite uma abordagem puramente afetiva.

 

 

Texto de apoio para o coordenador: Competência

 

Competência é um conjunto de aptidões, habilidades e conhecimentos que orientam a resolução de problemas e a tomada de decisões. Quando a realização de uma tarefa envolve fundamentalmente destreza técnica ou mecânica, fala-se em competência técnico-operacional. Quando o desempenho profissional exige um conjunto de conhecimentos, conceitos e princípios técnico-científicos articulados a habilidades de caráter genérico necessárias, tais como capacidade de abstração, de análise e de síntese, é porque está fundamentado em competências cognitivas. Já se a ênfase está em valores e atitudes que interferem no relacionamento do indivíduo em seu ambiente de trabalho, a competência sociocomunicativa está em primeiro plano.

 

(SENAC Nacional, Formação e Trabalho – Uma viagem pela história do trabalho, edição multimídia, Rio de Janeiro, Editora SENAC Nacional, 1997.)

 

 

 

 

O material apresentado neste post refere-se um excerto retirado do Manual do Instrutor do Núcleo Central, um dos componentes curriculares de uma versão alternativa ao Programa de Educação para o Trabalho (PET), do Senac/SP.

 

O Programa de Educação para o Trabalho (PET) foi desenvolvido pelo SENAC/SP e implementado, na sua forma atual, em 1996. É “voltado ao desenvolvimento de jovens, especialmente daqueles com limitadas oportunidades de acesso aos bens tecnológicos que possibilitam a apropriação do conhecimento, o domínio de competências, bem como de contato e convívio com padrões estéticos requisitados por um mercado de trabalho exigente e seletivo, inflexível a justificativas de natureza sociopolítica” (José Luiz Gaeta Paixão. Introdução do Programa de Educação para o Trabalho. São Paulo, SENAC, 1996).

 

O SENAC desenvolve o Programa de Educação para o Trabalho há cerca de 10 anos. O projeto teve origem após a constatação das dificuldades que jovens tinham em ingressar e permanecer no mundo do trabalho. Até agora, o Programa atendeu mais de 100 mil garotas e rapazes.

 

A GERMINAL participou da concepção do Núcleo Central do PET e da capacitação de todos os docentes (cerca de 1.000) envolvidos na implementação inicial do Programa. Desenvolveu também uma versão alternativa ao Plano de Curso original do Programa, o manual do Núcleo Central e todos os manuais das Estações de Trabalho dessa versão alternativa. Tal versão, por um conjunto de circunstâncias, acabou não sendo implementada, pelo menos em sua totalidade.

 

Em outros posts, pubicamos excertos dessa versão alternativa. Os excertos devem ser encarados como amostras do trabalho que pode ser desenvolvido pela Germinal.  A versão alternativa é composta por um Núcleo Central e por Estações de Trabalho destinadas ao tratamento de áreas específicas do Setor de Comércio e Serviços. Dela já publicamos os seguintes excertos:

  • Estrutura e Objetivos para a Versão Alternativa (extraída do Manual do Núcleo Central)
  • Amostra I: Exemplo de uma Sessão de Aprendizagem (extraído do Manual da Estação de Trabalho de Organização e Administração
  • Amostra  II: Exemplo de mais uma Sessão de Aprendizagem (extraído do Manual da Estação de Trabalho de Organização e Estética de Ambientes)
  • Amostra III: Exemplo de outra Sessão de Aprendizagem (extraído do Manual da Estação de Trabalho de Saúde) 

  

 

50.000 Acessos! 10 10UTC março 10UTC 2009

Foto: Smithsonian - National Museum of Natural History

Foto: Smithsonian - National Museum of Natural History

 

 

O ESFORÇO é grande e o homem é pequeno.

Eu, Diogo Cão, navegador, deixei

Este padrão ao pé do areal moreno

E para deante naveguei.

 

A alma é divina e a obra é imperfeita.

Este padrão signala ao vento e aos céus

Que, da obra ousada, é minha a parte feita:

O por-fazer é só com Deus.

 

E ao imenso e possível oceano

Ensinam estas Quinas, que aqui vês,

Que o mar com fim será grego ou romano:

O mar sem fim é portuguez.

 

E a cruz ao alto diz que o que me há na alma

E faz a febre em mim de navegar

Só encontrará de Deus na eterna calma

O porto sempre por achar.

 

Fernando Pessoa, Padrão. In: Mensagem – Fernando Pessoa: Obra Poética. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1986, p 79.

 

 

 

Estamos comemorando 50.000 acessos em Germinal – Educação e Trabalho. O número foi obtido entre o dia 23/07/2008 e 10/03/2008. Um pouco menos de oito meses.  Como diz o poema, o esforço foi grande, por isso estamos contentes. Agradecemos a todos os que nos tem visitado.

 

 

Além dos 50.000 acessos, acompanhando o dedo da ilustração que aponta para o alto, temos um outro número a comemorar. Em fevereiro, superamos pela primeira vez a marca de 10.000 acessos em um único mês. Em março, provavelmente, essa marca será superada. Com isso, temos a expectativa de completar 100.000 acessos antes do primeiro aniversário do blog.

 

Sabemos que esse número de acessos é pequeno quando comparado aos blogs que são “campeões de audiência”. É pequeno mesmo quando comparado ao número de acessos dos blogs educativos mais populares. Apesar disso, o número tem para nós um significado especial. É um marco, um padrão que motiva a continuidade do trabalho e estimula a busca de aperfeiçoamento contínuo. O porto sempre por achar…

 

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 91 other followers